A Namorada Ideal
Críticas dos usuários
Críticas da imprensa
Média
3,5
26 notas

11 Críticas do usuário

5
4 críticas
4
3 críticas
3
2 críticas
2
0 crítica
1
1 crítica
0
1 crítica
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Jaqueline Rodrigues
Jaqueline Rodrigues

3 críticas Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 17 de setembro de 2025
Muito boa  Adoro esse tipo de série que vc fica em dúvida entre quem é o vilão e quem é o mocinho (como Bates Motel, por ex.), pois não são nada previsíveis, e desafiam nossa capacidade de julgar. Recomendo!
NerdCall
NerdCall

51 seguidores 428 críticas Seguir usuário

Crítica da 1 temporada
3,5
Enviada em 14 de setembro de 2025
“A Namorada Ideal” chega ao Prime Video como uma adaptação do romance de Michelle Frances e traz de volta um rosto conhecido não apenas na atuação, mas também na direção: Robin Wright. A atriz, que já havia dirigido episódios de House of Cards e Ozark, agora assume a responsabilidade por parte da condução dessa minissérie de seis episódios, dividindo a função com Andrea Harkin. Desde o início, esse detalhe já chama atenção, afinal Wright é uma presença de peso, tanto diante quanto atrás das câmeras. Ao seu lado, Olivia Cooke, conhecida por House of the Dragon, é outro trunfo do elenco, e sua participação pode despertar a curiosidade de quem a acompanha em ascensão.

O enredo gira em torno de Laura Sanderson (Robin Wright), uma mulher que parece ter a vida sob controle: carreira sólida, família estável e uma rotina aparentemente tranquila. Tudo muda quando seu filho Daniel (Laurie Davidson) apresenta a nova namorada, Cherry (Olivia Cooke). O que começa como um simples desconforto materno evolui para um jogo de manipulação, paranoia e violência psicológica. O grande diferencial da série está justamente em como escolhe apresentar esses conflitos: a narrativa alterna perspectivas, mostrando os mesmos acontecimentos sob diferentes pontos de vista, sem nunca oferecer uma resposta definitiva sobre quem está certo ou errado.

Essa escolha narrativa é um dos pontos fortes da produção. Assistir a um jantar de família, por exemplo, pode ter significados completamente distintos dependendo de qual olhar está sendo privilegiado. Para Laura, Cherry é desequilibrada, manipuladora e perigosa. Já para Cherry, a sogra é sufocante, controladora e paranoica. Essa dualidade constante transforma cada episódio em um quebra-cabeça emocional, em que o público precisa decidir em quem acreditar — ou simplesmente aceitar que não há inocentes na história.

O que poderia ser um recurso repetitivo, aqui ganha força justamente pelo modo como é explorado. A cada episódio, o espectador é convidado a duvidar das próprias certezas, revisitando diálogos e situações já vistas sob novas interpretações. Essa estrutura gera tensão e sustenta a sensação de que tudo pode mudar a qualquer momento. No entanto, essa mesma virtude pode se tornar um problema. Em alguns momentos, a insistência em não tomar partido acaba diluindo o impacto da narrativa. Quando a série parece prestes a entregar uma definição clara sobre quem manipula quem, logo recua e embaralha novamente as cartas. Essa indefinição, que para alguns espectadores pode ser fascinante, para outros gera frustração.

Visualmente, a série também aposta na ambiguidade. As cores desempenham papel essencial na construção simbólica da história. No início, Laura é associada ao azul, uma cor que transmite estabilidade, enquanto Cherry veste tons mais fortes, como o vermelho, indicando intensidade e ameaça. Mas, à medida que os episódios avançam e a relação entre as duas degringola, há uma inversão: Laura passa a adotar o vermelho, enquanto Cherry assume roupas mais claras, quase sempre em branco. Essa troca reforça a ideia de manipulação e do quanto cada personagem pode projetar imagens que não correspondem à verdade. É um detalhe criativo que amplia a camada psicológica da série sem precisar verbalizar nada.

