O Eternauta
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Média
3,3
26 notas

22 Críticas do usuário

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DIMEURE CAMURÇA NETO
DIMEURE CAMURÇA NETO

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de julho de 2025
Agora achei muito bom. 1T.
Sem contar que você ver atores mas, urbanos. Sem o perfil americano de boniteza
NerdCall
NerdCall

58 seguidores 468 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de junho de 2025
A Netflix segue apostando alto em produções sul-americanas com O Eternauta, adaptação da HQ homônima escrita por Héctor Germán Oesterheld nos anos 1950 — uma das obras mais influentes dos quadrinhos latino-americanos. A série é um evento para a Argentina e um marco importante para a indústria audiovisual do continente, não apenas pelo peso simbólico da obra original, mas pelo envolvimento de figuras de destaque como o diretor Bruno Stagnaro (que dirige todos os episódios) e o ator Ricardo Darín, nome consagrado do cinema argentino. A produção dá continuidade a uma linha de projetos ambiciosos da plataforma na América do Sul — como a aguardada minissérie Senna — e se destaca como uma das adaptações mais ambiciosas da região, com alto investimento e um nível técnico raramente visto em produções locais.

A trama apresenta um cenário distópico em que uma nevasca mortal toma conta de Buenos Aires, matando quem entra em contato com os flocos aparentemente inofensivos. Em meio ao caos, um grupo de sobreviventes se une na tentativa de resistir ao colapso da civilização, enquanto tenta entender as causas do fenômeno e enfrenta ameaças ainda maiores — não apenas sobrenaturais, mas também humanas. O enredo é conduzido por Juan Salvo (interpretado por Darín), um homem comum que se vê no centro de uma catástrofe sem precedentes.

Para quem, como eu, não leu a HQ original, a série funciona como uma porta de entrada eficiente e visualmente arrebatadora para esse universo. A impressão inicial é de puro deslumbre técnico: os cenários são ao mesmo tempo opressivos e hipnóticos, evocando uma Buenos Aires apagada pelo branco da neve, mas viva em tensão. A produção utiliza 25 estúdios de virtual production com Unreal Engine, além de cenários físicos recriados com minúcia. E isso faz diferença. O espectador é imediatamente transportado para um ambiente que mistura realismo urbano com uma atmosfera de sonho febril. Para quem conhece Buenos Aires, ver locais reais tomados por uma névoa de morte cria um efeito de estranhamento fascinante. Você sente que está diante de um evento que poderia, de fato, ter acontecido. Essa sensação é rara — e valiosa.

A série acerta também no uso do som, no design de criaturas e nos efeitos visuais que não gritam artificialidade. Há uma preocupação genuína em criar um mundo coeso e funcional, mesmo diante de elementos fantásticos. Os momentos em que os personagens descobrem os efeitos da neve tóxica, por exemplo, são particularmente eficientes em gerar tensão e empatia. A direção de Stagnaro valoriza os silêncios e sabe construir tensão sem recorrer a clichês exagerados. A trilha sonora acompanha esse tom sombrio e melancólico, contribuindo para o sentimento de impotência e solidão.

Ainda assim, o maior trunfo de O Eternauta está na imersão que provoca. A série te prende não apenas pela ameaça externa (a neve, os monstros, os drones), mas pelo constante clima de desconfiança e tensão entre os próprios humanos. Ela explora temas clássicos do gênero distópico: a quebra da ordem social, a luta pela sobrevivência, o medo do outro, a dúvida entre colaborar ou se isolar. E, de maneira ainda mais pungente, questiona até onde vai a solidariedade em tempos de crise. Em um momento em que o mundo real experimentou uma pandemia global, essas reflexões não poderiam ser mais pertinentes.

