Um ator turco interpreta Sandokan, um príncipe pirata malaio, personagem baseado em livros de um autor italiano (de 1883) e em uma série de televisão da RAI (emissora italiana) de 1976, onde quem interpretava o personagem era um ator indiano.
Continuando o imbróglio, seu melhor amigo é um padre português, que quando jovem tentara libertar uma tribo paraguaia que vivia na Amazônia (tribo paraguaia na Amazônia?) e Sandokan se apaixona pela filha do cônsul britânico, Mariane, cuja mãe teria sido uma italiana católica, chamada Angélica. Este mesmo cônsul, pai de Marianne, seria quem exterminou a tribo de Sandokan e matou seus pais, 25 anos antes.
Este completo nonsense criativo, misturado com folhetim romântico, fruto da mente de um autor que foi marinheiro (e, por isso mesmo, conheceu as histórias de dois piratas da vida real, que ele fundiu para criar Sandokan) funciona super bem na série da NETFLIX.
O enredo é vibrante e movimentado, o ritmo é ágil e a impressão é que cada um dos oito capítulos teve de ser condensado, para que tanta ação coubesse em tão pouco tempo!
Quem não se preocupa muito com detalhes e consegue relevar algumas incoerências, certamente irá se divertir, se envolver com os personagens e ficar com aquela vontade de "quero mais".
Sabemos que há uma segunda temporada a ser lançada em breve, a qual aguardo ansiosamente.