O Gambito da Rainha
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Fa Waughan
Fa Waughan

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Crítica da 1 temporada
4,5
Enviada em 30 de outubro de 2020
Umas das melhores séries que já vi que aborda vários temas como xadrez ,relações familiares ,vícios em remédios e o desenvolvimento de uma grande jogadora desde a sua infância o seu primeiro contato com o xadrez e fase adulta ótima série,otimo elenco recomendo a todos que gostem de séries que abordam o tema xadrez
Gabriel T.
Gabriel T.

6 seguidores 27 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,5
Enviada em 15 de novembro de 2020
O nome é estranho, mas é uma arriscada jogada de abertura no xadrez. Assim como seu título, a minissérie de sete episódios da Netflix é um conjunto de riscos, causas e consequências dramáticas e intelectuais.

A instigante obra baseada em um livro homônimo do escritor norte-americano, Walter Tevis, acompanha a história ficcional da jovem órfã, Elizabeth Harmon. “Beth”, interpretada com maestria pela atriz Anya Taylor-Joy, se torna um prodígio do xadrez e enfrenta grandes desafios, em parte, auto infligidos durante essa jornada ambientada nos períodos da Guerra Fria.

Dotada de um rápido raciocínio e grande lógica, ensinada ou mesmo transmitida naturalmente por sua falecida mãe, uma notória e problemática doutora em matemática, a jovem é apresentada ao mundo de vícios e de partidas de xadrez ao chegar no orfanato logo depois sua perda.

Para Beth, após aprender as regras do jogo com o solitário zelador de onde reside, o xadrez é seu vício e seu talento. As estratégias, cálculos e a possibilidade de exercer algum controle em sua vida, no caso, sobre tantas peças em um único e pequeno tabuleiro, são o que aguçam e prendem a mente da reservada jovem de apenas 9 anos.

Com o tempo, os tranquilizantes utilizados para poder focar em sua obsessão intelectual tornam-se mais do que apenas ferramentas de jogo e se transformam em outro perigoso vício para a moça.

Após ser finalmente adotada, a garota que havia sido impedida de desenvolver mais a fundo seu jogo de xadrez realiza grandes movimentos em sua vida, motivada pelo conhecimento e por vitórias.

Demonstrando audácia, competitividade e grande técnica, mesmo sem reconhecer inicialmente isso em si mesma e nem conhecendo todas as práticas, Beth domina os torneios profissionais de grandes mestres e competidores, indignados pela derrota para a jovem considerada “iniciante” e discriminada por ser uma jovem mulher em um ambiente majoritariamente masculino na época.

No meio de uma variedade de competidores machistas, os quais se consideram como parte dos arcaicos e privados “clubes de cavalheiros”, a figura da dama, patrocinada por sua mãe adotiva, enfrenta com olhar centrado e foco as partidas desafiadoras com uma facilidade e apatia que passa da genialidade e, vez ou outra, pode ser comparada a um nível de loucura.

Conforme o tempo passa, a personagem cresce e seu número de vitórias aumenta, assim como seu ego, sua fama e a admiração recebida pelos outros. Da mesma forma, seus vícios apresentados pela mídia e, inconscientemente, por sua nova figura materna, deixam cada vez mais de ser estimulantes para seu jogo mental como treinamento para o xadrez, e se oficializam como a perda de seu auto controle sobre as bebidas, drogas e outros estimulantes.

É quase um fato que grandes mentes sofrem devido às repressões ou tentativas de adequação a padrões sociais mais comuns. Entretanto, aparentando superação sobre isso, a mente de Beth deixa de sofrer socialmente para enfrentar intelectualmente sua aptidão que pensa depender das obsessões químicas.

Sendo abatida e, consequentemente, tendo que se desviar dos obstáculos infligidos pela vida e por suas próprias decisões, a obra cativa pela curiosidade para descobrir quais serão os próximos os movimentos na partida da vida de Beth Harmon.

