Antes de analisar Reality Z, precisamos lembrar que a série é um REMAKE de uma minissérie americana de 2008 chamada "Dead Set", então PAREM de criticar a atuação e destino dos personagens!!!
Em Reality Z, vemos uma temporada de "bbb" acontecendo no Rio de Janeiro com ninguém mais, ninguém menos do que Sabrina Sato como apresentadora, representando "Divina" (derivada da personagem original "Davina").
PRIMEIRA PARTE - O REMAKE (Ep 1 até Ep 5)
Dentro da introdução, conhecemos personagens como Nina (Ana Hartmann, representando a personagem original Kelly (Jaime Winstone);
Verônica (Natália Rosa, representando a personagem de mesmo nome, interpretada por Beth Cordingly);
Brandão (Guilherme Weber, representando o personagem Patrick, interpretado por Andy Nyman);
E outros que são muito importantes na fase remake da drama, introduzindo mais os bastidores do "Olimpo" (nome do programa) e seus desafios.
Apartir de um "surto" que ocorreu não muito longe dali, zumbis acabam chegando na estreia do programa, causando um massacre imenso com os fãs e até dentro da instalação em geral, ficando intacto apenas a casa dos participantes do programa, que nem se quer notaram tal tumulto.
Não vou descrever essa parte inteira, pois é literalmente um remake da original, sendo tão bem trabalho quanto ela, pois temos atores que se encaixaram muito em seus papéis, como Sabrina Sato e Ana Hartmann, que ficaram praticamente IDÊNTICAS as personagens originais da trama americana.
Além de tratar sobre o apocalipse zumbi, a série traz implicitamente algumas metáforas e lições de moral e ética dentro do seu contexto, principalmente em relação aos pilares da casa, mostrando que se eles não existem, a casa desmorona (é possível ver isso nas duas partes da série).
Literalmente essa parte da série merece um oscar por ter sido tão idêntica a minissérie original, ela tá no youtube, você mesmo pode ir lá e comparar.
SEGUNDA PARTE - INOVAÇÃO (CONTÉM SPOILERS)
Dei esse nome porque apartir daqui, tudo na série é novo.
Assim como em Dead Set, todo o elenco que estava sobrevivendo no olimpo morre no episódio 5, onde a série "acabaria", entretanto, a Netflix queria inovar no quesito de série de zumbi, criando assim a primeira obra original brasileira, então, apartir disso, a série se prolongou por mais 5 episódios, mostrando a história dos que estavam tentando chegar ao olimpo, acreditando que lá ainda era um lugar seguro.
Nessa missão, somos apresentados a um elenco praticamente novo, onde alguns já haviam aparecido em episódios anteriores.
Temos Ana e Léo Schimidt (Carla Ribas e Ravel Andrade), como mãe e filho;
Cabo Robson (Pierre Baitelli);
Christina (Julia Ianina);
Deputado Levi (Emílio de Mello)
Teresa (Luellem de Castro);
Entre outros que não tem citação explícita no elenco, mas foram importantes pra essa segunda parte.
Quando eu assisti, achei que mesmo com os dias da Ana contados, os sobreviventes do olimpo ainda tinham uma chance, mas o problema virou justamente o que eu falei anteriormente, o dilema dos pilares, da casa, se você não respeita os valores, eles quebram assim como pilares, destruindo a estrutura, e é exatamente isso que ocorre após a morte da Ana, já que ela era o único ser que conseguia controlar de forma justa o olimpo.
GERAL
No contexto geral, a série é ótima e cumpre com o que promete, você se apega aos personagens, eles tem um pequeno aprofundamento, tem importancia no enredo, e depois morrem por não seguirem os fundamentos óbvios de um convívio respeitoso, sendo culpados pelas suas mortes e falecendo pelas próprias ignorância, essa série por mais que pareça ruim, é verdadeiramente uma obra de arte.
Os efeitos sanguíneos da série são incríveis, assim como os de Dead Set, que aparentavam estar na frente do seu período de lançamento.
(Sobre o final)
Acho que após a segunda queda do olimpo, a série ainda deixou esperança de uma continuação por conta das gravações deixadas no celular, feitas por Teresa, e a ligação desconhecida no final.
A série é realmente muito interessante, e dá pra aprender muito com ela, recomendo!!!