Ash vs Evil Dead
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Crítica da 1 temporada
4,5
Enviada em 28 de junho de 2020
Perfeição do começo ao fim
Uma belíssima mistura de terror e comédia com claro bastante GORE e SANGUE
Adriano Silva
Adriano Silva

1.613 seguidores 478 críticas Seguir usuário

Crítica da 1 temporada
4,0
Enviada em 13 de maio de 2023
Ash vs Evil Dead (1ª Temporada)

"Ash vs Evil Dead" é uma série criada e desenvolvida pelo diretor Sam Raimi, juntamente de Ivan Raimi (seu irmão) e Tom Spezialy (roteirista da série "Desperate Housewives"). A telessérie foi lançada em 2015 e é ambientada no mesmo universo criado por Raimi em sua trilogia clássica de filmes na série "Evil Dead". Bruce Campbell retoma seu papel como "Ash" Ashley Williams e a história é desenvolvida como uma sequência da trilogia original.

O universo "Evil Dead" se iniciou lá em 1981, quando o clássico "The Evil Dead" revelava ao mundo cinematográfico o jovem diretor Sam Raimi, que passou a ser conhecido como um dos grandes nomes da história do cinema de terror, o verdadeiro mestre do horror. "The Evil Dead" é considerado como um dos maiores filmes de terror independente da década de 1980 e de todos os tempos. Um dos filmes mais inovadores e audaciosos do terror trash e do gore dos anos 80. Já "Evil Dead II" (1987) era pra ser uma continuação, mas acabou sendo uma refilmagem, um remake, um reboot que serve como continuação da história original. Sem falar que "Evil Dead II" começa a tomar o caminho do "Terrir", funcionando mais como uma comédia de terror, uma comédia trash em um filme de terror. Esse caminho foi intensificado em "Evil Dead III: Army of Darkness" (1992), que além do terror e suspense, o longa é completamente mergulhado no comédia trash pastelona, no terror lúdico e fantasioso.

Após o excelente remake de "Evil Dead" (2013), a ideia do desenvolvimento de uma série foi ganhando cada vez mais forma, até que em 31 de outubro de 2015 tivemos o lançamento pela Starz (um canal de televisão premium americano) da primeira temporada de "Ash vs Evil Dead".

A série se passa trinta anos após os acontecimentos de "Evil Dead II". Ash, obviamente, está mais velho e aposentado das suas incansáveis caças aos demônios. Ele realmente largou a vida de caça aos monstros e nem quer se lembrar do seu tempo em "Evil Dead". Porém, suas lembranças do passado nunca o abandonou, como a convivência sem uma das mãos (que foi perdida em "Evil Dead II"). O fato é que depois de 30 anos, Ash precisa largar a sua aposentadoria dos demônios e retomar sua jornada de única esperança da humanidade para combater o mal, além de enfrentar seus próprios traumas do passado que estava adormecido.

"Ash vs Evil Dead" foi criada com a proposta exata de uma comédia de terror, uma comédia trash de terror. E nesse quesito a série funciona perfeitamente ao mesclar elementos entre o humor negro, o fantasioso, o lúdico, o Terrir, mas sempre mergulhado no terror trash, na violência explícita, na sanguinolência e com um gore extremo.

Uma coisa é certa, a série é divertidíssima, é leve, é gostosa, é dinâmica, é fluida, você se diverte o tempo todo ao longo dos 10 episódios, dando boas gargalhadas. Temos aqui aquele famoso comfort movie, que realmente anima o seu dia (ou noite) a bordo de uma trama que é uma verdadeira viagem no tempo de volta ao anos 80, pois realmente esta série nos traz toda a essência oitentista, que vai desde cenários, histórias, trilhas sonoras, um verdadeiro deleite audiovisual. A série também funciona por trazer elementos clássicos como o icônico "Necronomicon - O Livro dos Mortos", a câmera correndo para simular os demônios se aproximando, a famigerada cabana, aquela trilha sonora clássica, entre outros elementos que constituem a grandeza desse universo criado por Sam Raimi.

