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Gosto muito do trabalho de Tim Burton. Seu cuidado em trabalhar a imagem, cenários, figurinos e, acima de tudo, sua assinatura inconfundível de transpor para a tela filmes essencialmente focados na “embalagem” muito mais do que no roteiro ou na história a ser contada. Ele parece um pintor gótico mais preocupado em misturar suas cores e transmitir seu expressionismo criativo indiferente ao entendimento racional da obra exposta. Ele quer mais “impressionar” seu público com sua criatividade ao transpor todo seu trabalho para um estilo gótico em cenografia e figurinos e desta forma cativar a audiência mundo a fora.
Em Alice no País das Maravilhas isto está mais que evidente. Ele preocupou-se mais em “vestir” os personagens do que retratá-los psicologicamente. Ou seja, ele colocou sua assinatura para fazer de Alice no País das Maravilhas mais um trabalho de Tim Burtun já que esta história foi inúmeras vezes retratadas no cinema por outros diretores. Seus cenários fantásticos e multicoloridos não deixam margem para uma interpretação do caráter e das motivações que levam os personagens a agir desta ou de outra maneira. Vamos combinar também que Mia Wasikowska como Alice não ajudou muito para torná-la uma pessoa interessante ou crível. Tudo bem que ela era uma moça de uma imaginação fértil e tudo mais. Mas não consegui, em momento algum, simpatizar com a interpretação distante desta atriz. Johny Depp como Chapeleiro Maluco até que dá um certo charme ao personagem. Mas já esteve melhor em outros trabalhos de Tim Burton como em A Fantástica Fábrica de Chocolate (com seu personagem mesquinho e pra lá de maquiavélico) e em Edward Mãos de Tesoura (pura sensibilidade). O que salva mesmo o filme, em se tratando de personagens, é Helena Boham-Carter como a Rainha Vermelha de cabeção enorme e sua raiva em decapitar a todos.
Vale a pena ver esta Alice de “Tim Burton” no País das Maravilhas. Porque é justamente isto do que se trata esta produção de milhões de dólares. Visualmente é fantástico. Visualmente é Tim Burton. Pegue um saco de pipoca com manteiga, chame as crianças para a sala e bom divertimento.
Meu blog: http://maisde140caracteres.wordpress.com
Em Alice no País das Maravilhas isto está mais que evidente. Ele preocupou-se mais em “vestir” os personagens do que retratá-los psicologicamente. Ou seja, ele colocou sua assinatura para fazer de Alice no País das Maravilhas mais um trabalho de Tim Burtun já que esta história foi inúmeras vezes retratadas no cinema por outros diretores. Seus cenários fantásticos e multicoloridos não deixam margem para uma interpretação do caráter e das motivações que levam os personagens a agir desta ou de outra maneira. Vamos combinar também que Mia Wasikowska como Alice não ajudou muito para torná-la uma pessoa interessante ou crível. Tudo bem que ela era uma moça de uma imaginação fértil e tudo mais. Mas não consegui, em momento algum, simpatizar com a interpretação distante desta atriz. Johny Depp como Chapeleiro Maluco até que dá um certo charme ao personagem. Mas já esteve melhor em outros trabalhos de Tim Burton como em A Fantástica Fábrica de Chocolate (com seu personagem mesquinho e pra lá de maquiavélico) e em Edward Mãos de Tesoura (pura sensibilidade). O que salva mesmo o filme, em se tratando de personagens, é Helena Boham-Carter como a Rainha Vermelha de cabeção enorme e sua raiva em decapitar a todos.
Vale a pena ver esta Alice de “Tim Burton” no País das Maravilhas. Porque é justamente isto do que se trata esta produção de milhões de dólares. Visualmente é fantástico. Visualmente é Tim Burton. Pegue um saco de pipoca com manteiga, chame as crianças para a sala e bom divertimento.
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