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...Um filme de linhagem superior, 5 estrelas. Para mim, é o melhor western do mestre supremo Sérgio Leone depois de Três Homens em conflito. Nos primeiros 20 minutos, mostra um homem simples, ladrão camponês mexicano que pede carona para uma diligência particular em meio ao deserto. E com relutância, ele é autorizado à adentrar a grande carruagem, mas passa a ser humilhado e menosprezado em todos os sentidos pelos presentes. Apenas por sua nacionalidade e maneira rude de viver. Mas a vingança viria à seguir. Seus comparsas e filhos estavam esperando na estrada logo à frente para cometer um assalto. E agora os que eram hostis a eles receberam o devido castigo, foram assaltados e teriam que andar no sol forte do deserto sem rumo, já que o meio de transporte foi interceptado pelos ladrões mexicanos. Esta obra contém sérias contestações sociais, já que a estória é narrada em meio a revolução popular mexicana feita por Pancho Villa, mas este só tem seu nome citado. E o herói popular do início do filme, Juan, aquele que pede carona, se torna um líder revolucionário dos camponeses meio que sem querer. Isso se dá com a ajuda de John, um irlandês vivido por James Coburn. Um refugiado da Europa que estava já acostumado com as revoltas populares em seu país natal.Ele abraça a causa mexicana, e dá entrada a planos de ataque ao império mexicano, tantando assim ajudar os mais necessitados. Com cenas de ação e explosões com dinamite gigantescas, batidas espetaculares de trens e grandes tiroteios visualmente perfeitos, Quando Explode a Vingança é uma grande produção inteligente e agradável aos olhos e ao bom gosto pelo cinema arte. Admirável trilha de Ennio Morricone, emocionante como sempre, lindas atuações de James Coburn, fotografia impecável...enfim uma excelência do início ao fim. Nota 10.