Um dos principais pontos que deixa a série divertidíssima é sem dúvida o elenco, que é bastante sólido, principalmente o Ash de Bruce Campbell. É incrível como o Bruce não perdeu o timing cômico do personagem, aquela pegada da comédia, do senso de humor, dos seus bordões, das suas piadas (que é sua marca registrada), aquele consagrado canastrão caricato, o nosso famoso e inesquecível anti-herói desengonçado. A série nos proporciona uma verdadeira nostalgia e uma viagem ao saudosismo ao reviver o clássico Ash com a mão-motosserra e a espingarda de cano serrado, onde todos os fãs do universo "Evil Dead" vão comemorar como um gol (e eu estou incluído).

Ash sempre agiu sozinho, sempre caçou os demônios sozinho, aquele famoso lobo solidário (ops, solitário - rsrsrs!). Porém, dessa vez ele tem um time, dessa vez ele encontrou pessoas para o ajudarem nessa jornada sangrenta e macabra. Obviamente estou me referindo aos carismáticos Pablo e Kelly (que são interpretados pelos ótimos Ray Santiago e Dana DeLorenzo). Ray Santiago ("Interrogation") funciona perfeitamente ao dar vida para o sonhador Pablo, ele nos convence e nos ganha exatamente pela sua forma extrovertida de atuar no personagem. O mesmo vale para a Dana DeLorenzo ("Friendsgiving"), que também atuou de forma carismática e extrovertida, conseguindo uma boa química com todo o elenco. Na verdade o trio conseguiu desenvolver uma ótima química entre eles, o que contou diretamente para ganhar a nossa simpatia e passarmos a torcer por eles.
Completando o elenco ainda tivemos a Jill Marie Jones ("Girlfriends"), que deu vida para Amanda. Uma personagem mais contida inicialmente, porém logo após ela integrar o grupo do Ash ela passa a ter um certo destaque na série. E Lucy Lawless ("Xena: A Princesa Guerreira"), que deu vida para Ruby. Uma personagem que foi vista como uma antagonista, que tinha seus próprios objetivos (bem questionáveis, eu diria) em relação ao Ash e o próprio ""Necronomicon".

Em questões técnicas a série é muito boa!
Podemos destacar principalmente os efeitos e as maquiagens, que realmente estão em um nível bem condizente com toda a estrutura de orçamento da produção. A cinematografia é muito boa. A direção de arte é bastante fiel em relação a produção da época, principalmente quando temos os episódios que são voltados para a famigerada cabana macabra, cujo cenários estão dentro do conceito da trama. Sem falar na ótima trilha sonora (que já destaquei) e na direção impecável de cada episódio.

A primeira temporada de "Ash vs Evil Dead" foi aclamada pela crítica. O agregador de resenhas Rotten Tomatoes deu à temporada uma classificação de 98% "Certified Fresh" com base em 51 resenhas, com uma classificação média de 8,1/10. O consenso crítico do site diz: "Fiel aos filmes que o geraram, "Ash vs Evil Dead" é uma ressurreição sangrenta, hilária e audaciosa da amada franquia de terror de Sam Raimi"; com base em 25 críticos, indicando "críticas geralmente favoráveis".

No entanto, "Ash vs Evil Dead" tem uma primeira temporada muito boa (acima da média, eu diria), pelo simples fato da série saber o que de fato quer e não tentar ser mais do que pode, mais do que deve, que é justamente divertir, entreter, com uma forma descompromissada, usando uma mistura de elementos que vai desde o terror, a comédia, o trash, o gore, mas sem apelar e mantendo toda essência oitentista conquistada e adquirida do icônico e clássico universo de "Evil Dead". [11/05/2023]
Adriano Silva
Adriano Silva

1.613 seguidores 478 críticas Seguir usuário

Crítica da 3 temporada
4,0
Enviada em 4 de junho de 2023
TEM SPOILERS!

Ash vs Evil Dead (3ª Temporada) 2018

Agora que terminei a terceira temporada posso afirmar com 100% de certeza que a série "Ash vs Evil Dead" é muito boa e foi uma ideia genial desse eterno trio (Bruce Campbell, Rob Tapert e Sam Raimi).

Se na segunda temporada eu constatei um certo sinal de desgaste, pelo fato de toda temporada ser praticamente igual a primeira e ainda terminar os eventos novamente na lendária cabana na floresta. Dessa vez somos completamente surpreendidos, como uma temporada excelente, que soube se reinventar, inovar, começar a tomar um rumo diferente, trazer novos elementos e ainda usar o mesmo universo mas com uma história diferente e um final apoteótico.

