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Lala S.
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Crítica da série
5,0
Enviada em 25 de dezembro de 2019
Em principio, achei Fleabag um saco! Daí dei um tempo, respirei e tentei de novo. Viciante. Cômico bobo, mas sem ser ridículo. Fleabag leva a vida sem muita responsabilidade ou apego ao ponto de tornar sua filosofia de existência num "ah, foda-se", mas, a cada risada, a realidade vai se aproximando, para ela e para nós. Ninguém consegue ser "tô nem aí" o tempo todo. Esse automatismo do não se importar esconde dor, erros não encarados e mergulhos em compulsões (primeiramente visto como algo acessível e prazeroso) que, por (in)consciente intenção, mascaram essas cicatrizes internas. Quem nunca foi -- ou é -- uma Fleabag?
A série é bem diferente de outras séries convencionais, até mesmo o jeito de fazer humor é diferente. Fleabag conversa diversas vezes com quem está assistindo, ela quebra a quarta parede. Essa quebra é fundamental para que a série seja engraçada.
Apesar de o seriado ter em sua maior parte comédia, ele também tem sua parte dramática. Fleabag tem problemas de relacionamento familiar. Ela não consegue se estabilizar em um relacionamento amoroso, a morte de sua amiga e de sua mãe ainda a persegue e sua cafeteria está as moscas. Ela não consegue superar as duas mortes e não recebe apoio de ninguém. Os sentimentos e a culpa são escondidos em piadas e comentários cínicos.
A trama da série fala sobre amor e a relação da protagonista com esse sentimento. Ela se envolve sexualmente com vários homens, mas sem amar ou deixar ser amada por nenhum. Fleabag é triste e se culpa pela morte de sua amiga, então se convence de que merece todo aquele sofrimento para se punir. As coisas começam melhorar quando ela se afasta da família. Seu café está fazendo sucesso e os impulsos sexuais estão sob controle. Ela conhece um padre, com quem se identifica e se abre sobre as coisas, coisas que ela tinha medo. O padre é o único a perceber quando ela interage com a câmera.
Nós, espectadores, somos os únicos a saber o que realmente se passa com a personagem, já que ela sempre está dialogando com a câmera. É como se fossemos um personagem da série. Ela trata a própria vida como se fosse um show, como se ela estivesse atuando na própria vida.
O final da série é triste e esperançoso ao mesmo tempo. Apesar dela e do padre se amarem, eles não ficam juntos como um casal, e isso é triste. No entanto, a esperança se mostra quando Fleabag aceita o amor e é aceita pelo padre. Ela acolhe o sentimento, o fato de que sentir tristeza é algo normal e está tudo bem. A protagonista pode seguir em frente e ser uma pessoa normal, que é capaz de amar e ser amada. Fleabag se despede de nós, ela não precisa mais atuar. Agora, ela está pronta para seguir em frente.
Uma 2° temporada que se supera a cada episodio, com diálogos excelentes e atuações formidáveis. Sem palavras para uma das melhores mini séries de todos os tempos.
Excepcional! Uma mini série incrível que rendeu globo de ouro e sucesso em todo o mundo com uma história interessante e cheio de diálogos engraçadíssimo. Muito ansioso pela 2° temporada.
"Uma série única que redefine a comédia com profundidade emocional e um roteiro impecável." Uma jovem londrina luta para lidar com traumas, relacionamentos e a busca por propósito, enquanto quebra a quarta parede para compartilhar seus pensamentos mais íntimos e ácidos. Phoebe Waller-Bridge é um gênio criativo, entregando uma série hilária, tocante e incrivelmente humana. Fleabag combina humor autodepreciativo com momentos de dor genuína, criando uma conexão íntima com o público. É uma obra que equilibra brilhantemente o riso e a lágrima.
Assisti a série por 2 vezes, e pra mim é uma das melhores com certeza. Muito humana e despretensiosa a série é ótima opção de dramedia. Com certeza, Phoebe Waller-Bridge e Olívia Colman ( que faz o papel da madrasta) estão perfeitas no papel.
Simplemente Maravilhosa. Essa segunda temporada é tão ótima quanto a primeira. Despretensiosa, humana, dramática, ácida, consegue colocar vários assuntos importantes no mesmo pacote, de uma forma tão objetiva. Ótima essa participação do Andrew Scott, surpreendeu!
O humor é construído de forma inovadora e inteligente, numa narrativa criativa, sensível e que aborda temas atuais sob uma perspectiva feminina moderna. A série é genuinamente engraçada, tendo também momentos emocionantes e reflexivos. Phoebe Waller-Bridge é genial como autora da série e vivendo esta protagonista tão icônica. Fleabag se dirige ao telespectador várias vezes olhando para a câmera; este recurso de quebra da quarta parede contribui para o humor da série, que consegue expressar muito em poucos episódios curtos, ótimos para uma maratona.
Acabei de assistir a série e, sem dúvidas, é uma das melhores séries que já vi. Acho que pq me vi muito na personagem. É a forma mais cômica e cruel de expressar o sarcasmo da vida diante das nossas relações com as pessoas e com o mundo. Pq no final das contas, quem não queria ser Fleabag? Em todas as suas dores e traumas que retiram do buraco a forma mais gritante de dizer “Eu vivo!”.
Uma série terrivelmente linda. Numa tentativa muito bem sucedida de mostrar com humor o ponto de vista e a vida de uma mulher moderna, o conjunto de apenas seis capítulos joga flashes de luz sobre o íntimo do ser contemporâneo e expõe a nós mesmos a nossa natureza, nossas inseguranças e nossas vontades. Uma série que deveria, com certeza, ser mais assistida.
Apesar da curta temporada, Fleabag traz um turbilhão de emoções em seus menos de 30 minutos de episódios. Cômica, fofa, non sense, triste e brutal. Essa série consegue ser tudo isso e mais um pouco. Direção e roteiro impecáveis! Atuação de Phoebe Waller-Bridge digna de prêmios. Com certeza uma das melhores estreias do ano.
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