Outro mérito é a capacidade de inserir temas que vão além do suspense. Questões como toxicidade em relacionamentos, maternidade sufocante, manipulação psicológica e até mesmo a distorção da memória ganham espaço ao longo dos episódios. Situações aparentemente banais, como um diálogo mal interpretado ou uma pequena discussão, se transformam em campos minados, nos quais qualquer palavra pode ter consequências devastadoras. Esse recurso não apenas alimenta o clima de paranoia, mas também aproxima a trama da vida real: afinal, quem nunca viveu situações em que duas pessoas interpretam o mesmo acontecimento de formas completamente diferentes?

Apesar dos acertos, A Namorada Ideal não está livre de problemas. O maior deles talvez seja a forma como a série se resolve. Depois de construir um clima sufocante e explorar com habilidade as ambiguidades da relação entre Laura e Cherry, o desfecho opta por deixar pontas soltas e não oferece uma conclusão definitiva. Essa decisão pode ser vista como ousada, pois reforça a ideia de que não existem respostas fáceis para conflitos humanos tão complexos. Porém, também pode ser interpretada como um desperdício, já que o público é levado a esperar por um clímax capaz de justificar toda a tensão acumulada — algo que, para muitos, acaba não acontecendo de maneira satisfatória.

É aqui que surge a principal contradição da série: o mesmo elemento que a torna especial — a ambiguidade — também compromete seu impacto final. Enquanto as perspectivas alternadas funcionam como motor narrativo, em excesso acabam tornando a trama circular, como se sempre retornasse ao ponto de partida. Há momentos em que a série parece estar presa em um jogo de espelhos, refletindo múltiplas versões de um mesmo evento, mas sem avançar de fato em direção a uma consequência clara.

Ainda assim, seria injusto reduzir A Namorada Ideal a essas fragilidades. O trabalho de Robin Wright e Olivia Cooke é impressionante e sustenta a narrativa até mesmo nos trechos em que o roteiro perde fôlego. Wright entrega uma Laura complexa, que oscila entre fragilidade e obsessão, enquanto Cooke constrói uma Cherry igualmente fascinante, transitando com naturalidade entre doçura e manipulação. Essa química explosiva entre as duas atrizes é o que mantém a série viva, mesmo quando a trama ameaça se tornar repetitiva.

Além disso, a opção do Prime Video por lançar todos os episódios de uma vez contribui para a experiência. Ao contrário do modelo semanal, que poderia enfraquecer a tensão ao longo do tempo, aqui a história ganha ritmo justamente porque pode ser consumida como um grande filme dividido em capítulos. É uma decisão arriscada, mas que funciona bem, já que a curiosidade em descobrir como cada perspectiva vai se sobrepor à outra mantém o espectador engajado.

No fim das contas, A Namorada Ideal é um thriller psicológico que cumpre o papel de entreter e provocar reflexão. Não entrega respostas fáceis, nem conclusões definitivas — e essa é tanto sua maior qualidade quanto sua maior limitação. Para quem busca uma narrativa que joga com a mente do espectador, embaralha certezas e transforma o lar em um campo de batalha psicológico, a série é uma grata surpresa do ano. Para quem prefere histórias mais diretas e com desfechos fechados, a experiência pode soar frustrante.

