Henrique
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Código de Conduta
Código de Conduta
1,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Um cineasta passa a ser mais interessante conforme maior fica sua filmografia. F. Gary Gray é o caso de um cineasta que já gerou muitas duvidas mas que pelo recorrência dos temas, revelou parte de sua personalidade. Acredito que o grande diretor é aquele que se impõe na tela, que desnuda aquilo que quer discutir em um filme - e não, o simples "contar histórinha". A partir de CÓDIGO DE CONDUTA, vemos novamente a vigança - dessa vez não pura de simples - bombardeando a tela em função da perda. A perda, que mais uma vez, leva a violência que é utilizada pela busca de um algo maior e pessoal. Injustificável, a vingança é um sentimento que gera repercurssões. E aqui, Gray utiliza o falho sistema judicial e as brechas que possui para livrar bandidos, para explorar sentimentos dúbios e controversos. Para quem assistir o filme para julgar e tentar entender as ações do protagonista, verá um filme completamente falho, non-sense e emburrecedor. Mas esse não é o proposto. A idéia é ver um radicalismo de erros que geram conseqüências para todos os lados, inserido em um sistema que age de acordo com interesses. O caso não é rir da morte, mas ver bonecos sendo vítimas de suas próprias atitudes e de suas prórias falhas. É como um reality, quem percebe seu erro, acaba sendo eliminado do jogo - e só continuam no jogo, aqueles que permencem errando.