O Gambito da Rainha
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Ricardo L.
Ricardo L.

63.274 seguidores 3.217 críticas Seguir usuário

Crítica da 1 temporada
4,0
Enviada em 30 de dezembro de 2020
Uma série com grande potencial que atinge quase sua plenitude total, tirando alguns diálogos desnecessários, atinge seu ápice nas grandes batalhas de xadrez e no seu elenco que está ótimo. Vale muito a pena conferir.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

3.873 seguidores 618 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,0
Enviada em 1 de outubro de 2021
Garota órfã e sua vida de jogadora de xadrez, lidando com traumas, vícios e questões da vida. Estilização, retrô, figurinos, atuação sutil e excelente. História envolvente e bem contada. Adorei. Anya Taylor-Joy continua surpreendendo.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 478 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,5
Enviada em 2 de julho de 2022
O Gambito da Rainha (The Queen’s Gambit)

"O Gambito da Rainha" é uma minissérie original Netflix lançada em Outubro de 2020, baseada no romance de 1983 de mesmo nome de Walter Tevis. O título da série refere-se ao " Gambito da Rainha ", uma jogada ou uma abertura de xadrez. A série foi escrita e dirigida por Scott Frank, que a criou com Allan Scott, que detém os direitos do livro. A história começa em meados da década de 1950 e prossegue na década de 1960, narrando como segue a vida de Elizabeth Harmon (Anya Taylor-Joy ), uma garota prodígio do xadrez fictício em sua ascensão ao topo do mundo do xadrez enquanto lutava contra a dependência de drogas e álcool.

Já adianto que "O Gambito da Rainha" é a melhor série da Netflix que eu já assisti até hoje.

Temos aqui uma das melhores séries de 2020, que faz um excelente contraponto entre um jogo extremamente interessante, o xadrez, com um drama familiar, um amadurecimento e um crescimento humano, uma verdadeira lição e um verdadeiro aprendizado de vida. A produção chamou a atenção do público para o jogo de xadrez, raramente tratado na dramaturgia, e pra mim um jogo muito peculiar e interessante mas completamente desconhecido, pois eu não entendo absolutamente nada de xadrez. E justamente por não entender nada do jogo eu me interessei ainda mais pela série, por ela ser direcionada como um conto, uma passagem, uma novela da vida de Elizabeth Harmon, que vai desde a sua infância, passando pelas suas descobertas e aprendizados, até chegar em sua vida adulta, abordando toda a sua luta e determinação para ser tonar a melhor enxadrista do mundo.

O roteiro de "O Gambito da Rainha" é um dos pontos mais positivos e criativos da série, pois ele percorre diretamente a ascensão de uma órfã prodígio do xadrez enquanto luta contra seus vícios e suas dependências químicas ao enfrentar os maiores enxadristas do mundo. Pois quando os pais de Beth morrem em um acidente de carro ela é enviada para um Orfanato, lá ela desenvolve dois traços - o talento incrível para o xadrez e a dependência do tranquilizante dado às crianças. O medicamento citado é um tranquilizante, chamado Xanzolam, que embora não seja um medicamento real, se assemelha muito a um remédio popular nos anos 60, receitado como cura para a ansiedade. Um dos efeitos colaterais que o remédio dá em quem o consome é a alucinação, exatamente a forma alucinógena que Beth Harmon desenvolveu ao jogar sozinha o seu xadrez diretamente do teto do seu quarto.

"O Gambito da Rainha" é uma série que podemos chamar de 'fictícia verdadeira', pois de fato os temas abordados são muito verdadeiros, por serem temas contemporâneos e libertadores da vida de uma jovem proeminente, mas a série não tem nada de real, sua estrutura se assemelha muito a filmes que recontam histórias verídicas, mas fato é que não há nada de realista na jornada de Beth Harmon - o quê pra mim engrandece ainda mais a qualidade da série.
Por outro lado também podemos aprender muito com a jornada de Beth Harmon, pois a primeira lição que ela nos ensina é que para ser um empreendedor, um competidor de sucesso, você precisa ter foco, ter ambição, ter determinação, assim como a própria Beth que, apaixonada desde jovem pelo xadrez, não cansa de perseguir o seu objetivo incansavelmente, enfrentando seu vício para conseguir se tornar a maior jogadora do mundo, e quanto mais ela aprimora suas habilidades no tabuleiro, a sua ideia de fuga, de libertação lhe parece cada vez mais tentadora. Uma verdadeira lição de vida abordada em uma minissérie fictícia - simplesmente excelente e genial!