A temporada mantém o mesmo ritmo das anteriores, sendo bastante fluida, dinâmica, voraz, novamente apostando pesado na violência explícita, na sanguinolência extrema, ou seja, entregando um gore maravilhoso pra ninguém botar defeito.

Dessa vez a temporada se inicia com um Ash (Campbell) sendo glorificado como o salvador da humanidade em Elk Grove, exatamente pelos eventos da segunda temporada. E nesse quesito a série novamente acerta muito bem na comédia trash de terror, no terrir, no humor negro, nessa mistura de horror e comédia ultrajante que todos adoramos dessa franquia. Novamente temos a figura de um Ash cada vez mais tiozão, sempre trajado no seu politicamente incorreto, com suas frases de efeitos, com seu humor ácido, com suas tiradas cômicas, com seu timing cômico e seus bordões clássicos. Ash Williams é aquele personagem que sempre amamos ao longo de todos esses anos, aquele velho amigo que conhecemos há mais de 30 anos, aquele canastrão que é pervertido, é incorreto mas adorado no horror.

O primeiro episódio é excelente, facilmente o melhor episódio de toda a série ao longo dos 30 episódios.
Já na abertura somos surpreendidos pelo comercial daquela exótica casa de ferramentas (Ashy Slashy's), com o Ash falando que sempre usou a motosserra para cortar os demônios mas que agora ele usa para cortar os preços - cena impagável! Quem vende brinquedos sexuais em uma loja de ferramentas? Ainda temos aquela cena na escola com os instrumentos musicais atacando o Ash, que faz uma clara referência ao "Evil Dead 3". Sem falar que ainda somos confrontados com a Kelly (Dana DeLorenzo) com seu novo amigo Dalton (Lindsay Farris), que é um integrante dos Cavaleiros da Suméria, e a surpresa para o Ash e para nós de uma filha.

Um ponto interessante nessa temporada é o fato da série tentar humanizar a figura do Ash ao confrontá-lo com o peso da paternidade. Soa até engraçado imaginar o Ash sendo pai, tendo que conviver com uma filha adolescente (que é bem descontrolada por sinal) nas costas. E é exatamente isso que temos aqui senhoras e senhores, sim, um Ash Williams pai! Essa foi a maior surpresa do primeiro episódio e de toda a temporada, a integração da Brandy (Arielle Carver-O’Neill) como a filha do Ash (onde sua mãe é logo morta pelos deadites). E fica interessante acompanhar o desenvolvimento daquela possível ligação de pai e filha, daquela possível família que já começou toda errada, onde o próprio Ash terá que se adaptar à nova vida de ser pai e lutar contra os demônios kandarianos. E por incrível que pareça ao final temos um Ash menos egoísta, menos arrogante, mais família, mais protetor e sendo aquela figura de pai herói.

O segundo episódio tem uma abertura incrivelmente bizarra, que é aquele parto do bebê demônio explodindo a barriga da Ruby (Lucy Lawless). Uma cena com uma sanguinolência insana e um gore extremo, sem falar que os efeitos nessa parte ficaram incríveis. É nesse episódio onde começa as primeiras abordagens sobre os "The Dark Ones" (os Cavaleiros das Trevas), que são conhecidos como os possíveis escritores do "Necronomicon" (o livro dos mortos) e que estão em busca dele.

A terceira temporada se sobressai exatamente por trazer um roteiro mais completo, com elementos mais exploráveis, com novas ideias funcionais, sem ficar somente na sempre dependência do "Necronomicon". Ou seja, temos abordagens sobre o conceito da paternidade, os Cavaleiros da Suméria, que são uma ordem templária secreta criada há milhares de anos para ajudar no combate do mal, e os "The Dark Ones" (que se parecem com os dementadores do "Harry Potter").

O nono episódio nos mostra mais a respeito dos "The Dark Ones", o que confronta diretamente com a finalmente morte da Ruby (que já estava mais do que na hora). Além daquela cena da Brandy enfrentando seu celular demônio na garagem, onde temos uma cena com um gore digno de uma verdadeira filha do Ash Williams.

