The Midnight Gospel
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Média
4,1
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Rayanni E.
Rayanni E.

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Crítica da série
4,5
Enviada em 29 de abril de 2020
No primeiro episódio eu fiquei perdida sem saber se acompanha os diálogos ou todo o caos acontecendo ao redor, mas já achei a animação em si muitíssimo agradável. Os diálogos super rápidos tornam um pouco difícil acompanhar tudo e pensar junto com os personagens, chega a ser divertido. Por mais que seja difícil acompanhar o mundo acontecendo e os diálogos levantados, é perceptível que há uns momentos de respiro quando algo deve ser mais considerado, então nesses momentos o público tem uma chance de sentir o que os personagens estão sentindo enquanto está havendo a conversa. No mais, é uma série super dinâmica. Tenho certeza que assistindo pela 3ª vez ainda descobrimos e vimos coisas não percebidas antes.

Gostaria de falar especificamente sobre o último episódio. O que eu direi a seguir foram pensamentos que surgiram numa conversa com um amigo, então estou colando tudo o que falei a ele. Se alguém quiser discutir sobre os tópicos que eu não dei continuação, seria interessante.

"O final foi muito bonito mesmo. Reforçou de novo a importância de estar no momento presente né? Aquela técnica de sentir-olhar-ouvir que spoiler: a mãe dele
ensinou é uma coisa que eu faço quase sempre quando tô andando de ônibus e é uma sensação bem estranha mesmo. Eu permaneço ouvindo tudo o que tá acontecendo, mas é como se eu estivesse dormindo mesmo assim. É realmente um tipo de transfiguração da "dimensão da consciência" como ela falou. Enxergar coisas nem sempre acontece comigo, às vezes é um nada, outras vezes é como um sonho, mas não exatamente porque eu sei que tô acordada e tem uma sensação física que não dá pra explicar bem, mas chega próximo a sensação de um fluxo
Sempre coloco meus fones, deixo minhas músicas salvas tocarem aleatoriamente e só fecho os olhos sem me importar com minha postura. Às vezes demora alguns minutos e eu durmo, outras vezes acontece isso. Chamam de "estado meditativo" já que é um estado de presença total, mas não foi uma coisa que aprendi com alguém, um dia qualquer fechei os olhos e me deixei sentir o vento no rosto como sempre faço religiosamente"

Eu sempre me recuso a interagir com os amigos num ônibus e fico na janela focada em algo que apenas eu sei. Soa esquisito e muito bobo, mas traz muita clareza e paz de espírito.

"Somente sentir o vento & viver aquele momento tira todo o peso das cargas ruins, e por alguns instantes você consegue apenas SER e com isso reagir melhor.
Não chorei com esse ep nem cheguei perto, mas quando foi falado "(...) Mas o amor não vai a lugar nenhum. Tenho tanta certeza disso quanto do resto." me tocou um pouco porque realmente parece uma verdade.

O amor parece ser a única coisa que permanece, o amor em si, independente de forma. Acho isso porque os amores que eu já senti permanecem vivos e independem da forma que a pessoa me tratou, do vacilo que ela me deu.. Isso porque é o amor pela existência daquela pessoa, eu acho, não pela forma que somos tratados, não pelos benefícios que aquela pessoa vai trazer, mas por ela SER. Acho que quando achamos que o amor acaba é porque de fato ele nunca existiu, ou porque as mágoas (coisas do ego) estão criando uma neblina.

Aqui também cabe uma discussão sobre conexão, relevância do tempo sobre o amor que sentimos, a existência de algo como "alma gêmeas" etc mas tá bom de fazer esse chat de espaço pra discussões a margem da ciência.

A série foi massa pra mim e eu já sabia muitas dessas coisas (...)"
Victor Pump
Victor Pump

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Crítica da série
4,0
Enviada em 9 de maio de 2020
Do mesmo criador de "Hora de Aventura", The Midnight Gospel vem aí ainda mais intensa!
Em uma espécie de apocalipse universal, embarcamos juntamente com Clancy, um podcaster espacial que viaja pelo universo através de um simulador, onde entrevista os habitantes do mundo sobre temas profundos, como morte, religião, magia, perdão, etc.
O curioso é que as entrevistas acontecem durante uma espécie de missão, onde os entrevistados passam pelo dilema de estarem vivendo o fim do mundo mas, ao mesmo tempo, conseguem passar com clareza os seus posicionamentos sobre os assuntos abordados.
Fiquei ainda mais intrigado depois que descobri que as entrevistas realmente existiram, sendo retiradas do podcast de Duncan Trussell (Duncan Trussell Family Hour), ondel o apresentador, que também é roteirista e faz a voz do protagonista Clancy no desenho, entrevista pessoas que podem falar com propriedade sobre temas profundos abordados na primeira temporada.
A impressão que me passou foi que a de uma mistura com as situações pós-apocalípticas de Hora de Aventura, os cenários bizarros de "Rick and Morthy", com as reflexões filosóficas e sociais de Bojack Horseman, mas com temas refletidos de maneira ainda mais objetiva.
É uma viagem! Uma viagem muito boa!