A direção da série ficou nas mãos do competente diretor Scott Frank, um diretor de cinema, produtor, roteirista e autor americano. Frank recebeu duas indicações ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por "Irresistível Paixão" (1998) e "Logan" (2017). Seu trabalho no cinema, creditado e não creditado, se estende a dezenas de filmes. Nos últimos anos, ele trabalhou para a Netflix em minisséries de televisão, mais proeminentemente co-criando exatamente "O Gambito da Rainha".

Tecnicamente a série é uma obra-prima!
Possui uma trilha sonora completamente impecável, muito bem composta e administrada dentro da época. Uma trilha sonora contemporânea, eficiente, competente, que seguia cada passo, cada acontecimento dentro da história de Beth Harmon. Um destaque era exatamente a trilha sonora de cada partida de xadrez, grande responsável em nos imergir dentro daquela competição - nota 10 para a trilha sonora da série!
A direção de arte e a cenografia da série são um verdadeiro espetáculo, completamente fiéis com cenários, objetos de cena, iluminações, criações estéticas, atuando em estreita parceria com a equipe de direção de fotografia - por sinal uma fotografia belíssima. Assim como os figurinos, que estão um verdadeiro luxo (principalmente em nossa estrela, Elizabeth Harmon). A maquiagem e os cabelos também estão totalmente inseridos dentro dos padrões de beleza da década de 60.

Quero chamar a atenção para a jovem atriz Isla Johnston, que deu vida a Beth Harmon jovem. Ela faz um trabalho incrível no primeiro e no segundo episódio da série, preparando todo o terreno para a Beth da Anya Taylor-Joy assumir nos episódios subsequentes. Primeiro episódio excelente, mostra o desenvolvimento, o conhecimento e o nascimento do interesse do xadrez da Jovem Beth, seguido por um final devastador. Segundo episódio do torneio é ótimo, a atriz Isla Johnston se solta ainda mais e cresce em sua atuação.
Anya Taylor-Joy é uma atriz que eu sou completamente apaixonado, um verdadeiro fã do seu trabalho desde "A Bruxa" (2015). Em "O Gambito da Rainha" Anya só mostra o que todos nós já estamos acostumados a ver em seus trabalhos...que é uma atuação completamente monstruosa, impecável, perfeita, sem um erro. Anya adota uma postura forte, aguerrida, destemida ao encarnar a Beth Harmon, nos trazendo uma atuação do mais alto nível em todos os seus episódios. Com um destaque maior para o último episódio, que por sinal é excelente e simplesmente o melhor de toda a série, onde Beth revive todo o seu passado ao retornar ao Orfanato onde ela foi deixada, quando ela descobre, ou se dá conta, que o Sr. Shaibel (Bill Camp) foi verdadeiramente uma espécie de pai para ela. Beth Harmon era vazia, solitária, vulnerável e isso ficou muito explícito nesse último episódio, e principalmente por tudo isso ser nos passado pela atuação magistral e impecável da Anya Taylor-Joy.

"O Gambito da Rainha" recebeu 18 indicações no Primetime Emmy Awards em 2021 e ganhou 11, incluindo Melhor Série Limitada, tornando-se a primeira Minissérie em um serviço de streaming a vencer a categoria. A série também ganhou dois Globos de Ouro: Melhor Série Limitada ou Filme para Televisão e Melhor Atriz - Minissérie ou Filme para Televisão para Anya Taylor-Joy. Ela também ganhou o Critics 'Choice Television Award de Melhor Atriz em Filme/Minissérie e o Screen Actors Guild Award de Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme.

Realmente "O Gambito da Rainha" é uma excelente minissérie, daquelas que beiram a perfeição. Uma série muito bem aceita, muito bem conceituada, muito aclamada pela crítica em um modo geral, com elogios particulares para o ótimo e digno desempenho de Anya Taylor-Joy como Beth Harmon. A série também recebeu uma resposta positiva da comunidade de xadrez por suas representações precisas e fidedignas de xadrez de alto nível, e os dados sugerem que aumentou o interesse do público nesse jogo tão peculiar.