O décimo episódio segue a excelência da temporada, ao nos mostrar o embate final com o gigantesco demônio "Kandar" (o destruidor) no meio da cidade de Elk Grove (Califórnia). E aqui temos um ponto muito interessante, que é o direcionamento da luta final para a cidade e não para a famigerada cabana na floresta - ponto muito positivo! Interessante mostrar a propagação mundial dos ataques, ou seja, Ash realmente condenou todo a humanidade. A luta contra o "Kandar" é muito boa, pois até o exército estava atacando e não somente o Ash. Mas fato é que somente o Ash tem o verdadeiro poder para destruir todos os demônios kandarianos.

A terceira temporada está repleta de cenas clássicas, emblemáticas e como nunca pode faltar, as famosas cenas hilárias também estão presentes. Nada como a cena bizarra no laboratório de espermas, onde o Ash encara aquele demônio ao som da clássica Take On Me, do A-ha. Mais uma cena completamente sem escrúpulos ao desafiar o Ash com uma luta contra o bebê demônio enfiado dentro de um corpo sem cabeça. Incrível como estas cenas já são clássicas dentro do universo "Evil Dead" e como elas são marcas registradas da franquia. Por outro lado também temos os momentos fofos como a cena em que o Ash entrega para a Brandy o icônico amuleto.

O elenco sempre foi um ponto positivo na série e nessa temporada não seria diferente:
Bruce Campbell sempre excelente, com um personagem completamente imortalizado e eternizado na cultura pop, e que vai deixar saudades do seu icônico Ash Williams. O próprio Bruce Campbell deixou um depoimento emocionado nas redes sociais dizendo que o Ash foi o personagem de toda a sua vida.
Ray Santiago e Dana DeLorenzo como sempre estão impecáveis. Incrível como nas três temporadas o Pablo e a Kelly estiveram excelentes e sendo muito bem interpretados.
Lucy Lawless traz uma personagem que nunca me desceu e nunca me convenceu durante toda a série. A Ruby foi uma personagem totalmente controversa, que ora soava como uma ameaça ora soava como nada. Uma antagonista perdida, uma vilã fajuta, que sempre tentava impor os seus objetivos mas falhava miseravelmente.
Já a Arielle Carver-O’Neill esteve bem como a filha perdida do Ash. Inicialmente eu devo confessar que dava raiva da Brandy, e muito por ela se portar como aquela patricinha mimada, aquela garotinha inocente, indefesa, perdida, controlável, mas ao final ela ganhou a minha empatia e se mostrou uma boa adição da temporada.

Esta terceira temporada também se destaca nas partes técnicas:
Temos uma excelente trilha sonora, onde combinava perfeitamente como cada acontecimento dos episódios (principalmente no décimo).
A fotografia se destaca notavelmente, eu diria que é a melhor fotografia de toda a série.
Os efeitos especiais sempre foram marcas registradas da franquia (desde os primórdios), e aqui eles estão impecáveis.
Ponto positivo também para a direção de cada episódio.
E mais uma vez temos episódios curtos (que não ultrapassam meia hora), que já se tornou marca da série.

Agora falando da parte final da temporada:
Ao final do décimo episódio, após o Ash derrotar o "Kandar", ele acorda em uma espécie de futuro distópico. Possivelmente um futuro onde tudo do passado foi destruído e só restou o Ash (como uma espécie de androide) e uma garota misteriosa que também tem uma aparência de metade humana e metade robô. Claramente este final soava como uma possível continuação em uma quarta temporada futurista. Sem falar naquele veículo todo equipado no maior estilo de um "Mad Max" futurista.
E ainda sobre o final da temporada: ficamos sem saber o que de fato aconteceu com a Brandy, o Pablo e a Kelly. E mais triste ainda, nunca saberemos!

Infelizmente após a terceira temporada a série "Ash vs Evil Dead" foi cancelada devido ao baixo número de audiência (para a minha tristeza e de todos os fãs de "Evil Dead"). Bruce Campbell chegou a afirmar que isso aconteceu pelo fato de ninguém conhecer a Starz (plataforma que produziu a série) na época que ela estava sendo exibida. Porém, em julho de 2022, Campbell confirmou que uma animação estava em processo de desenvolvimento.

"Ash vs Evil Dead" termina com uma temporada com um alto nível de excelência. Pois confesso que ao final da segunda temporada eu achava que os motivos para o cancelamento da série estariam nessa terceira temporada, e agora eu constatei que não estavam. Pois a temporada é muito boa, entrega tudo que promete, além de manter toda a essência do universo "Evil Dead" e ainda se reinventar tomando novos rumos para a série que infelizmente não acontecerá mais. Realmente a série foi cancelada onde deveria começar (ou continuar), pois com esse final de temporada abriria o leque para várias possibilidades de exploração dentro de uma temática futurista, que sempre foi o sonho da franquia e principalmente do Sam Raimi.

