Críticas de usuários para Monstro: A História de Ed Gein - Página 4
Monstro: A História de Ed Gein
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Reinaldo Queiroz
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Crítica da série
3,5
Enviada em 8 de outubro de 2025
A série tava incrível até o penúltimo episódio quando cagaram no último querendo mostrar uma redenção, ajuda contra o Ted Bundy e até dancinha, tirando esse episódio final a série é excelente.
Olha só sinceramente esperava mais, conheço a historia dele e sei que a maioria do que se passa na série é fictício, mas quem não conhece vai acreditar que é desse jeito mesmo, gostaria que fosse uma série onde falasse realmente a história dele, desde o início com sua família, enfim muito ruim pois não mostra realmente oque aconteceu quem estudou ou leu sobre sabe do que eu estou falando, descepcionante!
Pela atuação do Charlie eu daria 5 estrelas, achei ele grande em sua interpretação. Acredito que o autor tenha se perdido, eu me decepcionei com a série. Quando assisti ao trailer fiquei "Nossa, essa temporada vai ser foda!" E no final ele quis apresentar coisas que achei desnecessárias, entendo querer homenagear Psicose e O silêncios dos inocentes por terem Ed como referência, mas pensei que a série seria parecida com Dahmer, o foco todo no Ed e suas loucuras. Esperava algo muito mais aterrorizante e assustador.
Eu fiquei extremamente emocionada e inclusive chorei com a série pois apesar de toda brutalidade, sofrimentos das vítimas e horror dos crimes, ele era uma pessoa doente, esquizofrênico, ele não entendia a proporção do que estava fazendo, é só ler sobre esquizofrenia, ele realmente não tinha culpa… achei de bom tom o olhar humano para ele pois dava para sentir, através da interpretação incrível do ator, a dor e sofrimento que o Ed sentia dentro dele por todo mundo julgar ele e os criminosos idolatrando-o, sem entender que ele tinha uma doença e nada do que fez foi racional, acredito que uma grande reflexão que fica é a da falta de empatia das pessoas de se colocarem no lugar das outras.
Otimo, adorei essa série o jeito que conta a história de Ed é fascinante mesmo tendo iventado varias coisas conseguiram trazer oq precisavamos o suspense..
Ryan Murphy já escreveu boas obras como Americ Horror History, Dahmer: Um canibal americano e Monstros: Irmãos Menendez, assassinos de pais. Uma sendo uma ficção bem famosa e divertida de assistir e outras duas sendo casos que teve uma repercussão na internet antes e depois de trazerem de volta os casos. Já não posso dizer a mesma coisa de A história de Ed Gein, a série é totalmente desconexa com oq realmente aconteceu e Ryan Murphy nem se ficou na história original e distorceu bastante coisa na história original colocando apenas uma ou duas coisas que aconteceram de fato. Todo roteirista bom tem que ter uma obra mal feita.
Eu realmente gostei da série, o único ponto fraco é que de fato a narrativa se perde um pouco entre os delírios da esquizofrenia e os diversos tempos que a série representa.
Mas achei bem interessante trazer a tona a questão, que é bem marcante entre os serial killers, que é a nao aceitação da sua sexualidade, tanto normalmente pela mãe, como por eles mesmos, não só a não aceitação, mas a falta de entendimento da sua sexualidade e também, toda problemática psiquiátrica gerada em decorrência disso, fora a doença de base, claro.
E minha principal reflexão que ficou com relação a essa série é: quantas pessoas que com o tratamento psiquiátrico correto desde o início da doença nao teriam se tornado assassinos?
