Ash vs Evil Dead
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4,3
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Adriano Silva
Adriano Silva

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Crítica da 2 temporada
3,5
Enviada em 25 de maio de 2023
Ash vs Evil Dead (2ª Temporada)

A segunda temporada de "Ash vs Evil Dead" mantém exatamente o mesmo ritmo da primeira, mantém a mesma essência de todo o universo "Evil Dead" e consegue novamente navegar naquela proposta de comédia trash de terror. Dessa vez temos uma intensificação no cômico, naquele humor mórbido, no trash e principalmente no gore.

É interessante que a série nunca abandona a sua origem, justamente por sempre abusar e intensificar a violência explícita, a sanguinolência extrema e sempre mergulhar no Terrir. Porém, aqui temos um ponto bem curioso, que é o fato do nosso Ash estar de volta a Jacksonville e junto com esse retorno retornar todas as suas lembranças do passado; como o fato da aparição do seu pai (Brock Williams, que é interpretado por Lee Majors), que diga-se de passagem, foi uma surpresa. Além, é claro, entre várias surpresas e várias descobertas sobre o Ash que vamos acompanhando com o passar dos episódios.

Bruce Campbell novamente é a alma da série e de todo o universo "Evil Dead". Temos aqui um Ash cada vez mais velho, onde seu timing cômico e suas tiradas cômicas estão cada vez mais afiadas. Podemos notar aquele Ash tiozão com um senso de humor apuradíssimo, sendo aquele velho canastrão de sempre, onde ele nos proporciona cenas completamente impagáveis (Como na cena do morto no necrotério). Por outro lado a série nunca abandona aquelas famosas cutucadas no politicamente correto, onde temos o próprio Ash se trajando daquele humor politicamente incorreto, e é incrível como isso funciona aqui, mesmo que sendo encarado de forma mais branda, mais suave, que é justamente o intuito dessa alocação mais humorística da série (como já havia sido nos filmes).

A série continua acertando com perfeição no dinamismo, na fluidez, com um ritmo bastante envolvente, onde a diversão e o entretenimento é 100% garantido. E muito dessa diversão se passa justamente pela fator nostálgico, que é toda essência oitentista que a série continua nos proporcionando ao longo das histórias de cada episódio. Por falar em episódios, a temporada continua com a mesma dinâmica de episódios curtos, indo direto ao ponto (por mais que alguns até pareçam como uma encheção de linguiça), com aquele mesmo formato de episódios que não ultrapassam a meia hora, onde eu particularmente considero como um acerto. O saudosismo também pesa quando passamos a falar sobre as qualidades técnicas da temporada, que vão desde a maravilhosa e empolgante trilha sonora, até os cenários mais clássicos do universo "Evil Dead", que é justamente a icônica cabana na floresta.

O roteiro dessa segunda temporada segue entre acertos e erros!
Considero um acerto a história dessa temporada nos revelar mais informações sobre aquele passado oculto e sombrio do Ash, como o fato daquela lenda que se criou em sua cidade natal com o famoso "Ashy Slashy". Isso traz mais corpo para a história que está sendo contada, gera um engajamento maior. O mesmo vale para a introdução do principal vilão da temporada, que já difere da primeira temporada justamente por não manter a figura de antagonista (vilanesca) somente sobre a Ruby (Lucy Lawless). O vilão da vez é o temível (ou talvez não) Baal (Joel Tobeck). Que é uma criatura que se veste de peles humanas, que por sinal todo o efeito que utilizaram nas troca de peles foi fantástico.

Outro ponto muito interessante da temporada é toda referência que se mantém sobre a mitologia do universo "Evil Dead".
Ao longo da temporada temos algumas menções e referências sobre a trilogia original, como no caso da própria cabana e o "Necronomicon", mas ainda vai além, com algumas citações ao "Evil Dead 3", e a aparição daquele demônio de pescoço longo, que faz uma referência direta ao "Evil Dead 2" (se bem me lembro). Não posso esquecer de citar aquela cena no nono episódio, onde temos o clássico ataque dos galhos da árvore na Ruby e na Kelly (Dana DeLorenzo). Os 10 episódios se dividem entre referências, menções e homenagens à toda franquia, e aos famosos episódios de preenchimento da história, que nada mais é do que os famosos "encheção de linguiça".

Eu entendo toda referência e toda representação do universo "Evil Dead" que a segunda temporada traz pra série, inclusive até me surpreendendo no quesito viagem no tempo, onde confesso que não era uma coisa que eu estava esperando na série. E digo que funcionou direitinho como uma inovação da temporada, já que na trilogia original temos abordagens sobre este contexto, e aqui eu fui surpreendido por aquele inusitado encontro entre a Ruby atual e a Ruby dos anos 80, assim como aquele "resgate dos mortos" do Pablo (Ray Santiago). Mas devo reiterar exatamente no quesito inovação na série, que sinceramente eu não vejo muitos caminhos disponíveis para ser explorado fora desse contexto de cabana na floresta. Pois é legal, é nostálgico, é clássico, mas a impressão que dá é de que a história não avança e anda em círculos terminado sempre no mesmo lugar, que é justamente na cabana.