O que fica é um enorme sentimento de tristeza misturado com nostalgia, pois a franquia "Evil Dead" é sem dúvida uma das minhas franquias de terror preferida de todos os tempos. O que nos resta é guardar na memória a figura do eterno Ash Williams lutando contra os lendários deadites. Pois de fato ficamos órfãos do nosso anti-herói canastrão, da comédia trash de terror, do gore extremo, do icônico "Necronomicon", do lendário Delta, da clássica boomstick e da famigerada motosserra. Uma pena! [03/06/2023]
Ricardo M.
Ricardo M.

13.443 seguidores 697 críticas Seguir usuário

Crítica da 3 temporada
4,5
Enviada em 10 de julho de 2018
Nesta terceira temporada de ASH VS EVIL DEAD, temos a cidade de Elk Grove praticamente tomada por uma nova praga demoníaca comandada pela vilã Ruby (Lucy Lawless). Ao dar continuidade nas ações demandadas na temporada anterior, a antagonista descobre um maneira de selar a passagem para o mundo dos mortos e se tornar a única capaz de "controlar" o que se passa no mundo dos vivos, sendo Ash o elemento crucial para realização deste feito audaz.

Sem a menor sombra de dúvidas a série é recheada de momentos incrivelmente divertidos justamente pela proposta dos roteiristas sem receber qualquer tipo de freio para a criatividade. A narrativa que mistura a bel prazer elementos relacionados a família, em todos os aspectos, cria bons momentos até mesmo de drama, deixando nosso glorioso Ashley 'Ash' J. Williams (Bruce Campbell) relembrar loucuras do passado após descobrir a paternidade, algo inusitado mas recheado de expectativas e tensão, já que a série não perdoa praticamente nenhum de seus personagens.

Por falar em elenco, o trio principal está ainda mais em sintonia, Pablo Simon Bolivar (Ray Santiago), Kelly Maxwell (Dana DeLorenzo) e com evidente destaque para o ótimo Bruce Campbell, que exala carisma e autenticidade com cada ação. E isso faz com que a série caminhe bem, não deixando com que os ótimos efeitos especiais e visuais se sobreponham aos personagens, deixando o grupo de diretores abusarem da diversão e violência explícita que se intensifica a cada episódio.

Proposto pelo canal americano Starz para diversificar sua grade, a série ASH VS EVIL DEAD realçou de forma melhor do que nunca a essência do conteúdo trash do terror sem jamais deixar a peteca cair devido a elementos que poderiam ser considerado datados. O gore e o escracho nunca foram tão bem casados, graças a um elenco entrosado, carismático e capazes de incorporar seus pesonagens como raramente se vê.

Considerando o anúncio do Starz indicando o cancelamento da série, algo normal, pois eles dificilmente passam de três temporadas em sua programação; e do anúncio de Campbell se aposentando do personagem; ASH VS EVIL DEAD deixará saudades pelo humor peculiar e a narrativa repleta de elementos duvidosos mas deliciosamente adequados.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

3.872 seguidores 618 críticas Seguir usuário

Crítica da 2 temporada
4,0
Enviada em 6 de junho de 2020
Continuação de história de Ash Williams e seus amigos na luta contra os demônios. Um novo demônio surge e a briga fica mais desafiadora. Engraçada, nojenta ao extremo, muita ação e eletrizante. Muito legal de se assistir, não tem como ficar chata. A parte do necrotério, eww.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

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Crítica da 1 temporada
4,0
Enviada em 2 de fevereiro de 2020
Mistura de terror com comédia, seguindo mesmo estilo dos filmes dos anos 80. Ash precisa acabar com os temíveis demônios com a ajuda de seus amigos. Muito bom.
anderson j
anderson j

