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Leandro M.
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Crítica da série
4,0
Enviada em 2 de maio de 2020
Para os fãs do humor peculiar do Rick Gervais (criador do The Office inglês, o original), é um prato cheio. Mistura humor (normalmente negro) e drama. Eu gostei mais da primeira temporada. A segunda achei que carrega mais no drama. Mas com certeza a melhor atriz é a cadela pastor alemão. Linda demais.
O sentimento de solidão que toma conta quando perdemos alguém que amamos é devastador, muitos perdem o controle da razão em momentos como esse, é disso que essa série trata brilhantemente, da tristeza. A ausência da esposa falecida impõe a um homem o peso do luto, da total cegueira quanto as oportunidades futuras, a oportunidade de estar vivo, e o amarra com duros nós sob a força da amargura, apatia, lhe tira a vida mesmo estando vivo. O sentimento demonstrado pelo personagem principal Tony não é somente do vazio que a morte da esposa deixou, mas do vazio de onde ele colocaria todo aquele amor que existe dentro dele, é maior do que a falta de ser amado, é a falta de quem amar. A interpretação é espetacular, mostrando em cada cena ao telespectador que o sofrimento é genuíno, mesmo com cenas hilárias que guardam total relação e mantém o respeito com o tema. Grandes reflexões são colocadas em pauta sem que pareça uma obrigação superar ou um livro de auto ajuda, o roteiro nos leva pelos dramas do luto de modo natural e sério e não tratam o espectador como alguém que precise disso para viver, mas mostra pra ele que é possível viver.
After Life é uma série q nos faz pensar se vale a pena continuar, e vale! Com um humor ácido é interpretações muito convincentes, a série e dinâmica, divertida e nos faz pensar em como podemos interferir positivamente nas vida das pessoas ao nosso redor. A dor por criar uma nova etapa, essa é a premissa. Parabéns Ricky Gervais, vcs souberam dar o humor e o drama, na medida perfeita. Ansioso para a próxima temporada. Ahhhh, é muito rápido, 6 episódios da primeira temporada, não se perde uma vida pra entender e creio q seja ideal para pessoas q realmente curtem pensar um pouco sobre q nossa vida é como nos comportamos diante a sociedade.
Amei a série, flui num ritmo muito agradável, é engraçada, as vezes triste mas passa mensagens muito importantes. Só não dou a nota máxima, pq achei algumas partes fora do contexto, desnecessárias (achei inadequado alguns palavrões que não fariam falta alguma à trama) muito forçados. No mais, assistam!!!
A visão de mundo existencialista, característica do filme, conseguiu na maior parte do tempo fugir do niilismo que lhe é próprio. A busca pelo sentido da vida encontra no amor, na solidariedade e na amizade a verdadeira razão de viver. Num mundo globalizado e em crise econômica, social e cultural, uma pequena cidadezinha que parece alheia à esses assuntos, reproduz a necessidade dos 5 minutos de fama de seus habitantes publicando no jornal local, histórias bizarras e por vezes grotescas, de de seus moradores. Considero que o niilismo venceu no roteiro em duas situações: no personagem pusilânime do psiquiatra e na morte do viciado em drogas. Tanto a psiquiatria, quanto a opção do personagem principal em financiar a overdose do drogado, mereciam um aprofundamento da abordagem, pelo Diretor do filme. As reflexões bem humoradas de Ricky Gervais, garantem o entretenimento e de quebra, convidam ao autoquestionamento, para quem quiser. Nada muito sério ou solene...spoiler:
Todo mundo procurando uma Série arrebatadora, cara, cinematográfica e eu só queria ser esse CIDADÃO aí protagonista , nem sei o nome, mas que SÉRIE viu?!? Que texto, ser aí apertou o botão vermelho faz tempo
É a primeira vez que comento aqui, porque a série mereceu! Sou fã desse humor peculiar britânico, não somente isso, é de uma sensibilidade de tocar temas tão profundos, de forma leve e que nos faz refletir. A primeira temporada fecha de maneira espetacular.
Achei After Life fraco, apesar da ideia ser boa. A proposta de falar sobre luto tinha tudo pra funcionar, mas a série exagera demais em algumas coisas.
O principal problema, pra mim, é o protagonista. Ele não parece só alguém sofrendo, mas sim alguém que não é minimamente funcional. A esposa, mesmo doente, deixa vídeos ensinando coisas básicas, tipo cuidar da casa e do cachorro. Depois de 25 anos de casamento, isso não soa emocionante, soa meio absurdo. Fica até desconfortável pensar que ela precisava cuidar de tudo, até depois de morrer.
O humor também não me pegou. Em vez de ser ácido de forma inteligente, muitas piadas são só ofensas diretas (ex: a pessoa ser gorda e "xingar" ela de gorda), meio preguiçosas mesmo. Não tem muita construção, é só falar algo grosseiro e pronto.
O que eu achei interessante foram alguns momentos em que ela critica a hipocrisia das pessoas, isso funciona melhor. Mas, no geral, parece uma série com boas intenções que não consegue executar bem, principalmente por causa do roteiro e dos exageros.
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