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    Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy
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    Kamila A.
    Kamila A.

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    Crítica da série
    3,0
    Enviada em 13 de fevereiro de 2020
    Theodore “Ted” Robert Bundy foi um famoso serial killer norte-americano que, principalmente, na década de 70, foi responsável pelo sequestro, estupro e assassinato de jovens mulheres, em diversos estados norte-americanos. Bundy também ficou conhecido pela sua personalidade sedutora e magnética. Como passou pelas faculdades de psicologia e de direito, sabia como se portar no tribunal, chegando a atuar como seu próprio advogado de defesa. Um fato notório de sua biografia foi que Ted sempre negou ter cometido os crimes pelos quais foi condenado – passando a confessá-los somente antes de sua execução, no ano de 1989.

    No ano de 2019, o diretor Joe Berlinger mergulhou no universo deste personagem, lançando dois produtos sobre Ted Bundy: o filme Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal e a série documental Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy. As duas obras se complementam. Enquanto o filme se caracteriza como uma cinebiografia sobre Bundy (interpretado por Zac Efron), enfocando, principalmente, o relacionamento que ele desenvolveu com Liz Kloepfer (Lily Collins); a série aborda materiais de arquivo e gravações de áudio que foram feitas no corredor da morte, com o objetivo de traçar o perfil de Ted.

    Se o filme dá ênfase a esta personalidade magnética e sedutora de Ted Bundy, abordando os efeitos que ele causava nas mulheres; a série documental percorre um caminho completamente diferente, mostrando o quanto Bundy era um sociopata frio, incapaz de compreender a natureza de seus atos e de se responsabilizar por eles. São duas visões completamente diferentes sobre uma mesma pessoa.

    Por isso mesmo, analisando do ponto de vista narrativo, Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal tem um caráter muito mais problemático, especialmente pela tentativa que faz de humanização de uma figura que não merece esse tipo de retrato. A série documental acaba exercendo um papel muito mais forte, pela forma como nos mostra Ted: como ele realmente merecia ser visto por todos nós. São dois contextos tão diferentes que, no final, fica até difícil crer que são dois produtos dirigidos por uma mesma pessoa.
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