De qualquer forma, é inegável que a minissérie se destaca no catálogo do Prime Video. Wright, Cooke e a equipe de roteiristas conseguem criar um jogo narrativo instigante, que expõe os limites entre verdade e manipulação, vítima e vilão, amor e obsessão. Uma história que não pede apenas para ser assistida, mas para ser debatida, questionada e, quem sabe, revista sob novos olhos — exatamente como acontece com cada um de seus episódios.
Denny Rodrigues
Denny Rodrigues

2 críticas Seguir usuário

Crítica da série
1,5
Enviada em 14 de setembro de 2025
Tinha tudo pra ser excelente porém estragaram o final. Ficou bem ridículo e raso. Um desperdício de tempo pra quem assistiu aos episódios.
Brenda Dias
Brenda Dias

6 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,0
Enviada em 27 de setembro de 2025
no geral, eu gostei. mas, achei a série um pouco enrolada, considerando o final dela que parece ter sido feito às expressas. foi um plost twist, mas, eu esperava outro final, talvez mais impactante
Rafaela
Rafaela

1 seguidor 3 críticas Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 1 de novembro de 2025
Que série bem feita e intrigante. A gente não consegue desgrudar da trama. Uma hora você está de um lado outra hora você está de outro, e ver as coisas pela perspectiva de cada uma deixa a série muito mais rica e profunda. Recomendo demais
Jana
Jana

Seguir usuário

Crítica da série
0,5
Enviada em 31 de outubro de 2025
Se você leu o livro e amou, como eu amei, não veja a série!
Os roteiristas estão mais preocupados em ser inclusivos e politicamente corretos, transformando a Laura em spoiler:
uma mulher bissexual do que em seguir a história do livro.
Não respeitam praticamente nada do original, somente o plot básico "namorada vs sogra" e os nomes, porque o resto mudaram tudo e ainda fizeram um trabalho ruim, tirando o carisma da Cherry, transformando a Laura em uma mulher nojenta e sem graça (muito ao contrário do livro) e o Howard em um marido devotado (ainda que em um casamento aberto). Vergonhoso, na boa.
Gleice Oliveira da Costa
Gleice Oliveira da Costa

1 crítica Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 20 de setembro de 2025
Amo esse tipo de série,esse suspense psicológico que te envolve ao ponto de ter hora que vc não sabe mais pra quem torcer,quem é o vilão,e assistir a série com a perspectiva dos dois pontos de vista foi sensacional. Eu simplesmente amei,me prendeu totalmente na trama,inclusive vou assistir dinovo,coisa que não costumo fazer,rs...Uma das melhores séries q assisti nos últimos tempo.
Maria Eduarda Machado
Maria Eduarda Machado

1 crítica Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 2 de novembro de 2025
comecei esperando algo e tive outra sobre a série, de forma boa, claro. atuação sem comentários, a parte com a visão da laura e da cherry fez com que eu me sentisse “manipulada” por ambas constantemente, sem saber quem realmente era a “vilã” o que me prendeu MUITO. conclusão sobre tudo isso? TODOS precisam de terapia, spoiler: a cherry é uma psicopata, a laura é controladora, o daniel é extremamente ingênuo, acredita em tudo o que a cherry fala, a mãe da cherry por simplesmente acobertar os crimes da filha, o pai do daniel pelas questões da filha falecida e a dependência que tem na laura que não o ama da mesma forma.
achei que terminou bem fechado, achei que o daniel teve um final merecido, plantou o que colheu, mas gostaria muito de ver qual seria a reação dele dali em diante
Ricardo L.
Ricardo L.

63.195 seguidores 3.195 críticas Seguir usuário

Crítica da 1 temporada
4,0
Enviada em 1 de dezembro de 2025
Boa 1º temporada com um elenco ótimo e uma história até que bem bacana com reviravoltas em quase todos os episódios! Vale a pena conferir.
Juan Gomes
Juan Gomes

2 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,0
Enviada em 9 de dezembro de 2025
Thiler psicológico, explora a relação a três entre uma mãe, o seu filho e a sua nova namorada. Qualodade britânica.
M A
M A

1 crítica Seguir usuário

Crítica da série
3,0
Enviada em 17 de novembro de 2025
Boa trama, porém poderia ser dispensável a lacração (casamento aberto, lgbt, drogas), distorceram, com disseram, o bom livro de Michelle Frances.