Essa série é incrível. Basicamente, fala sobre uma garota que precisa fazer um artigo para ajudar ela a entrar em uma faculdade e ela pode fazer de qualquer tema, então ela decide fazer sobre um caso de assasinato que já foi resolvido há anos mas ela não acredita que o namorado da vítima a matou. A atuação de todos é ótima e a Emma Myers foi incrivel como Pip. Não posso dizer se é fiel aos livros, porque eu só vi a série mas pretendo ler os livros. Sinceramente, eu assistiria essa série mais 5 vezes sem enjoar.
Manual de Assassinato para Boas Garotas é uma série que impressiona logo nos primeiros episódios. A produção entrega uma fotografia impecável, uma direção competente, uma trilha sonora envolvente e uma ambientação que faz das pequenas cidades inglesas quase um personagem da história. O elenco também convence, e a protagonista consegue despertar o interesse do espectador desde o início.
O grande problema da série não está na produção, mas no roteiro.
A primeira temporada começa com uma proposta extremamente interessante: acompanhar uma investigação sobre o assassinato de Andie Bell. O mistério é bem construído, as pistas surgem na medida certa e cada episódio faz o público querer assistir ao próximo. Existe um objetivo claro, e o espectador sente que está investigando junto com a protagonista.
Infelizmente, conforme a história avança, o roteiro perde completamente o foco.
Em vez de concluir de forma satisfatória o caso principal, a série passa a introduzir novos personagens, novos mistérios e novas conspirações em sequência. O julgamento de Max, o desaparecimento de Jamie, Charlie, Layla, Stanley e diversos acontecimentos paralelos acabam competindo entre si, sem que nenhum deles receba o desenvolvimento necessário.
O personagem Stanley é um dos maiores exemplos desse problema. Até determinado momento, ele é apenas o segurança de um clube de golfe. De repente, torna-se uma peça central da narrativa e a série espera que o público tenha um forte envolvimento emocional com ele, mesmo sem tê-lo desenvolvido adequadamente. A sensação é de que informações importantes surgem do nada apenas para movimentar a trama.
O maior erro dos roteiristas foi tentar contar histórias demais ao mesmo tempo. O que poderia ter sido uma excelente série de investigação acabou se tornando uma sucessão de revelações, reviravoltas e personagens que entram e saem da história sem tempo suficiente para criar impacto.
A estrutura teria funcionado muito melhor se cada temporada fosse dedicada a um único caso. Resolver completamente o mistério de Andie Bell na primeira temporada e deixar novos casos para as temporadas seguintes permitiria desenvolver melhor os personagens, fortalecer o suspense e manter a coerência narrativa.
No fim, fica uma sensação de frustração. Manual de Assassinato para Boas Garotas demonstra um enorme potencial e possui uma produção de alto nível, mas é prejudicada por um roteiro que parece perder a direção conforme tenta ser cada vez mais complexo. É uma série bonita de assistir, tecnicamente muito bem feita, mas que decepciona justamente no elemento mais importante de um bom suspense: uma história bem contada.
Uma produção excelente do ponto de vista técnico, mas com um roteiro que começa muito bem e termina perdido em suas próprias reviravoltas.
Acabei de finalizar a segunda temporada e devo dizer que está perfeita! Faz muito tempo que li o livro e não lembro dos detalhes, mas isso não me impediu de assistir a série e com certeza não me arrependo. Claro, personagens, cenários e a estória mudou um pouco, mas é impossível fazer TUDO igual a trilogia e deixar perfeito. Para quem nunca leu os livros, é uma ótima série... E para quem leu, espero que os atores tenham deixado uma boa impressão, assim como deixaram pra mim ;)
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