Eu tenho o hábito de assistir conteúdos de true crime, mas essa série me incomodou e me afetou de uma forma que poucas conseguiram. É uma série que faz nos perguntar: quem é o verdadeiro monstro? Seja nas cenas da Ilse, sejam no momento que mostrou Hitchcock espiando uma atriz, seja quando mostra a luta do ator de psicose contra a homossexualidade. Foi dolorido assistir. A série faz a gente viajar para dentro da mente confusa e doente de um homem e o impacto dos seus atos na sociedade, achei interessantíssimo eles explorarem essa influência no cinema e mostrarem a falta de sensibilidade do público ao longo tempo; que passou a priocurar só mais violência, sexo. Achei extremamente gráfica e que pesou a mão nas cenas sexuais, isso para o meu gosto. Os atores fazem um ótimo trabalho; a fotografia é incrível, mas eu não assistiria a série novamente, diferente de dahmer ou os Hernandez, acho que essa série aborda muito a maldade que o humano é capaz de fazer com o outro, consigo. Foi realmente desconfortável
Sinopse: "Monstro: A História de Ed Gein" é uma série da Netflix que dramatiza a vida do infame serial killer americano Ed Gein, explorando sua infância isolada e a relação opressiva com a mãe, que o levaram à loucura e a crimes macabros, como o roubo de corpos de cemitérios para criar objetos com pele e ossos humanos, inspirando personagens do terror como Leatherface e Norman Bates, e misturando ficção com os horrores reais da vida de Gein.
Crítica: Monstro: A História de Ed Gein se propõe a revisitar uma das figuras mais perturbadoras da história criminal americana, que a influência moldou o terror moderno no cinema. Ambientada em Wisconsin na década de 1950, a minissérie aposta em uma abordagem psicológica para retratar Ed Gein como um homem aparentemente gentil e recluso, enquanto constrói, em paralelo, o retrato de um horror doméstico silencioso. A premissa é forte e carregada de potencial, mas a execução nem sempre consegue sustentar o impacto prometido.
Charlie Hunnam entrega uma atuação dedicada como Ed Gein, especialmente ao explorar a dualidade entre a aparência dócil do personagem e sua mente profundamente perturbada. Seu desempenho transmite desconforto de forma contida, evitando exageros caricatos. Laurie Metcalf, no papel de Augusta Gein, é um dos grandes destaques da série: sua presença é opressora e intensa, contribuindo de maneira decisiva para a compreensão da psicose do protagonista e da relação doentia entre mãe e filho. Suzanna Son também apresenta uma performance convincente como Adeline Watkins, trazendo vulnerabilidade à personagem, ainda que seu arco narrativo careça de maior desenvolvimento.
Apesar das boas atuações, a minissérie sofre com problemas de ritmo e repetição temática. Muitos episódios prolongam conflitos já estabelecidos, insistindo nos mesmos traumas e obsessões sem acrescentar novas camadas dramáticas. A tentativa de aprofundar a mente de Gein, embora válida, acaba por tornar a narrativa arrastada em diversos momentos, diluindo o impacto emocional e o suspense.
Outro ponto questionável é o uso de personagens históricos e referências culturais, como Alfred Hitchcock, interpretado por Tom Hollander. Essas inserções soam, em alguns momentos, artificiais e pouco integradas à narrativa principal, funcionando mais como comentários externos do que como elementos orgânicos da história.
Visualmente, a série acerta ao criar uma atmosfera fria e opressiva, com cenários que refletem o isolamento do protagonista. No entanto, a direção por vezes parece excessivamente preocupada em estilizar o horror, o que enfraquece o impacto dos momentos mais perturbadores, tornando-os previsíveis dentro do gênero.
No fim, Monstro: A História de Ed Gein é uma produção que se sustenta graças a atuações sólidas e a um tema naturalmente perturbador, mas que não consegue explorar todo o seu potencial narrativo. Ao optar por uma abordagem repetitiva e excessivamente explicativa, a minissérie perde força dramática e deixa a sensação de que poderia ter sido mais incisiva, mais curta e mais provocadora. É uma obra competente, porém irregular, que contribui para o debate sobre o fascínio cultural por criminosos reais, sem, contudo, se destacar de forma memorável dentro do gênero.
Como sempre, a série acertou em cheio na escolha do “Monstro” da vez, trazendo mais uma história real impactante, perturbadora e extremamente bem contextualizada. Assim como nas temporadas anteriores, a qualidade permanece impecável: produção afiada, ambientação precisa e um cuidado narrativo que mantém o espectador preso à tela.
A decisão de expandir o universo e mostrar não apenas os crimes, mas também o impacto cultural causado por Ed, tanto no cinema quanto na mente de outros assassinos, foi um acerto enorme. Isso deu profundidade, ampliou a discussão e trouxe um peso ainda maior para os fatos apresentados.
Obs: E, claro, uma salva de palmas para Charles Human, que entregou uma atuação excepcional, fria e hipnotizante na medida certa. Uma performance que realmente eleva a temporada.
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