Adolescência
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3,5
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anônimo
Um visitante
Crítica da série
4,5
Enviada em 22 de março de 2025
A minissérie britânica Adolescência, disponível na Netflix, emerge como um fenômeno contemporâneo ao abordar, com profundidade e sensibilidade, os desafios enfrentados pelos jovens e suas famílias na era digital. Criada por Jack Thorne e Stephen Graham, e dirigida por Philip Barantini, a série explora as complexidades das relações familiares, os impactos das redes sociais e os dilemas morais e psicológicos que permeiam a vida moderna. Com apenas quatro episódios, Adolescência consegue capturar a atenção do público e da crítica, alcançando uma aprovação de 100% no Rotten Tomatoes e sendo descrita como uma “aula magistral de narrativa televisiva”.

A trama central gira em torno de Jamie Miller, um garoto de 13 anos acusado de assassinar uma colega de escola, Katie. A partir desse evento chocante, a série desdobra-se em múltiplas camadas, investigando não apenas o crime em si, mas também as consequências emocionais e sociais que ele acarreta para a família Miller e para a comunidade escolar. A narrativa é construída de forma não linear, utilizando flashbacks e planos-sequência longos que conferem uma sensação de realismo e imersão, características que destacam a maestria técnica da produção.

Um dos aspectos mais impressionantes de Adolescência é a sua capacidade de retratar, de forma crua e realista, os desafios enfrentados pelos adolescentes na era digital. A série não se limita a mostrar os efeitos negativos das redes sociais, como o cyberbullying e a hipersexualização, mas também explora a dificuldade dos pais em se conectar com seus filhos em um mundo onde a tecnologia muitas vezes serve como barreira. A dinâmica familiar dos Miller é um retrato vívido dessa desconexão: Eddie e Manda, interpretados por Stephen Graham e Christine Tremarco, respectivamente, lutam para compreender o filho, enquanto Jamie, vivido por Owen Cooper, parece cada vez mais isolado em seu universo digital.

A série também levanta questões importantes sobre a educação e a autoridade parental. Em um mundo onde os limites entre o público e o privado são cada vez mais tênues, Adolescência questiona até que ponto os pais são capazes de proteger e guiar seus filhos. A falta de autoridade, o narcisismo predatório e a imaturidade crônica de adultos e adolescentes são temas recorrentes, apresentados de forma tão clara quanto perturbadora. A série não oferece respostas fáceis, mas convida o espectador a refletir sobre as suas próprias práticas e responsabilidades.

O elenco desempenha um papel crucial no sucesso da série. Owen Cooper, no papel de Jamie, entrega uma atuação convincente e emocionalmente carregada, capturando a vulnerabilidade e a confusão de um adolescente em crise. Stephen Graham e Christine Tremarco, como os pais de Jamie, também brilham, retratando com nuances a dor e a impotência de uma família em colapso. Ashley Walters, como o detetive Luke Bascombe, e Erin Doherty, como a psicóloga Briony Ariston, complementam o elenco com performances sólidas, adicionando camadas de complexidade à narrativa.

A direção de Philip Barantini merece destaque especial. Utilizando planos-sequência longos e uma fotografia que alterna entre tons sombrios e luzes intensas, Barantini cria uma atmosfera claustrofóbica e angustiante, que reflete o estado emocional dos personagens. A escolha de não basear a história em um evento real, mas sim em uma extensa pesquisa documental, permite que a série explore os temas de forma mais ampla e universal, sem perder a autenticidade.

No entanto, Adolescência não é uma série fácil de assistir. A sua abordagem crua e muitas vezes dolorosa pode ser desconcertante para alguns espectadores. A exposição nua e direta de temas como violência, hipersexualização e esgotamento emocional pode levar o público a questionar a veracidade e a necessidade de tanta intensidade. É compreensível que alguns espectadores possam se sentir sobrecarregados e até mesmo optar por abandonar a série. No entanto, é justamente essa imersão profunda e desconfortável que torna Adolescência tão relevante e necessária.