301 seguidores 222 críticas Seguir usuário

Crítica da 1 temporada
4,0
Enviada em 29 de outubro de 2018
A primeira temporada de Ash vs Evil dead começa muito bem, estabelecendo bons personagens, boas piadas, e excelentes cenas de horror mescladas com humor e muito gore. A temporada é muito eficaz pois conta com apenas 10 episódios, é muito bem resolvida no arco que quer contar e os episódios possuem uma duração muito agradável e jamais dá a sensação de cansaço. A série é muito fluída também no sentido de continuidade com os filmes clássicos, fazendo muitas reverências e menções bem bacanas. O problema da temporada é que em dados momentos a série opta por dar mais atenção no teor do humor do que no peso das consequências dos fatos,como por exemplo, as mortes de personagens de real importância. O primeiro episódio, dirigido por Sam Raimi, é o que se sai melhor nesse quesito pois o diretor balanceia muito bem o humor e as consequências dos fatos, e é possivelmente o melhor episódio. Outro problema é podridão de alguns efeitos em CGI, mas em compensação há outros efeitos práticos e de Cgi que são muito bons também. No geral a temporada traz toda uma nostalgia, episodios excelentes,personagens excelentes e erros pequeníssimos no decorrer da temporada,mas nada que realmente atrapalhe, muito pelo contrário, Ash vs. Evil Dead junto com cobra kai é uma das melhores surpresas em matéria de série que vi recentemente , e já boto na minha lista de séries favoritas.
Rafael F
Rafael F

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Crítica da série
4,5
Enviada em 15 de maio de 2019
muiiitooo bom, dei muita risada com o ash!huahuahu
Vale muito apena assistir todas as temporadas só a terceira q achei q ficou mais parada mas ta ótima tbm,terminei faz pouco tempo e agora vou pegar os filmes para fazer maratona.
Malu Prezotti
Malu Prezotti

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Crítica da série
4,5
Enviada em 26 de janeiro de 2023
Trinta anos depois de suas caças a monstros e demônios, Ash está de volta evitando qualquer tipo de responsabilidades. Contudo, uma praga chega para ameaçar a humanidade e Ash é forçado a voltar a enfrentar seus demônios.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

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Crítica da série
4,0
Enviada em 19 de março de 2016
Ação. Sangue. Demônios. Continuação. Violência. Amizade. Desespero. Medo. Comédia. Nostalgia. Exorcismo. Legal.
Ricardo M.
Ricardo M.

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Crítica da 2 temporada
4,5
Enviada em 3 de janeiro de 2017
Ashy Slashy...

Dando continuidade aos eventos finais da temporada anterior, Ash vs Evil Dead está ainda mais gore e bem humorada do que nunca. Ash (Bruce Campbell), Pablo (Ray Santiago) e Kelly (Dana DeLorenzo) retornam como o trio de caçadores de deadites que, após serem frustrados com o fracasso acordado entre eles e Ruby (Lucy Lawless), saem das férias em Jacksonville para enfrentar o derradeiro vilão Baal.

O palco da brincadeira é Elk Grove, lar do protagonista, que inclusive traz personagens de outrora e acrescenta vários outros da infância de Ash. Pra quem gostou da temporada anterior, esta aposta ainda mais pesado no humor, nem sempre gore, mas hilário graças ao perfeito timing de Bruce Campbell. O cara consegue fazer rir até nas situações mais inóspitas possíveis, chegando a passar perfume e se pentear segundos antes de partir para a caça a demônios. Seu deboche com tudo que o rodeia ainda consegue motivar as mais diversificadas piadas envolvendo a própria franquia de filmes em que se baseia, sobra até sátira a 50 Tons de Cinza.

Nitidamente com orçamento mais alto, a série aposta em mais violência, com muito, mas muito sangue que chega a ser constrangedor ver como o líquido vermelho transborda quando uma cabeça é cortada com a motosserra de Ash, mas isso faz parte do espetáculo. A criatividade das situações também está mais em alta, com direito a um claustrofóbico episódio que se passa no manicômio local. Sem contar as dezenas de mortes variadas e sem qualquer escrúpulo com importância a quem acaba de falecer, mas também faz parte do show.

Culminando com um glorioso retorno a famigerada cabana onde tudo começou, gerando inclusive um rápido e divertido combate com motosserras, ASH VS EVIL DEAD - SEASON 2 acerta em cheio com seu humor ácido e muitas vezes escrachado. Respeita suas origens ao abusar de elementos do passado e ainda adiciona mais novidade, deixando a mitologia de Evil Dead ainda mais interessante.

... e que venha o final de 2017 trazendo consigo a terceira temporada.
Ricardo M.
Ricardo M.

