Filmes
Séries
Programas
O diretor Christopher Nolan depois de se aventurar no universo “Batman”, volta ao cinema com um filme sobre a humanidade, sentimento e ciência.
É inevitável a comparação com “2001: Uma Odisseia no Espaço” de Stanley Kubrick e do escritor Arthur C. Clarke. Na verdade, Interestelar homenageia em vários momentos a grande obra de ficção científica de 1968.
Mas as comparações param quando a trama começa a ser desenvolvida. Nolan cria um mundo hostil, selvagem, e desolador, não no sentido de uma morte iminente, mas uma morte inevitável, a extinção da raça humana. Em poucos minutos a sensação humana de sobrevivência é capturada de uma forma simples e prática. Os diálogos que ocorrem no primeiro ato mostram que o homem é capaz de negar o próprio passado a fim de acalmar os ânimos de uma população desesperada. A humanidade, mesmo cercada de tecnologias, desistiu dela, vivendo isolada, voltando à origem de nossos antepassados, sendo obrigados a serem agricultores, pois só que o importa em todo o mundo é se alimentar, o resto é supérfluo e inútil.
É uma crítica ao nosso modo de vida, a forma como vivemos e destruímos nosso planeta, esgotando todos os nossos recursos naturais, sendo obrigados a buscar uma solução e mudar quando o mundo já está condenado. Nolan cria um futuro angustiante, baseando-se na realidade do nosso próprio presente.
Ao longo de 2 horas e 47 minutos, em nenhum momento “Interetelar” é monótono, há sempre alguma situação acontecendo. Porém, ele é lento. Mas existe necessidade dessa lentidão nos momentos iniciais do filme para que o público entenda todo o ambiente dessa Terra devastada, e se intere e se interesse não só pela história, mas pelos personagens. E um filme que mistura ciência e sentimentos humanos necessita de atores realmente expressivos.
Por isso a escolha de Matthew McConaughey depois de “Clube de Compras Dallas” e “True Detective” se mostrou perfeita e adequada. Em alguns takes não se precisa de quase nada, só da expressão de McConaughey para o público entender o sentimento do personagem. Anne Hathaway também merece elogios por usa atuação, de forma discreta e natural introduz uma cientista que pensa de modo racional em alguns momentos e em outros é totalmente emotiva. Humana.
A trilha sonora de Hans Zimmer é sensacional. Assim como Steven Price fez em “Gravidade”. Zimmer sabe a hora de adicionar emoção na cena através da música, ao mesmo tempo em que sabe frear, e adicionar um toque de suspense nos momentos certos, ou em outros, se silenciar, te transportando para aquela ação, seja ela onde for.
O desfecho não deixa a desejar, consegue amarrar todas as pontas, explicar tudo o que era duvidoso. E ainda conseguiu ser inimaginável e nem um pouco previsível. Sem dúvida nenhuma, o melhor filme de 2014.
Vale também a menção honrosa aos robôs que dão um toque de comédia, sendo bem versáteis, úteis, e até vivos demais, porém um pouco menos assustadores que o Hal 9000.
Interestelar mistura os sentimentos humanos com a ciência. Mistura às nossas emoções com a razão. E cria um filme completamente humano, repleto de sensações reais. A Teoria da Relatividade de Einstein se torna a inimiga principal do filme e da humanidade, mas não a única. Nossas ações, nosso modo de viver e agir começa lentamente a queimar o pavio da extinção da nossa espécie e da destruição do planeta Terra.
Interestelar retrata a corrida da humanidade contra o tempo. Na verdade, o tempo é o antagonista, e a corrida contra ele é a corrida em busca da sobrevivência. E a sobrevivência pode estar distante, em outra galáxia, em outras estrelas. A vida talvez dependa de conhecimentos que nós não temos, e de situações que não controlamos. O resultado de nossas ações pode ser cobrado num futuro não muito distante. E a continuidade da raça humana agora é duvidosa. Talvez ainda tenhamos tempo para mudar o futuro incerto da Terra, antes de termos de procurar um novo lugar para viver, antes de iniciarmos expedições interestelares.