O elenco de apoio continua extremamente cativante!
Ray Santiago e Dana DeLorenzo continuam ótimos, formidáveis, com uma bela química entre eles e principalmente com o Bruce Campbell.
Lucy Lawless tem uma participação maior na temporada, conseguindo transcender aquela figura de vilã fajuta que ela carrega desde a primeira temporada.
Michelle Hurd foi uma boa integração na temporada com sua personagem Linda.
Lee Majors está perfeito sendo a figura do pai do Ash, onde o próprio traz um senso humorístico na medida certa e sendo bem pontual.
Joel Tobeck está mediano como o vilão da temporada, pois achei um apresentação muito caricata e muito canastrona. Mas ok, até que funcionou na medida do possível.

O episódio dez fecha com aquela aparição da Ruby anos 80 no fundo da festa do Ash. Ou seja, o famoso gancho para a terceira temporada. O mesmo vale para a cena pós-crédito (sim, temos uma), onde mostra uma garota achando o "Necronomicon" jogado na floresta.

Por fim, a segunda temporada de "Ash vs Evil Dead" continua boa, e muito por manter grande parte dos elementos da primeira e ainda intensificar alguns. Também continua funcionando perfeitamente em seu objetivo de divertir e entreter. Porém, aqui eu já vejo um pequeno sinal de desgaste, que poderá se intensificar ainda mais na terceira temporada, que por sinal estou bastante curioso pra conferir para poder entender melhor os reais motivos do cancelamento da série. [23/05/2023]
Vitor Araujo
Vitor Araujo

3.872 seguidores 618 críticas Seguir usuário

Crítica da 3 temporada
3,5
Enviada em 20 de setembro de 2020
Temporada grandiosa. Os Deadites voltam com tudo como sempre. Engraçada, nojenta, visceral e muita ação. A descoberta de uma filha muda tudo para Ash Williams e a batalha final contra o Mal. Bem legal, porém cancelada.
WhatBizzare
WhatBizzare

1 crítica Seguir usuário

Crítica da série
3,5
Enviada em 4 de abril de 2024
Título: A Morte Alucinante

Eu Assisti "Ash Vs Evil Dead". Uma série que homenageia o legado da minha trilogia preferida: Uma Noite Alucinante. A série explora muito mais a ação do que o Terror originário do Primeiro filme, não sendo necessariamente um problema, a série escolhe em desenvolver o personagem mais icônica de Sam Raimi, Ash Williams, Ash Williams entra em conflitos internos e externos muito mais aprofundados, problemas internos envolvendo a sua mente, como todos consideram ele um louco, há momentos como o episódio "Delusion" sendo o melhor capítulo de toda série, elaborando a fraqueza de Ash Williams, sua fraqueza são seus traumas de guerra, e com essa fraqueza faz ele ser super protetor. Os novos personagens foram ótimas adições, como Pablo e Kelly, Ruby, agregam muito a história e são personagens bastante interessantes e bem desenvolvidos, até mesmo a filha de Ash Williams, tendo participação curta, mesmo assim é carismática imitando o jeito de seu Pai. O primeiro episódio é incrível "El Jefe", com a direção de Sam Raimi arrasando, e trás até uma expectativa falsa da série, Sam Raimi introduz suspense e até mesmo terror em sua direção ao primeiro episódio, mas isso não rola em toda a série, a direção em certos capítulos são incríveis, como em "DUI" que a closes lindos, e que de mostra identidade. O Worldbuilding desenvolvido é muito bem feito, mas sinto que nessa série não utilizam todo o potencial de Ash, e chega a ser inconsistente, na temporada anterior o Ash vence um Demônio poderoso que se Teletransporta, mas na próxima temporada ele sente dificuldade ao ganhar de uma velha podre. O final não atendeu as minhas expectativas, me incomoda de Ash não voltar com a sua mão de motosserra, o final Aberto é genial, fazendo referência ao Evil Dead 4 aonde Sam Raimi não conseguiu realizar. Ash Williams não está no seu real potencial, sem o Terror/Thiller me incomoda, a ação é sensacional, mas a presença do "Mal está vindo" em meio a ação não funciona, o Mal funciona ao meio do terror, e não a ação que acompanha a série, me incomoda também as frases de efeito, um personagem ao calibre de ASH WILLIAMS tendo 30 episódio a série só ter uma frase realmente icônica, que é no episódio 1 me sentir triste,  a série tem um imenso potencial, mas ela se perde um pouco querendo se focar na ação.

"Ei vovó, espero que você tenha tomado suas vitaminas hoje, porque vamos dançar!"

Nota: 7,5
Birovisky
Birovisky

228 seguidores 196 críticas Seguir usuário

Crítica da série
3,5
Enviada em 26 de agosto de 2016
O que falar de um quarentão maneta, andando por aí com uma motosserra acoplada no lugar da mão exterminando “demonhos”, que curte um Hard Rock do mais alto quilate, munido da melhor espécie de Skunk do mercado e só pegando as minas mais tops (com pelo menos idade para serem suas filhas) com as típicas cantadas de pedreiro? Este cara atualmente provavelmente já teria sido assassinado por alguma feminazi sedenta por sangue hétero. Mas em Ash vs Evil Dead, sabemos quem é que manda! Confira a reZenha crítica de Ash vs Evil Dead.