13.443 seguidores 697 críticas Seguir usuário

Crítica da 1 temporada
4,5
Enviada em 8 de agosto de 2016
Trash Revival.

Com o perdão do trocadilho, mas reviver a franquia Evil Dead nunca foi uma tarefa simples de ser executada, até porque seu histórico é composto por três produções sequenciais, uma peça teatral, um spin-off, um remake moderno e outro filme com um "quê" de pseudo-continuação. Mas o criador Sam Raimi resolveu não somente trazer a tona um ícone do cinema gore, mas desenvolvê-lo em formato de série.

Bancado pelo canal americano Starz, a série tem produção executiva de Raimi, além de participação no roteiro e no comando do episódio piloto, talvez por isso o conceito reside inabalado no seriado. O protagonista é Ashley 'Ash' J. Williams (Bruce Campbell), cuja vida tem sido pacata mesmo após os eventos desencadeados a 30 anos com a descoberta da cabana e o famigerado Necronomicon. Após uma noitada servida com muita maconha, Ash comete a loucura de reabrir o livro dos mortos com a suposta desculpa de ler um poema para sua garota, entretanto, o recital serviu para chamar alguns seres muito mal intencionados.

Ciente do tamanho da bagunça que ele causou, Ash sai em busca de informações sobre como encerrar as ações do bendito livro, o que dará espaço para a chegada de novos personagens e muitas informações que não foram detalhadas nos filmes. Os dois primeiros personagens a surgirem são Pablo Simon Bolivar (Ray Santiago), um colega de trabalho do protagonista; e Kelly Maxwell (Dana DeLorenzo), interesse romântico do Pablo. As coincidências que aproximam o grupo já deixa bem claro o humor trash que teremos ao longo dos 10 episódios, pois litros de sangue e muitas situações bizarras surgem já no primeiro episódio.

Uma interessante decisão dos produtores, visando abrir caminho para a série, está no fato de justificar sua existência, descrevendo como os eventos inciais surgiram usando flashs dos filmes originais, isso coloca a produção em um nível ainda mais assertivo, uma vez que agrega conteúdo para os novatos e agrada os mais nostálgicos. Além desse exemplo, os roteiristas também desenvolvem um contexto, não muito complexo, sobre a criação do Necronomicon, o que deixa o universo da franquia ainda mais rico e divertido, pois pondera razoavelmente sobre seus elementos clássicos.

Temos também o retorno de dois elementos que tornaram Ash tão icônico: a motoserra e a espingarda cano duplo carinhosamente chamada de boomstick. Tais armas se juntam a mão mecânica criada para facilitar a vida de Ash, este último exclusivo da série. Em suma, essas serão as ferramentas usadas pelo protagonista para limpar a terra dos malvados Deadites, os vilões vindos do inferno na mitologia de Evil Dead... e por falar em protagonista, não é possível pensar na franquia sem citar Bruce Campbell que é a imagem irresoluta do canastrão. Na série ele está mais brincalhão e ácido, reflexo notável do tempo que se passou desde a primeira experiência na cabana em que perde alguém importante. O cara faz piadas, caretas, olhares e tudo o mais que causam risos sem qualquer esforço do ator; há diversas situações em que ele satiriza a própria série e seus personagens, brincando com a aparência deles e o que poderia tê-los deixado de tal forma, sua naturalidade é impagável.

Claro que Evil Dead só pode ser assim chamada caso tenha o terror e o trash em grande escala e nos dez episódios isso não falta. Cabeças cortadas ou explodindo, desmembramentos, estocadas com armas brancas ou pedaços de madeira, corpos explodindo ou sendo alvejados por objetos arremessados e tudo o que a criatividade dos produtores permitiu; tem até um casal fumando um baseado no cano de uma espingarda carregada, antológico. Há inclusive uma passagem que faz homenagem ao clássico original.

Humor de primeira, terror na medida e gore ao extremo são os ingredientes que servem de preparo para esta ótima primeira temporada de ASH VS. EVIL DEAD. Possui uma narrativa pitoresca como se espera, mas pontuada com uma linearidade criativa que usa e abusa de bons recursos de fotografia e edição, até mesmo os efeitos especiais são nitidamente bem feitos em alguns momentos e em outros bem cafona para jamais destoar da diversão a que se propõe.