No primeiro episódio eu fiquei perdida sem saber se acompanha os diálogos ou todo o caos acontecendo ao redor, mas já achei a animação em si muitíssimo agradável. Os diálogos super rápidos tornam um pouco difícil acompanhar tudo e pensar junto com os personagens, chega a ser divertido. Por mais que seja difícil acompanhar o mundo acontecendo e os diálogos levantados, é perceptível que há uns momentos de respiro quando algo deve ser mais considerado, então nesses momentos o público tem uma chance de sentir o que os personagens estão sentindo enquanto está havendo a conversa. No mais, é uma série super dinâmica. Tenho certeza que assistindo pela 3ª vez ainda descobrimos e vimos coisas não percebidas antes.
Gostaria de falar especificamente sobre o último episódio. O que eu direi a seguir foram pensamentos que surgiram numa conversa com um amigo, então estou colando tudo o que falei a ele. Se alguém quiser discutir sobre os tópicos que eu não dei continuação, seria interessante.
"O final foi muito bonito mesmo. Reforçou de novo a importância de estar no momento presente né? Aquela técnica de sentir-olhar-ouvir que
a mãe dele
ensinou é uma coisa que eu faço quase sempre quando tô andando de ônibus e é uma sensação bem estranha mesmo. Eu permaneço ouvindo tudo o que tá acontecendo, mas é como se eu estivesse dormindo mesmo assim. É realmente um tipo de transfiguração da "dimensão da consciência" como ela falou. Enxergar coisas nem sempre acontece comigo, às vezes é um nada, outras vezes é como um sonho, mas não exatamente porque eu sei que tô acordada e tem uma sensação física que não dá pra explicar bem, mas chega próximo a sensação de um fluxo
Sempre coloco meus fones, deixo minhas músicas salvas tocarem aleatoriamente e só fecho os olhos sem me importar com minha postura. Às vezes demora alguns minutos e eu durmo, outras vezes acontece isso. Chamam de "estado meditativo" já que é um estado de presença total, mas não foi uma coisa que aprendi com alguém, um dia qualquer fechei os olhos e me deixei sentir o vento no rosto como sempre faço religiosamente"
Eu sempre me recuso a interagir com os amigos num ônibus e fico na janela focada em algo que apenas eu sei. Soa esquisito e muito bobo, mas traz muita clareza e paz de espírito.
"Somente sentir o vento & viver aquele momento tira todo o peso das cargas ruins, e por alguns instantes você consegue apenas SER e com isso reagir melhor.
Não chorei com esse ep nem cheguei perto, mas quando foi falado "(...) Mas o amor não vai a lugar nenhum. Tenho tanta certeza disso quanto do resto." me tocou um pouco porque realmente parece uma verdade.
O amor parece ser a única coisa que permanece, o amor em si, independente de forma. Acho isso porque os amores que eu já senti permanecem vivos e independem da forma que a pessoa me tratou, do vacilo que ela me deu.. Isso porque é o amor pela existência daquela pessoa, eu acho, não pela forma que somos tratados, não pelos benefícios que aquela pessoa vai trazer, mas por ela SER. Acho que quando achamos que o amor acaba é porque de fato ele nunca existiu, ou porque as mágoas (coisas do ego) estão criando uma neblina.
Aqui também cabe uma discussão sobre conexão, relevância do tempo sobre o amor que sentimos, a existência de algo como "alma gêmeas" etc mas tá bom de fazer esse chat de espaço pra discussões a margem da ciência.
A série foi massa pra mim e eu já sabia muitas dessas coisas (...)"