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Rodrigo Herman
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Crítica da 2 temporada
3,0
Enviada em 2 de abril de 2020
A segunda temporada consegue dar boa continuidade à história e ao universo apresentado anteriormente e há um minimo de coerência. Prende minimamente a atenção, porém, tem menos ganchos que estimulem uma maratona mais compulsiva. Assistidos 7 episódios da temporada, o sétimo em particular (deveria ser um ponto alto para o fechamento) é arrastado sem sentido. No geral é inferior à primeira temporada na questão de trama e roteiro. Em determinados momentos, parece apressada e superficial, com reviravoltas clichês e previsíveis. O expectador não é desafiado a pensar quem é o "culpado" ou "qual o motivo", (apesar de haver esta tentativa com determinado personagem) ou "como ele vai escapar desta". A ação é bem coreografada, porém, determinadas situações e ferimentos desafiam à lógica, dando a impressão de cena forçada. Há um ressalva sobre este ponto. Em determinados estilos de narrativa, como animês ou filmes do Tarantino (adoro!), onde isso já é esperado, não chega a ser um ponto negativo. Mas uma série mais "séria", por mais ficcional que seja, fica destoante. O excesso de sentimentalismo das IAs também destoam, visto que nem mesmo os humanos apresentam emoções tão fortes nesta temporada. A atuação geral dos atores é mediana, com pouca expressão. Algo que incomodou bastante é que a cidade parece ter 10 metros quadrados. Tudo parece "in door". Não há tomadas amplas ou situações que expressem distância entre os lugares. Por exemplo, é recorrente a situação dos personagens irem para algum lugar aparecem instantaneamente no destino, sem cenas intermediárias para dar a impressão de tempo de deslocamento para nosso cérebro. Resumo: a segunda temporada passa e até diverte. Mas o roteiro precisa ser melhor desenvolvido para uma terceira temporada.
O universo criado é muito interessante e rico porém a história contada é bem aquém do que poderia e do meio pro final fica mto mais uma porradaria ciberpunk do que qualquer outra coisa
Esta é uma série que lida com algumas questões já abordadas em trabalhos clássicos, como Blade Runner, Ghost in the Shell, etc. E por isso mesmo faz questão de homenageá-las em seu design. Dessa forma, é curioso ver como a megalópole é retratada como um misto entre esses dois trabalhos citados.
Mas não se trata de uma cópia de nenhum deles. Antes disso é uma revisita a uma distopia como aquelas, que une elementos em comum para fazer uma série ligeiramente bem humorada em seu tom irônico.
No primeiro episódio eu fiquei impressionado com o estética da série, efeitos CGI de qualidade, cenografia impecável, geograficamente aberto, você nao se perde. As cenas em floresta são tão belas quanto na cidade cheios de neon, pessoas sujas e ratos. Na cidade sofrimento, tristeza, medo e ganância. Na natureza esperança, família, redenção e amor embora tudo se dissipa para evolução do roteiro. O roteiro é complexo, optando por ser muito alto-explicativo e mesmo assim em alguns casos confuso e sem muito nexo. As soluções são muio evidentes, não muito previsíveis mas não convencê pela facilidade de encontrar saídas em um mundo futurista. O elenco é convencê sem exageros e a química ao longo dos ep você se acostuma por mais que estranhe todos eles. A conclusão é satisfatória, mas erra em concluir a maioria das subtramas e a principal optar por aberto, talvez para segunda temporada quem sabe. Eu achei umas das melhores séries da netflix, corajosa, bem executada, visualmente épica, confusa e interessante.A melhor série de ficção científica que eu já vi até aqui. Nota: 6/10.
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