É inevitável a comparação com “2001: Uma Odisseia no Espaço” de Stanley Kubrick e do escritor Arthur C. Clarke. Na verdade, Interestelar homenageia em vários momentos a grande obra de ficção científica de 1968.
Mas as comparações param quando a trama começa a ser desenvolvida. Nolan cria um mundo hostil, selvagem, e desolador, não no sentido de uma morte iminente, mas uma morte inevitável, a extinção da raça humana. Em poucos minutos a sensação humana de sobrevivência é capturada de uma forma simples e prática. Os diálogos que ocorrem no primeiro ato mostram que o homem é capaz de negar o próprio passado a fim de acalmar os ânimos de uma população desesperada. A humanidade, mesmo cercada de tecnologias, desistiu dela, vivendo isolada, voltando à origem de nossos antepassados, sendo obrigados a serem agricultores, pois só que o importa em todo o mundo é se alimentar, o resto é supérfluo e inútil.
É uma crítica ao nosso modo de vida, a forma como vivemos e destruímos nosso planeta, esgotando todos os nossos recursos naturais, sendo obrigados a buscar uma solução e mudar quando o mundo já está condenado. Nolan cria um futuro angustiante, baseando-se na realidade do nosso próprio presente.
Ao longo de 2 horas e 47 minutos, em nenhum momento “Interetelar” é monótono, há sempre alguma situação acontecendo. Porém, ele é lento. Mas existe necessidade dessa lentidão nos momentos iniciais do filme para que o público entenda todo o ambiente dessa Terra devastada, e se intere e se interesse não só pela história, mas pelos personagens. E um filme que mistura ciência e sentimentos humanos necessita de atores realmente expressivos.
Por isso a escolha de Matthew McConaughey depois de “Clube de Compras Dallas” e “True Detective” se mostrou perfeita e adequada. Em alguns takes não se precisa de quase nada, só da expressão de McConaughey para o público entender o sentimento do personagem. Anne Hathaway também merece elogios por usa atuação, de forma discreta e natural introduz uma cientista que pensa de modo racional em alguns momentos e em outros é totalmente emotiva. Humana.
A trilha sonora de Hans Zimmer é sensacional. Assim como Steven Price fez em “Gravidade”. Zimmer sabe a hora de adicionar emoção na cena através da música, ao mesmo tempo em que sabe frear, e adicionar um toque de suspense nos momentos certos, ou em outros, se silenciar, te transportando para aquela ação, seja ela onde for.
O desfecho não deixa a desejar, consegue amarrar todas as pontas, explicar tudo o que era duvidoso. E ainda conseguiu ser inimaginável e nem um pouco previsível. Sem dúvida nenhuma, o melhor filme de 2014.
Vale também a menção honrosa aos robôs que dão um toque de comédia, sendo bem versáteis, úteis, e até vivos demais, porém um pouco menos assustadores que o Hal 9000.
Interestelar mistura os sentimentos humanos com a ciência. Mistura às nossas emoções com a razão. E cria um filme completamente humano, repleto de sensações reais. A Teoria da Relatividade de Einstein se torna a inimiga principal do filme e da humanidade, mas não a única. Nossas ações, nosso modo de viver e agir começa lentamente a queimar o pavio da extinção da nossa espécie e da destruição do planeta Terra.
Interestelar retrata a corrida da humanidade contra o tempo. Na verdade, o tempo é o antagonista, e a corrida contra ele é a corrida em busca da sobrevivência. E a sobrevivência pode estar distante, em outra galáxia, em outras estrelas. A vida talvez dependa de conhecimentos que nós não temos, e de situações que não controlamos. O resultado de nossas ações pode ser cobrado num futuro não muito distante. E a continuidade da raça humana agora é duvidosa. Talvez ainda tenhamos tempo para mudar o futuro incerto da Terra, antes de termos de procurar um novo lugar para viver, antes de iniciarmos expedições interestelares.