A série também se destaca por evitar clichês e respostas simplistas. Em vez de oferecer soluções prontas ou moralismos fáceis, Adolescência convida o espectador a refletir sobre as complexidades da vida moderna e as múltiplas facetas da natureza humana. A sua abordagem não é pedagógica no sentido tradicional, mas sim provocativa, desafiando o público a pensar criticamente sobre os temas apresentados.

Em síntese, Adolescência é uma obra poderosa e necessária, que combina uma narrativa envolvente com uma abordagem técnica impecável e performances excepcionais. A série não apenas entretém, mas também provoca e desafia, levantando questões importantes sobre a juventude, a família e a sociedade na era digital. A sua relevância é inegável, e o seu impacto certamente perdurará, especialmente em um momento em que as discussões sobre os efeitos das redes sociais e os desafios da criação de filhos são mais urgentes do que nunca. Se a Netflix decidir produzir uma segunda temporada, será interessante ver como a série continuará a explorar esses temas complexos e atuais.
Ronald R.
Ronald R.

1 seguidor 22 críticas Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 23 de março de 2025
Série muito interessante e profunda, principalmente para os pais. Mostra a importância de estar atento e participar ativamente da vida dos filhos. Excelente!
Gilman Silva
Gilman Silva

3 críticas Seguir usuário

Crítica da série
1,0
Enviada em 19 de março de 2025
Mais uma serie péssima da Netflix. Toda a propaganda foi focada no adolescente, mas quem assiste não precisa fazer nenhum esforço para perceber que o foco da serie é o drama da família. Aqueles que deram nota 5 e fizeram comentários elogiosos são os que curtem ao máximo um drama familiar (afinal ninguém é perfeito).
Logo no inicio o autor coloca a policia britânica num patamar de extrema incompetência (percebe-se pelas ações praticadas para prender um garoto de 13 anos). A escola onde o menino estuda, outras barbaridades: Querem demonstrar que o menino estuda numa escola britânica tradicional, mas o que se vê é uma escola desorganizada, a falta de respeito dos alunos com o corpo docente é alarmante. Meninas adolescentes com uniforme em saias curtas (os meninos devem adorar ir na frente apresentar algum trabalho), retornam para a carteira com as mãos ou papel na frente.
Vários meios de comunicação na internet estão elogiando ao máximo esta produção (Certamente devem ter recebido uma boa dose de libra esterlina).
Em resumo: Pessimo roteiro, péssima apresentação, péssimo em tudo.
Cristina Morais
Cristina Morais

9 críticas Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 24 de março de 2025
Excelente em todos os quesitos. Desde ter sido filmada em um grande , enorme plano sequência (que fico aqui imaginando o trabalhão que deu) até o roteiro, interpretação e mensagem. Se vc
Sheila Carvalho
Sheila Carvalho

1 crítica Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 17 de março de 2025
Gostei da série e do tema abordado, realmente poderia ter sido um filme, senti falta do julgamento teria sido um fechamento ótimo, o tema deveria ser muito mais citados, os adolescentes de vc estão sem controle e as leis muito brandas.
Miguel Arcanjo de Lima
Miguel Arcanjo de Lima

1 crítica Seguir usuário

Crítica da série
0,5
Enviada em 22 de março de 2025
Muito ruim... não perca tempo assistindo...engana ao iniciar como uma série policial e depois tornar-se uma sonolenta tentativa de explorar um caso de bulliyng
Yasmin M
Yasmin M

2 críticas Seguir usuário

Crítica da série
0,5
Enviada em 10 de abril de 2025
A história em si é muito boa, mas foi mal abordada, mal explicada e um conjunto de cenas completamente desnecessárias que deixa a série cansativa, sem sentido e com várias perguntas em aberto.
Mauricio Louz
Mauricio Louz

3 seguidores 58 críticas Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 27 de março de 2025
Perfeita, um drama envolvente uma história que realmente mostra perigos da vida real, principalmente no quesito dos adolescentes terem muito acesso livre à internet e os males que isso pode causar em diversos aspectos na vida deles, um filme que emociona e realmente é gostoso de se assistir.
Junior @@@
Junior @@@