Sem muitos suspenses ou reviravoltas grandiosas, a história prende a atenção pela desenvoltura de sua protagonista durante a jornada pelo sucesso, sem riquezas de fato, e por sua forma particular de narrar com tensão e propriedade seus próprios movimentos, de forma parcial ou detalhada.

Como um torneio de xadrez onde as jogadas podem ser muitas ou poucas, mas sempre com uma complexidade notável para os envolvidos, a produção da Netflix, dependente do desenrolar da ótima atuação de Taylor-Joy, se compõe também da diversidade de lições aprendidas, ignoradas e, muitas vezes, causadas pelos vícios e genialidade da personagem.

Perseguida pelos traumas do passado e romances platônicos não sucedidos, mas que não chegam aos pés de sua paixão pelo xadrez, Beth se faz a rainha do jogo após uma longa jornada repleta de estratégias e imprevistos, em cenários e momentos com uma recriação cinematográfica impecável.

Depois de um ritmo contínuo e crescente de dramas, paixões e certo humor, a produção comete uma pequena gafe ao se utilizar de um clichê do cinema. No momento decisivo, amigos abandonados no passado surgem milagrosamente de uma enorme distância para ajudar a vencer a situação difícil. Contudo, ainda que prosseguindo com esse clichê mostrando a superação da adversidade pela genialidade própria da personagem, o final dessa partida possui uma elegância que compensa seus pequenos erros.

No término da minissérie, depois de cativantes e dramáticos movimentos na vida da protagonista e seus poucos amigos, a rainha (ou dama), após sacrificar e ser apoiada por seus peões, consegue derrotar merecida e respeitosamente o rei e vencer seus próprios desafios.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.607 seguidores 478 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,5
Enviada em 2 de julho de 2022
O Gambito da Rainha (The Queen’s Gambit)

"O Gambito da Rainha" é uma minissérie original Netflix lançada em Outubro de 2020, baseada no romance de 1983 de mesmo nome de Walter Tevis. O título da série refere-se ao " Gambito da Rainha ", uma jogada ou uma abertura de xadrez. A série foi escrita e dirigida por Scott Frank, que a criou com Allan Scott, que detém os direitos do livro. A história começa em meados da década de 1950 e prossegue na década de 1960, narrando como segue a vida de Elizabeth Harmon (Anya Taylor-Joy ), uma garota prodígio do xadrez fictício em sua ascensão ao topo do mundo do xadrez enquanto lutava contra a dependência de drogas e álcool.

Já adianto que "O Gambito da Rainha" é a melhor série da Netflix que eu já assisti até hoje.

Temos aqui uma das melhores séries de 2020, que faz um excelente contraponto entre um jogo extremamente interessante, o xadrez, com um drama familiar, um amadurecimento e um crescimento humano, uma verdadeira lição e um verdadeiro aprendizado de vida. A produção chamou a atenção do público para o jogo de xadrez, raramente tratado na dramaturgia, e pra mim um jogo muito peculiar e interessante mas completamente desconhecido, pois eu não entendo absolutamente nada de xadrez. E justamente por não entender nada do jogo eu me interessei ainda mais pela série, por ela ser direcionada como um conto, uma passagem, uma novela da vida de Elizabeth Harmon, que vai desde a sua infância, passando pelas suas descobertas e aprendizados, até chegar em sua vida adulta, abordando toda a sua luta e determinação para ser tonar a melhor enxadrista do mundo.