Desde então a série fez um estrondoso sucesso, o que levou os fãs e admiradores a torcerem para que a trama, que foi lançada como uma minissérie, ganhasse uma segunda temporada. Porém, infelizmente a notícia não é boa para quem esperava por isso, pois os produtores executivos da série já confirmaram que "O Gambito da Rainha" não vai ter uma segunda temporada - uma pena.

Encerro com aquela excelente cena final do último episódio, quando Beth Harmon consegue finalmente vencer seu maior rival, Vasily Borgov (Marcin Dorociński), em um jogo completamente tenso e emocionante. O que nos mostrou uma verdadeira lição de vida, pois Beth estava jogando completamente sóbria. Um verdadeiro jogo de superação em meio a todas as suas adversidades impostas pelo seus vícios - SHOW!

Senhoras e Senhores, apresento-lhes Elizabeth Harmon! [01/07/2022]
danilo s
danilo s

1.092 seguidores 293 críticas Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 20 de fevereiro de 2021
Uma das melhores produções de streaming de 2020. Fotografia, figurino e atuações (principalmente da Anya), tudo perfeito. História cativante que parece ser real.
Luana O.
Luana O.

764 seguidores 557 críticas Seguir usuário

Crítica da 1 temporada
4,5
Enviada em 27 de novembro de 2020
Grata surpresa! O xadrez nada mais é do que pano de fundo pra uma história muito mais complexa. Profundo e despretensioso. Ótima atuação de Anya Taylor-Joy. Um bom roteiro, direção, fotografia....excelente
Ryan
Ryan

474 seguidores 337 críticas Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 28 de dezembro de 2020
Espetacular, uma das melhores séries que já assisti, não consigo sentir um defeito com toda a história, tudo é muito bem produzido e pensado. Figurinos, cenários e as falas são impactantes. O final é um dos melhores que já assisti em qualquer série, tudo inesperado e que causa uma adrenalina surreal. Atuações incríveis e com roteiro digno de grandes premiações! Uma série única e que consegue deixar uma marca inesquecível. Realmente extraordinário!
anônimo
Um visitante
Crítica da série
5,0
Enviada em 29 de janeiro de 2021
Amei o Gambito da Rainha. A série é muito envolvente, a história é muito forte. As atuações são excelentes, assim como a fotografia, o figurino e etc. Me recomendaram muito para que conferisse essa série e certamente valeu a pena. Agora é minha vez de recomendar o Gambito da Rainha a todos e a todas.
valmyr b
valmyr b

59 seguidores 274 críticas Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 2 de dezembro de 2020
Ex-ce-len-te! Dispensa quaisquer outros comentários. Um passeio pela psiquè humana. Para quem entende e para quem não entende xadres. Essa moça, Anya Joy, dá um show no papel principal! Para quem gosta e para quem nem se interessa pelo jogo - ou nem sabe o que é. Enredo belo, forte, amplo, intenso, profundo e quantos mais adjetivos se quiser dar. Leva cinco estrelas!!!
Dennys R
Dennys R

45 seguidores 198 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,5
Enviada em 11 de julho de 2021
Gostei muito dessa série! Ainda bem que existem pessoas inteligentes e talentosas para nos trazer um conteúdo de alta qualidade, o que infelizmente parece ser cada vez menos frequente.
Artur V.
Artur V.

32 seguidores 160 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,5
Enviada em 3 de janeiro de 2021
Sensacional. Não dou nota máxima pelo fato do filme deixar algumas pontas soltas, e, nesse sentido, digo entrar em um tema e não concluí-lo devidamente; assim como o tom altamente melancólico de algumas cenas e até capítulos me incomodou. Superando esses pontos, trata-se de uma minissérie impecável, com ótimas atuações (especialmente), direção extraordinária e que vai direto ao ponto. Recomendadíssimo.
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 483 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,0
Enviada em 26 de março de 2025
Sinopse:
Uma órfã prodígio do xadrez luta contra vícios enquanto enfrenta os maiores enxadristas do mundo.