2 seguidores 59 críticas Seguir usuário

Crítica da série
3,5
Enviada em 2 de abril de 2025
Série boa! Raridade da Netflix, trata a realidade dentro das escolas, tem poucos episódios e 1º e 2º são extremamente empolgantes, porém o 3º e principalmente o 4º deixa muita coisa em aberto.
Taltos
Taltos

3 seguidores 49 críticas Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 23 de março de 2025
Incrível a sensibilidade dessa série. Vale muito a pena ver prestando atenção, pois as dores que envolvem a família foi perfeita!
Dani Barrichello
Dani Barrichello

1 crítica Seguir usuário

Crítica da série
1,0
Enviada em 23 de março de 2025
Só se sentiu emocionado com essa série quem não está atento ao conteúdo das redes sociais. Redpill, incel, etc, tudo isso é dia-a-dia. Zero novidade.

A série não tem enredo, não tem fim, é um arrastado de cenas, sim, espetaculares com atuações, sim, excepcionais. MAS SÓ!

O primeiro episódio te prende, vc jura que é uma coisa espetacular. Mas o segundo episódio já te libera dessa impressão. A série dá sono, tem zero emoção, tem zero sentido, não tem continuação nem desfecho de nada que começaram.

O menino é culpado? O menino fez isso por influência de alguém? Quais os desfechos dos enredos abertos?

A cena da família conversando na van é simplesmente descartável. E isso, dura simplesmente um episódio inteiro!

Pra quem gosta de "ozark crimes violência tráfico gangsta breaking-bad meu Deus como eles vão fazer pra sair dessa situação" como eu, fuja!

Ela poderia ser facilmente um filme, mas ainda assim seria um filme com enredo ruim.

É mais uma moda. E só!
Anthony Érico
Anthony Érico

1 crítica Seguir usuário

Crítica da 1 temporada
1,5
Enviada em 25 de março de 2025
Só vale pelo primeiro episódio. O resto… é o resto. Quarto episódio totalmente desnecessário. Não recomendo.
Jefferson Mendes
Jefferson Mendes

1 crítica Seguir usuário

Crítica da série
0,5
Enviada em 26 de março de 2025
Defino a série como uma aberração! Que produção horrível, chata, desconexa, de baixíssimo nível, horrorosa, roteiro péssimo e arrastado!

A série começa com uma premissa interessante, mas se perde nos demais episódios. Durante toda a série, aparecem vários personagens desnecessários em cenas que imaginamos que terão alguma ligação ou explicação, mas fica tudo solto. spoiler: A investigação não é esclarecida, os investigadores somem do nada, a arma do crime não é localizada, a amiga da menina morta aparece bastante em cena, mas o motivo não fica claro, depois ela some.
Enfim... É tudo tão horrível, sem conexão. Sabe aqueles trabalhos de escola em que cada um faz sua parte e depois juntam no final e ficam uma coisa horrorosa? É essa série!

A cena com a psicóloga foi interessante, as atuações foram muito boas, apesar de ser uma cena absurdamente longa. Nesse ponto eu até cheguei a achar que as coisas começariam a fazer sentido, mas não.

Curiosamente comecei a assistir ao primeiro episódio e desisti. Pelo hype todo , voltei a assistir ao segundo, mas estava tão chato que desisti de novo. Depois sei uma nova chance até finalizar.

Fiquei extremamente irritado por ter perdido meu tempo vendo uma porcaria como essa! Esses elogios à série só podem ser algum efeito manada ou uma espécie de loucura coletiva.
jsmhg hung
jsmhg hung

1 crítica Seguir usuário

Crítica da série
0,5
Enviada em 1 de abril de 2025
Se você não percebeu que se trata de mais um lixo da cultura woke te empurrando goela abaixo temas como misoginia, influência digital e descaso dos pais sobre os filhos. Toda temática contra a família tradicional já conhecida. Pra te fazer acreditar que isso é regra nas famílias. Lamento...
Luis Real
Luis Real

1 crítica Seguir usuário

Crítica da série
3,0
Enviada em 18 de março de 2025
A série conta dois atores. Um com 13 anos com cara de anjo e outro com 51. Isso é quase um Standup do Piá . A mão que segura a faca. O resto é intervalo para comprar pipoca