O roteiro de "O Gambito da Rainha" é um dos pontos mais positivos e criativos da série, pois ele percorre diretamente a ascensão de uma órfã prodígio do xadrez enquanto luta contra seus vícios e suas dependências químicas ao enfrentar os maiores enxadristas do mundo. Pois quando os pais de Beth morrem em um acidente de carro ela é enviada para um Orfanato, lá ela desenvolve dois traços - o talento incrível para o xadrez e a dependência do tranquilizante dado às crianças. O medicamento citado é um tranquilizante, chamado Xanzolam, que embora não seja um medicamento real, se assemelha muito a um remédio popular nos anos 60, receitado como cura para a ansiedade. Um dos efeitos colaterais que o remédio dá em quem o consome é a alucinação, exatamente a forma alucinógena que Beth Harmon desenvolveu ao jogar sozinha o seu xadrez diretamente do teto do seu quarto.

"O Gambito da Rainha" é uma série que podemos chamar de 'fictícia verdadeira', pois de fato os temas abordados são muito verdadeiros, por serem temas contemporâneos e libertadores da vida de uma jovem proeminente, mas a série não tem nada de real, sua estrutura se assemelha muito a filmes que recontam histórias verídicas, mas fato é que não há nada de realista na jornada de Beth Harmon - o quê pra mim engrandece ainda mais a qualidade da série.
Por outro lado também podemos aprender muito com a jornada de Beth Harmon, pois a primeira lição que ela nos ensina é que para ser um empreendedor, um competidor de sucesso, você precisa ter foco, ter ambição, ter determinação, assim como a própria Beth que, apaixonada desde jovem pelo xadrez, não cansa de perseguir o seu objetivo incansavelmente, enfrentando seu vício para conseguir se tornar a maior jogadora do mundo, e quanto mais ela aprimora suas habilidades no tabuleiro, a sua ideia de fuga, de libertação lhe parece cada vez mais tentadora. Uma verdadeira lição de vida abordada em uma minissérie fictícia - simplesmente excelente e genial!

A direção da série ficou nas mãos do competente diretor Scott Frank, um diretor de cinema, produtor, roteirista e autor americano. Frank recebeu duas indicações ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por "Irresistível Paixão" (1998) e "Logan" (2017). Seu trabalho no cinema, creditado e não creditado, se estende a dezenas de filmes. Nos últimos anos, ele trabalhou para a Netflix em minisséries de televisão, mais proeminentemente co-criando exatamente "O Gambito da Rainha".

Tecnicamente a série é uma obra-prima!
Possui uma trilha sonora completamente impecável, muito bem composta e administrada dentro da época. Uma trilha sonora contemporânea, eficiente, competente, que seguia cada passo, cada acontecimento dentro da história de Beth Harmon. Um destaque era exatamente a trilha sonora de cada partida de xadrez, grande responsável em nos imergir dentro daquela competição - nota 10 para a trilha sonora da série!
A direção de arte e a cenografia da série são um verdadeiro espetáculo, completamente fiéis com cenários, objetos de cena, iluminações, criações estéticas, atuando em estreita parceria com a equipe de direção de fotografia - por sinal uma fotografia belíssima. Assim como os figurinos, que estão um verdadeiro luxo (principalmente em nossa estrela, Elizabeth Harmon). A maquiagem e os cabelos também estão totalmente inseridos dentro dos padrões de beleza da década de 60.

Quero chamar a atenção para a jovem atriz Isla Johnston, que deu vida a Beth Harmon jovem. Ela faz um trabalho incrível no primeiro e no segundo episódio da série, preparando todo o terreno para a Beth da Anya Taylor-Joy assumir nos episódios subsequentes. Primeiro episódio excelente, mostra o desenvolvimento, o conhecimento e o nascimento do interesse do xadrez da Jovem Beth, seguido por um final devastador. Segundo episódio do torneio é ótimo, a atriz Isla Johnston se solta ainda mais e cresce em sua atuação.
Anya Taylor-Joy é uma atriz que eu sou completamente apaixonado, um verdadeiro fã do seu trabalho desde "A Bruxa" (2015). Em "O Gambito da Rainha" Anya só mostra o que todos nós já estamos acostumados a ver em seus trabalhos...que é uma atuação completamente monstruosa, impecável, perfeita, sem um erro. Anya adota uma postura forte, aguerrida, destemida ao encarnar a Beth Harmon, nos trazendo uma atuação do mais alto nível em todos os seus episódios. Com um destaque maior para o último episódio, que por sinal é excelente e simplesmente o melhor de toda a série, onde Beth revive todo o seu passado ao retornar ao Orfanato onde ela foi deixada, quando ela descobre, ou se dá conta, que o Sr. Shaibel (Bill Camp) foi verdadeiramente uma espécie de pai para ela. Beth Harmon era vazia, solitária, vulnerável e isso ficou muito explícito nesse último episódio, e principalmente por tudo isso ser nos passado pela atuação magistral e impecável da Anya Taylor-Joy.

