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NerdCall
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Crítica da 2 temporada
4,5
Enviada em 17 de abril de 2026
Menos caótica, mais personagens e ainda mais difícil de largar.
A 2ª temporada de The Pitt chega menos caótica, mas não menos envolvente e talvez seja justamente aí que ela cresce. Em vez de tentar te sufocar com urgência o tempo todo, a série desacelera o suficiente pra olhar mais de perto quem está por trás dos jalecos.
Entre plantões intermináveis e decisões impossíveis, o peso emocional começa a falar mais alto. E quando você percebe, não está só acompanhando casos, está sentindo o desgaste junto com eles.
O mais impressionante é como tudo continua funcionando no mesmo nível: montagem afiada, ritmo constante e um roteiro que sabe exatamente quando acelerar ou respirar. No fim, é aquele tipo de série que você começa por curiosidade… e termina completamente viciado, sem nem perceber.
Acompanhando a série notei que não tem mimimi, não tem curas milagrosas, tudo acontece naturalmente!!!
The Pitt é um drama médico da HBO Max que acompanha um turno intenso de 15 horas em tempo real no pronto-socorro de um hospital em Pittsburgh, Pensilvânia. Cada episódio representa uma hora desse plantão, mostrando decisões urgentes, dilemas éticos e o impacto emocional no Dr. Michael "Robby" Robinavitch (Noah Wyle), líder da equipe de emergência.
Série muito boa, porém em hora é hora querem lacrar, todo episódio tem uma lactação, use máscara, aborto, minorias, assédio moral, etc muito mimi, coloca branco contra negros, negro sempre pobre e o branco olhos azuis são as pessoas ricas, casais gays se beijando tempo todo, é assim vai.
Sem romantizar, cruel, incrivel, atuações incriveis. Ta longe se ser mais uma serie sobre médicos e o besteirol de Gray's Anatomy (sem ofensa). O mais interessante é a dualidade de todos os personagens, incrivelmente reais, com suas falhas, personalidades e tudo que a vida real oferece. Outro ponto que tenho observado é o elenco pouco conhecido ou de menor relevância no cenário artistico, mas isso não quer dizer que sao atuações medianas. Muito pelo contrário. Atuações dignas de grandes nomes e que a meu ver entregam muito mais que atores muito batidos. Esse mesmo fenômeno aconteceu em breaking bad e ta acontecendo aqui. Assistam!!
Que proposta interesantissima achei bem diferente a forma como as episódios se desenrrolam, muit bem trabalhados e sem enrolações, vale super apena ver.
A série é excelente, com uma trama frenética e envolvente, que te dá aquela vontade de querer ver o próximo episódio. The Pitt tem um primor em mostrar as intenções pessoais e interpessoais dos personagens, o que nos dá um sentimento dramatico mais profundo na trama.
Mas...nem tudo são flores, pois uma coisa que me tira dessa imersão, são as interações dos acompanhantes de cada paciente que chega ao hospital. É um festival da uva, com o centro médico sendo invadido por dezenas de pessoas ao mesmo tempo, para prestar solidariedades a uma família com o filho que teve morte cerebral, apenas pra dar mais peso a trama...uma esposa grávida entrando na sala pré operatória pra dar um beijo em seu marido em estado grave, com 90% do corpo queimado...sério?! Ou pais que entram, com a permissão do líder dos médicos, na sala enquanto sua filha afogada recebe massagem cardíaca. Absurdos que em um centro médico jamais seriam permitidos!
"Ahhh mas é uma obra fictícia...!" Sim, mas mesmo com a suspensão da descrença, essas interações tiram muito da veracidade da obra, pois esses personagens não agregam em nada a não ser atrapalhar, ou fazer o papel do espectador, com perguntas sobre os casos, que são rapidamente respondidos e justificados pelos médicos. Um artifício um pouco preguiçoso e repetitivo de roteiro, que serve apenas para explicar ou dar ênfase nas qualidades e capacidades médicas da equipe!
Mas tirando isso, The Pitt é uma série empolgante e deliciosa de se assitir.
The Pitt eleva o drama médico a um patamar superior, fugindo de fórmulas saturadas. O trunfo da série reside em sua química orgânica e em um elenco que domina o subtexto. A narrativa é construída através de linguagens corporais precisas e olhares que transmitem o peso de um plantão real, onde competência técnica e vulnerabilidade coexistem em cada cena. O roteiro é brilhante ao desenvolver personagens de forma naturalista, permitindo que a vida pessoal surja organicamente nas brechas entre atendimentos. Aliada a uma fotografia fria e técnica, a série utiliza o ambiente corporativo para expor a face comercial da saúde americana. É um retrato atual sobre como o custo financeiro dita o ritmo da cura, transformando o hospital em um cenário de tensão que desafia a ética e a resistência dos profissionais. Uma obra essencial para quem busca realismo e profundidade técnica.
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