No entanto, O Eternauta não está livre de falhas — e elas comprometem parte de seu potencial. A série, ao tentar expandir sua narrativa para apresentar um mundo completo, acaba se estendendo além do necessário e diluindo seu foco. A quantidade de personagens secundários que entram e saem da trama, muitas vezes sem o devido desenvolvimento, prejudica a clareza do arco principal. O espectador se vê perdido em meio a tantas faces e histórias paralelas que não necessariamente se conectam de forma satisfatória com a jornada central de Juan Salvo e seu grupo. Em vários momentos, o roteiro dá a impressão de estar “esticando” a narrativa, levando-a para as beiradas do universo distópico para logo depois retornar ao núcleo sem que nada realmente tenha mudado. Esse vai e vem prejudica o ritmo e cria a sensação de uma falsa progressão, como se estivéssemos rodando em círculos narrativos.

Essa estrutura quase cíclica, que se arrasta por boa parte dos episódios iniciais, pode afastar parte do público. O mistério é bem sustentado, mas demora demais a ser resolvido — e quando começa a ser, já nos episódios finais, nem todas as respostas chegam com o impacto esperado. Algumas decisões parecem mais preocupadas em criar espaço para uma segunda temporada do que em oferecer um encerramento minimamente satisfatório ao arco apresentado. Fica claro que há mais a ser contado, mas o equilíbrio entre manter o suspense e oferecer recompensas narrativas ao público não é bem administrado.

Outro ponto de crítica está nas cenas de ação, ou melhor, na escassez e pouca intensidade delas. Entende-se que, com protagonistas mais velhos, há uma limitação física natural que precisa ser respeitada — mas isso não justifica a ausência de sequências mais impactantes em uma obra que trabalha com o colapso da civilização e a invasão de entidades alienígenas. Quando essas cenas aparecem, são conduzidas de forma lenta, sem grande tensão ou impacto visual. É um contraste gritante com a excelência dos demais aspectos técnicos da série. Em vez de elevar o clímax, as cenas de ação acabam diminuindo o ritmo.

Apesar desses problemas, O Eternauta continua sendo uma vitória para o audiovisual argentino — e, por extensão, latino-americano. É simbólico ver uma série de ficção científica com tamanha qualidade técnica, produção ambiciosa e base cultural profunda sendo realizada fora do eixo tradicional Hollywood/Europa. A série honra o legado da HQ ao mesmo tempo em que apresenta esse universo a novos públicos, mantendo-se relevante e acessível para quem não conhece a obra original. E mesmo com seus deslizes, permanece intrigante do começo ao fim, sustentada por sua atmosfera carregada, por sua estética precisa e por um elenco que, ainda que desigual, é liderado com maestria por Darín.

No saldo final, O Eternauta impressiona mais pelo que representa do que necessariamente pelo que entrega em sua totalidade. É uma obra que merece ser vista, debatida e celebrada — principalmente pelo caminho que ajuda a pavimentar para as próximas grandes produções sul-americanas. Com ajustes no roteiro e um foco narrativo mais coeso, a segunda temporada pode transformar o que hoje é uma promessa visual arrebatadora em uma experiência narrativa realmente inesquecível.
Werley Neres
Werley Neres

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 31 de maio de 2025
Me prendeu, me deixou curioso. Espero que continue na qualidade e na próxima temporada não aconteça nada que me desanime.
Daniel Graff
Daniel Graff

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de maio de 2025
Assisti ao ep. 01, no momento dou nota 4, para hypa a nota, por se tratar de uma obra de nossa vizinha Argentina, e não desmerecer a produção local, em frente ás do hemisfério norte.
Leonel Araujo
Leonel Araujo

1 crítica Seguir usuário

2,5
Enviada em 16 de maio de 2025
spoiler: Série boa até, porém sem pé nem cabeça, inicialmente parecia ser um apocalipse causado por mudanças no mundo, porém já no terceiro episódio começa as questões sobre aliens, o que fez de certa forma dar uma brochada, agora no último episódio fica mais bizarro, vamos ver o desenrolar na próxima leva de episódios
Aline Silva
Aline Silva

2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de maio de 2025
Pra quem tem ansiedade, é o convite perfeito pra ter crise rs.
Muito realista, oque estragou foi a ficção de bichos estranhos.
Bosco Carvalho
Bosco Carvalho

