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Daniel Bisetto
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Crítica da série
3,0
Enviada em 16 de novembro de 2024
A série parte de uma premissa bastante interessante mas é pessimamemte desenvolvida. Não havia a menor necessidade de uma esposa para o protagonista, cujo a história de amor foi completamente sem sal e mal desenvolvida. Tudo, provavelmente, para fazer com que o público não os odiassem pela traição e aceitasse bem a história de amor dos protagonistas. História essa que também não pode ser bem aproveitada pela questão da esposa. Que trocassem a esposa por uma irmã e focassem nas descobertas de sentimentos dos protagonistas, da confusão envolvendo as lembranças advindas do coração doado pelo falecido namorado e que por fim descobrissem que estavam apaixonados sim um pela persona do outro e não pela "projeção" de um fantasma. Final triste, estilo Marília Mendonça: "ninguém vai sofrer sozinho, todo mundo vai sofrer". Nada contra, contando que pudessem ter vivido a paixão em sua plenitude, mesmo que por pouco tempo, o que não ocorre devido a desnecessária esposa.
“Sayonara no Tsudzuki” é uma obra que escolhe o caminho mais silencioso — e, talvez por isso, mais honesto.
Não é um dorama que busca emocionar pela intensidade, mas pela permanência. Ele trabalha com aquilo que fica depois: os sentimentos que não se resolvem por completo, as conexões que não precisam de explicação imediata e o tempo como elemento essencial para dar sentido ao que se vive.
Há uma delicadeza na forma como a história se desenvolve, valorizando mais o não dito do que o explícito. Ainda assim, em alguns momentos, fica a sensação de que faltou um pouco mais de intensidade emocional — especialmente para quem está acostumado com narrativas mais viscerais, como as dos doramas coreanos.
Mesmo assim, é uma obra que respeita o espectador ao não simplificar emoções complexas e ao evitar respostas fáceis.
No fim, não é sobre o quanto emociona no momento, mas sobre o quanto permanece depois.
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