"O Gambito da Rainha" recebeu 18 indicações no Primetime Emmy Awards em 2021 e ganhou 11, incluindo Melhor Série Limitada, tornando-se a primeira Minissérie em um serviço de streaming a vencer a categoria. A série também ganhou dois Globos de Ouro: Melhor Série Limitada ou Filme para Televisão e Melhor Atriz - Minissérie ou Filme para Televisão para Anya Taylor-Joy. Ela também ganhou o Critics 'Choice Television Award de Melhor Atriz em Filme/Minissérie e o Screen Actors Guild Award de Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme.

Realmente "O Gambito da Rainha" é uma excelente minissérie, daquelas que beiram a perfeição. Uma série muito bem aceita, muito bem conceituada, muito aclamada pela crítica em um modo geral, com elogios particulares para o ótimo e digno desempenho de Anya Taylor-Joy como Beth Harmon. A série também recebeu uma resposta positiva da comunidade de xadrez por suas representações precisas e fidedignas de xadrez de alto nível, e os dados sugerem que aumentou o interesse do público nesse jogo tão peculiar.

Desde então a série fez um estrondoso sucesso, o que levou os fãs e admiradores a torcerem para que a trama, que foi lançada como uma minissérie, ganhasse uma segunda temporada. Porém, infelizmente a notícia não é boa para quem esperava por isso, pois os produtores executivos da série já confirmaram que "O Gambito da Rainha" não vai ter uma segunda temporada - uma pena.

Encerro com aquela excelente cena final do último episódio, quando Beth Harmon consegue finalmente vencer seu maior rival, Vasily Borgov (Marcin Dorociński), em um jogo completamente tenso e emocionante. O que nos mostrou uma verdadeira lição de vida, pois Beth estava jogando completamente sóbria. Um verdadeiro jogo de superação em meio a todas as suas adversidades impostas pelo seus vícios - SHOW!

Senhoras e Senhores, apresento-lhes Elizabeth Harmon! [01/07/2022]
Luana O.
Luana O.

757 seguidores 557 críticas Seguir usuário

Crítica da 1 temporada
4,5
Enviada em 27 de novembro de 2020
Grata surpresa! O xadrez nada mais é do que pano de fundo pra uma história muito mais complexa. Profundo e despretensioso. Ótima atuação de Anya Taylor-Joy. Um bom roteiro, direção, fotografia....excelente
Ricardo L.
Ricardo L.

63.049 seguidores 3.148 críticas Seguir usuário

Crítica da 1 temporada
4,0
Enviada em 30 de dezembro de 2020
Uma série com grande potencial que atinge quase sua plenitude total, tirando alguns diálogos desnecessários, atinge seu ápice nas grandes batalhas de xadrez e no seu elenco que está ótimo. Vale muito a pena conferir.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

3.866 seguidores 618 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,0
Enviada em 1 de outubro de 2021
Garota órfã e sua vida de jogadora de xadrez, lidando com traumas, vícios e questões da vida. Estilização, retrô, figurinos, atuação sutil e excelente. História envolvente e bem contada. Adorei. Anya Taylor-Joy continua surpreendendo.
Dennys R
Dennys R

44 seguidores 198 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,5
Enviada em 11 de julho de 2021
Gostei muito dessa série! Ainda bem que existem pessoas inteligentes e talentosas para nos trazer um conteúdo de alta qualidade, o que infelizmente parece ser cada vez menos frequente.
Artur V.
Artur V.