Crítica:
"O Gambito da Rainha" se destaca como uma minissérie cativante, combinando a profundidade do drama humano com a complexidade do xadrez. A história de Beth Harmon, interpretada magistralmente por Anya Taylor-Joy, é uma jornada de autodescoberta e superação. Desde a sua infância em um orfanato até as vitórias emocionantes nos campeonatos, somos apresentados a um personagem fascinante, cujas lutas internas são tão intrigantes quanto suas conquistas no tabuleiro.

A narrativa é habilidosamente entrelaçada, abordando temas como solidão, dependência e a busca por aceitação em um mundo dominado por homens. A era retratada, a década de 1950 e 1960, é capturada com uma estética visual impressionante, refletindo tanto as nuances culturais quanto os desafios sociais de uma época.

A série não apenas ilustra os altos e baixos de uma jovem prodígio, mas também proporciona uma visão envolvente sobre o xadrez, apresentando estratégias complexas de forma acessível. Os jogos se tornam metáforas para a luta de Beth, encapsulando sua batalha interna contra os vícios e o desejo por sucesso.

Os personagens que cercam Beth, desde amigos até rivais, são igualmente bem construídos, cada um contribuindo para o desenvolvimento da protagonista. As relações e tensões que ela forma ajudam a humanizar sua história, transformando-a de um mero jogo de xadrez em um relato sobre crescimento e resiliência.

Com uma direção sensível de Scott Frank e um roteiro que capta a alma do material original de Walter Tevis, "O Gambito da Rainha" é uma narrativa envolvente que ressoa com qualquer público, independentemente do conhecimento prévio sobre xadrez. A série consegue, portanto, equilibrar a genialidade do jogo com a fragilidade da condição humana, resultando em uma experiência emocionante e reflexiva.
Lilian M
Lilian M

11 seguidores 76 críticas Seguir usuário

Crítica da 1 temporada
4,5
Enviada em 16 de dezembro de 2020
tem 7 episódios e por enquanto só uma temporada), também nomeiam como "minissérie".
Achei interessante, teve uma denuncia social , na época davam remédios para crianças de orfanatos? e depois, mostra que passou a ser proibido. acho legal, isso mostra que as coisas evoluíram, que o conhecimento evoluí.
eu acho interessante também como produções feitas no passado, quando não existia computador, celular, nem internet, fazem tanto sucesso. Será que é porque agente vê as coisas sendo feitas? as pessoas tinham muito mais trabalho para organizar eventos, se comunicar, etc. acho que só de poder ver isso, já vale a pena. No masi...não vou falar mais nada , já existem várias críticas falando sobre o assunto.
Lilian M
Lilian M

11 seguidores 76 críticas Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 3 de janeiro de 2021
Eh bom sim.
Quando nem tudo fica óbvio , e todo mundo quer assistir, cumpriu a sua missão como arte.
Então está ok
QG
QG

10 seguidores 66 críticas Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 15 de novembro de 2020
Muito bem escrita e sem pontas soltas, é de encantar os olhos com a fotografia e todo o estilo ambientado dos anos 60.
Fábio R.
Fábio R.

9 seguidores 35 críticas Seguir usuário

Crítica da série
2,5
Enviada em 10 de junho de 2022
Confesso não ter entendido porque tanta gente está falando dessa série.
Muito bem produzida, ótimos cenários, figurino e interpretações.
Porém, a história me parece bastante anticlimática. Não existem muitos momentos memoráveis. É tudo muito parado, parece que a narrativa anda no piloto automático.
Eu não entendi se a protagonista tem algum tipo de autismo ou coisa parecida. Ela é bem indiferente a tudo, fria e distante. Apesar da bela interpretação de Anya Taylor-Joy, a personagem em si não me cativou muito.
A série poderia ter explorado mais o psicológico dela, sobre a questão da memória fotográfica que ela desenvolve ao tomar os remédios, ou como a perda da mãe adotiva poderia afetar a vida dela e até sua performance no xadrez, mas isso nunca fica bem claro.
Em se tratando de uma minissérie sobre uma protagonista feminina forte, com traumas do passado e um histórico de perdas, que busca um escapismo para aliviar a dor, acredito que WandaVision faça isso com maestria, e não esta, só a título de compração e análise.
Eu queria ter gostado mais de O Gambito da Rainha, mas acho que vou esquecer bem rápido dessa série.