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NerdCall
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Crítica da série
1,0
Enviada em 25 de março de 2024
The Idol alcançou um feito raro: ser considerada a pior série de 2023. A premissa da série é promissora e, se bem desenvolvida, poderia ter se tornado uma das principais produções do ano, devido à intensidade emocional que exigiria dos atores.
Contudo, Sam Levinson confirmou os rumores sobre os tumultuados bastidores da série, repletos de discussões e confusões, refletindo negativamente no resultado final. A trama chega a um ponto de surrealismo sexual, desprovido de coerência e altamente desconfortável.
Um ponto positivo a destacar na série foi a atuação de Lily-Rose Depp. Nas cenas emocionais, ela conseguia se destacar em meio ao caos, cativando a audiência. No entanto, a constante alternância entre momentos de intensidade e excentricidade acabava por afastar o espectador da sua personagem.
Essa série é uma das piores que já assisti na minha vida. É tanta inconsistência que eu mal sei catalogar, mas vou colocar algumas que possuem spoilers:
[Spoiler]1. Tedros pra ser líder de uma seita não deveria se vestir igual um bicheiro falido dos anos 80/90.
[Spoiler]2. Como Tedros fala de Prince pra uma estrela do pop com quase 1 década de carreira? Com 10 anos de carreira no pop americano é óbvio que Jocelyn deve ter estudado Prince, Madonna, Michael Jackson e etc.
3. Abel é um zero a esquerda na atuação, sem expressão alguma e parece que possui mais botox e ácido hialuronico que o Rio Tietê tem de sujeira. A única coisa que ele move é o maxilar.
[Spoiler]4. Que líder de seita age como o Tedros? Faltou estudos sobre psicopatia/sociopatia de como líderes de uma "massa" se comportam.
[Spoiler]5. Como Jocelyn se sujeita ficar com Tedros e passar aquilo tão rápido? Entendo que a mãe abusiva faleceu, mas ainda assim é muito bizarro a personagem se render tanto pra alguém que só conhece em poucas semanas, no mínimo deveriam ter criado uma construção de impulsividade nela e não fizeram.
Péssimo é pouco para descrever essa "série", senti vergonha alheia na protagonista, 80% das cenas, nua. Não tem enredo, roteiro ruim e atuações péssimas!
Definitivamente sem lógica alguma , apenas baixaria e um roteiro minimalista sem grandes cenas e atos . Não é atoa que tem uma baixa classificação, isso definitivamente não pode ser chamado de arte ou algo assim...
Crítica zero. Série adulta classificação 18 anos, estão chamando o diretor e o The Weeknd de escrotos na visão feminina. Eu tô gostando bastante da série, tem uma pegada BDSM e bastante persuasão. Se a maioria reclama geralmente eu gosto.
Atuação da Lily é incrível, não se consegue tirar os olhos dela. Porém, foi difícil terminar, chata a narrativa da Jocelyn, Tedros massante. Único momento incrível pra mim são 5 minutos do diálogo sobre o Lobo Mau, do resto, triste.
Não tenho palavras negativas suficientes para descrever o meu NOJO por essa série. Uma junção de fetiches doentios (do Sam Levinson e do The Weekend) e romantização de temas extremamente pesados e gatilhos emocionais (abuso físico, sexual, verbal, doméstico e de substâncias). Uma pornografia de baixa qualidade e um BDSM mau feito. Arcos mal produzidos, história sem coerência alguma, uso de nudez excessiva ao ponto de ser desconfortável até para quem não tem tabu sobre. A única coisa que salva a série de ser um tremendo tolete de merda é a atuação de Lily Rose-Depp, que claramente herdou o talento de seu pai. As trilhas sonoras, se tirarmos completamente as letras doentias, com apologia a abuso, violência e ainda posso dizer até uma cultura de estupro e pedofilia, são boas. Com certeza a pior série que já vi em toda a minha vida. 5 horas perdidas. Mais um ponto positivo é que para quem é vestibulando, dá para usar várias questões da série como repertório, de tão grotescas e absurdas que são. O final é simplesmente horrível e só comprova mais ainda tudo que já foi dito. O figurino digo de um show de strip tease, e da parte do tedros, SIMPLESMENTE BREGA. Uma roupa de cafetão + um cabelo de rabo de rato. Obrigada Jennie Kim e Lily por serem lindas e darem uns pontinhos a mais para essa BOMBA DE HIROSHIMA E NAGASAKI lançada pela Max.
The Idol nunca foi confortável, e talvez seja exatamente por isso que se tornou a minha série favorita. Não a vejo apenas como um retrato de fama, sexo ou excessos, mas como uma narrativa sobre o que acontece quando alguém cresce sob controle, trauma e expectativas irreais — e, depois disso, tenta recuperar o próprio poder em um mundo que só aceita dores bem-comportadas.
Jocelyn não me soa como alguém que está “se perdendo”. Pelo contrário: vejo nela alguém tentando se reconstruir depois de ter sido quebrada, usando as ferramentas que tem à mão — o corpo, a arte, a intensidade, o controle. A série toca em algo que reconheço profundamente: quando a ferida ainda está aberta, a linha entre liberdade e autodestruição raramente é clara, e exigir lucidez estética nesse processo é uma forma sutil de negação.
O que mais me conecta à história é a forma como ela expõe algo que vivemos fora da tela: nem toda busca por prazer, domínio ou excesso nasce do vazio moral. Muitas vezes, nasce da tentativa desesperada de sentir que a própria vida voltou a pertencer a si. A crítica costuma chamar isso de decadência, mas raramente se pergunta o que foi arrancado dessas pessoas antes.
The Idol fala sobre mulheres que não querem ser salvas — querem ser vistas. Que não pedem redenção, mas reconhecimento da dor que foi ignorada ou silenciada. A arte de Jocelyn nasce exatamente daí: não da perfeição, mas da ferida. E talvez esse seja o maior erro de leitura da série — esperar uma narrativa de cura limpa quando ela entrega algo muito mais honesto: o caos do processo.
Não é uma história fácil, nem moralmente confortável. Mas para mim, é justamente por isso que ela importa. Porque nem toda reconstrução é bonita, nem toda intensidade é performática. Às vezes, é apenas sobrevivência em voz alta.
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