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Depois de sua promissora estréia, "As Virgens Suicidas", Sofia Coppola mostrou definitivamente que seu talento estava mesmo atrás das câmeras. Sofia cria um olhar agridoce para os conflitos de seus protagonistas, Bobby Haris (magistralmente interpretado por Bill Murray), um ator um tanto decadente em viagem para o Japão para promover uma marca de uísque enquanto enfrenta problemas no casamento e com sua idade e carreira, e Charlotte (Scarlet Johasson, cheia de humanidade), uma mulher formada em filosofia em viagem de trabalho do marido, que vive sempre ocupado e não percebe as angústias de sua mulher. Esse improvável casal se encontra e surpreendentemente descobrem que falam o mesmo idioma (não só literalmente, mas também o emocional). Apartir desse encontro, Sofia coloca com incrível equilíbrio entre humor e melancolia conflitos que muitos deles são difíceis de serem colocados em palavras, mas incluem sobretudo solidão e falta de identificação com o mundo a volta. Seus atores foram bastante premiados, o filme ganhou três Globos de Ouro (incluindo melhor filme) e o texto, uma discreta, mas brilhante crônica do mundo moderno e seus seres desajustados, venceu o Oscar de roteiro original.