31 seguidores 154 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,5
Enviada em 3 de janeiro de 2021
Sensacional. Não dou nota máxima pelo fato do filme deixar algumas pontas soltas, e, nesse sentido, digo entrar em um tema e não concluí-lo devidamente; assim como o tom altamente melancólico de algumas cenas e até capítulos me incomodou. Superando esses pontos, trata-se de uma minissérie impecável, com ótimas atuações (especialmente), direção extraordinária e que vai direto ao ponto. Recomendadíssimo.
Lilian M
Lilian M

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Crítica da 1 temporada
4,5
Enviada em 16 de dezembro de 2020
tem 7 episódios e por enquanto só uma temporada), também nomeiam como "minissérie".
Achei interessante, teve uma denuncia social , na época davam remédios para crianças de orfanatos? e depois, mostra que passou a ser proibido. acho legal, isso mostra que as coisas evoluíram, que o conhecimento evoluí.
eu acho interessante também como produções feitas no passado, quando não existia computador, celular, nem internet, fazem tanto sucesso. Será que é porque agente vê as coisas sendo feitas? as pessoas tinham muito mais trabalho para organizar eventos, se comunicar, etc. acho que só de poder ver isso, já vale a pena. No masi...não vou falar mais nada , já existem várias críticas falando sobre o assunto.
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

22 seguidores 452 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,0
Enviada em 26 de março de 2025
Sinopse:
Uma órfã prodígio do xadrez luta contra vícios enquanto enfrenta os maiores enxadristas do mundo.

Crítica:
"O Gambito da Rainha" se destaca como uma minissérie cativante, combinando a profundidade do drama humano com a complexidade do xadrez. A história de Beth Harmon, interpretada magistralmente por Anya Taylor-Joy, é uma jornada de autodescoberta e superação. Desde a sua infância em um orfanato até as vitórias emocionantes nos campeonatos, somos apresentados a um personagem fascinante, cujas lutas internas são tão intrigantes quanto suas conquistas no tabuleiro.

A narrativa é habilidosamente entrelaçada, abordando temas como solidão, dependência e a busca por aceitação em um mundo dominado por homens. A era retratada, a década de 1950 e 1960, é capturada com uma estética visual impressionante, refletindo tanto as nuances culturais quanto os desafios sociais de uma época.

A série não apenas ilustra os altos e baixos de uma jovem prodígio, mas também proporciona uma visão envolvente sobre o xadrez, apresentando estratégias complexas de forma acessível. Os jogos se tornam metáforas para a luta de Beth, encapsulando sua batalha interna contra os vícios e o desejo por sucesso.

Os personagens que cercam Beth, desde amigos até rivais, são igualmente bem construídos, cada um contribuindo para o desenvolvimento da protagonista. As relações e tensões que ela forma ajudam a humanizar sua história, transformando-a de um mero jogo de xadrez em um relato sobre crescimento e resiliência.

Com uma direção sensível de Scott Frank e um roteiro que capta a alma do material original de Walter Tevis, "O Gambito da Rainha" é uma narrativa envolvente que ressoa com qualquer público, independentemente do conhecimento prévio sobre xadrez. A série consegue, portanto, equilibrar a genialidade do jogo com a fragilidade da condição humana, resultando em uma experiência emocionante e reflexiva.
Salomão M.
Salomão M.