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 11 de maio de 2025
Vi até o ú episódio só para me decepcionar ainda mais. Que perda de tempo! Diálogos rasos, desempenho dos atores sofrível, direção claudicante...
WALLACE amorin
WALLACE amorin

2 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 11 de maio de 2025
A ideia é boa.. mas.. o roteiro é ruim. Falas são fui assistir animado pelos comentários mas NAO VALE AS 6HORAS INVESTIDAS. Duas estrelas pelos efeitos e por alguns momentos de suspense.
JOÃO CARLOS GONÇALVES
JOÃO CARLOS GONÇALVES

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de maio de 2025
Filme é uma alusão as ditaduras inclusive a ditadura Argentina na qual o escritor do romance morreu perseguido em 1979, justamente devido a essa obra. Nota-se O poder supremo com seus soldados (joaninhas) as famosas joaninhas e as pessoas que são coptadas pelo regime através da alienação do alienígena e acabam virando colaboradores. Ao entender esse enredo nota-se o quanto é uma obra prima.
Igor Rocha
Igor Rocha

1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de maio de 2025
Gostei muito do enredo. Como em toda obra apocalíptica existe a tensão e a dúvida sobre as causas, e, naturalmente, a ansiedade de o que vai vir depois. Cenas e efeitos co. Qualidade, a fotografia é muito boa e os atores completam a obra. Tudo ia muito bem, era o TWD latino-americano, top! Até o final do Episódio 3, quando aparece a porcaria de uma espécie de joaninha gigante. Neste momento zoaram a série. Poderia até abordar o surgimento de pragas e tal, explorar mais as relações de poder, etc. Mas, para mim, perderam a mão com esse bichos escritos.
Bruno Piuco
Bruno Piuco

1 crítica Seguir usuário

2,5
Enviada em 8 de maio de 2025
Uma temporada bagunçada, parece que ao andar dos episódios foram criando histórias, sem contar na atuação de alguns atores que pelo menos na dublagem ficou muito fraca
Alexander D
Alexander D

2 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 7 de maio de 2025
achei muito chato sem acao alguma ou novidades, dormi em todos episodios, o unico ator argentino darin fazendo seu papel mais chato
Paulo Ricardo
Paulo Ricardo

1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 7 de maio de 2025
Gostei mais dos primeiros episódios, onde não havia nada explícito e eram focados na tensão entre as pessoas lidando com a surpresa da situação que as colocou contra vizinhos e amigos. Acredito que a segunda temporada vai ser uma apelação só, com muitos ETs e monstros. E ainda por cima são alienígenas burros, resolveram invadir logo a Argentina!
Vinícius Ribeiro
Vinícius Ribeiro

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 6 de maio de 2025
A série em si é boa. Muito previsível as brigas entre as pessoas, cheguei a avançar para não ser obrigado a ver encheção de linguiça. Acho que poderiam ter explorado mais os seres humanos contaminados, ao invés de perder tempo nisso. Achei curioso os besouros... Galera tá enviesada com monstros! Vamos dar uma chance para esses bichinhos 
angelica karim garcia simão
angelica karim garcia simão

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de maio de 2025
Achei boa a adaptação do HQ de Héctor Oesterheld que foi escrito em 1957, embora o HQ privilegie a construção de um "herói coletivo" e a série tenha se centrado mais no protagonismo do Juan Salvo (Ricardo Darin) na 1a. efeitos são muito bons, a ambientação de Bs. As. na neve e toda cenografia foram muito bem construídas. A questão mais ideológica presente na metáfora da resistência que existe no texto original, e que levou o autor a ser preso, torturado e morto pela ditadura argentina, não ficou tão clara ainda, talvez se desenvolva de forma mais estratégica com na segunda temporada. Algumas mudanças no enredo original (as ações que envolvem a filha do Juan Salvo e o amigo Lucas) foram feitas de forma muito pertinente e deixaram a narrativa mais instigante do que no HQ.