6 seguidores 31 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,5
Enviada em 6 de novembro de 2020
Filme muito bom. Apesar de se tratar de xadrez, um jogo que não seja tão empolgante quanto a maioria, a série consegue prender a atenção do telespectador. Além disso a atuação dela foi ótima. Muito bom.
Marcus Vinicius
Marcus Vinicius

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Crítica da série
4,0
Enviada em 22 de novembro de 2020
Os melhores momento quando a personagem fixa no xadrez ... mais faltou construção do personagem na narrativa da historia que ate o meio fez parte da partida e desenvolvimento xadrezista .. mais que se perdeu mais ... a construção como jogadora e rainha do xadrez foi épico
José Henrique Ferreira Magalhães
José Henrique Ferreira Magalhães

4 seguidores 30 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,5
Enviada em 4 de dezembro de 2020
Anya Taylor-Joy foi realmente feita pra ser Beth Harmon, digo isso sem dúvida alguma. O Gambito da Rainha pode até ter algumas partes onde você procura sentido e não tem (não entendo como ela via as peças de xadrez no teto, mas ok), mas toda a construção da personagem como mulher naquela época e como uma mestra do xadrez é simplesmente incrível, e Anya atua extremamente, fazendo uma personagem atípica e bem complexa, sem dúvida é uma ótima atriz. É uma série inteligente e bem escrita, e eu >>que não entendo praticamente nada de xadrez<< adorei, mesmo que o tema não seja um dos que me atraí mais. Essa sim é uma série boa, curta e que merece a atenção que teve.
Mariano Soltys
Mariano Soltys

2 seguidores 35 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,0
Enviada em 23 de março de 2023
“O Gambito da rainha” e o xadrez no Brasil

Uma série que teve boa influência recente foi “O gambito da rainha”, que se refere a uma jogada, onde num esporte que já foi tipicamente masculino, o xadrez, uma menina acaba por vencer diversos meninos e ganhar destaque mundial, em metade de século 20, de modo que se afastou de estudos e ganhou dinheiro em campeonatos. Essa menina teria vivido em orfanatos, e sido adotada por quem a apoiou no esporte, a mãe que viaja com esta. A mesma deixa suas emoções de lado, e se concentra em xadrez, esporte que deixava as mulheres em classificação em separado, e que tem ainda maioria do público masculino.

No Brasil, após a série, explodiu a procura de xadrez por mulheres, o que é salutar e muito positivo, mostrando que a TV, ou a Internet podem sim ter boas influências educativas, mesmo que o público religioso ou conservador julguem essas mídias de lixo, como aparece muitas vezes em redes sociais. Temos bons jogadores, e jogadoras no Brasil. O destaque fica para jogadores russos na série, que seguindo alguns, devoram os jogadores americanos. Uma brasileira campeã de xadrez disse que gostou da série, e que notou a personagem afirmar sua feminilidade, comprando roupas, e mostrando que é mulher. Nos campeonatos a jogadora já viu homens revoltados por perder dela, e alguns até jogaram tabuleiro no chão, ou batem na mesa.

Que a inteligência vire moda entre as meninas, e o xadrez mostre que a mulher pode tudo o que o homem faz, e se afirme na sociedade. Que Simone de Beauvoir seja lembrada e o feminino se destaque no esporte. Na série apenas fica estranho o vício da menina em medicamentos, e se comenta que não precisa nenhum remédio para jogar. Basta a técnica e o amor pelo xadrez. Que mais programas de TV e streaming inspirem a inteligência.

Mariano Soltys, advogado e filósofo - autor de Filmes e Filosofia.
Nathalia Bazzo
Nathalia Bazzo

1 seguidor 10 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,5
Enviada em 27 de novembro de 2020
Essa série tem um pegada mais "profunda". Se vc gosta de uma vibe mais forte, acho que vai curtir. O que mais me prendeu foi a atuação da protagonista. Ela foi simplesmente perfeita pra personagem e deu vida à minissérie! Acho que, apesar de enaltecer o feminismo numa época ainda obscura sobre o assunto, não ficou aquele clichê de empoderamento.
A série agrada muitíssimo, apesar de não ter GRANDES surpresas. Recomendo.