Better Call Saul
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Ricardo L.
Ricardo L.

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Crítica da 2 temporada
4,0
Enviada em 18 de abril de 2019
Muito boa! 2° Temporada que segue a mesma pegada da 1° com atuações ótimas, novamente Bob toma conta da série com uma atuação monstra. Roteiro é muito bom, a trilha sonora é eficiente e temos diálogos. ressalvas para direção de arte, acho que na próxima temporada poderíamos ter uma região diferente das duas passadas, assim englobando novas possibilidades da história ganhar energia. já na expectativa pela 3° Temporada.
Ricardo L.
Ricardo L.

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Crítica da 1 temporada
4,0
Enviada em 6 de abril de 2019
Uma boa temporada com uma atuação monstra de Bob Odenkirk aqui indicado ao globo de ouro! série homônima da super conceituada Breaking Bad trás Bob alguns anos antes, mostrando sua vida de advogado passando por altos e baixos, com ótimos diálogos e cenas ilarias, o lado cômico é muito forte e talvez isso pode ser um ponto negativo em alguns momentos, mas nada que atrapalhe o bom andamento da série. vale a pena continuar a próxima temporada.
Ricardo L.
Ricardo L.

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Crítica da 3 temporada
4,0
Enviada em 3 de maio de 2019
3° temporada de ótima qualidade! Segue a mesma trama com bons diálogos e uma bela fotografia. as atuações ainda são uma grande marca da série. já na expectativa para 4° Temporada.
Ricardo L.
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Crítica da 4 temporada
4,0
Enviada em 22 de maio de 2019
4° Temporada que segue igual as antecessora, mas aqui perde um pouco em entretenimento e ganha em atuações e capricho na parte técnica. Bob mais uma vez dar um show. Grande série
Ricardo L.
Ricardo L.

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Crítica da 5 temporada
5,0
Enviada em 18 de junho de 2020
Com certeza a melhor temporada até então! Se iguala a Breaking Bad ? sim!! com certeza. Temos aqui um roteiro todo inteiro, sem pedaços ou erros, tudo funciona! Os diálogos, parte técnica espetacular e uma trilha sonora muito show ou seja uma temporada marcante.
Ricardo L.
Ricardo L.

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Crítica da 6 temporada
5,0
Enviada em 12 de janeiro de 2024
Fecha com chave de ouro uma das melhores séries da história! Tudo é bom, das atuações ao cenário nos leva ao que há de melhor em uma história. Top
cinetenisverde
cinetenisverde

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Crítica da 4 temporada
4,5
Enviada em 8 de agosto de 2018
O primeiro episódio da quarta temporada de Better Call Saul é uma aula de como tornar todos os personagens relevantes, ao mesmo tempo que ele usa nosso interesse em saber mais do universo de Breaking Bad (ele é um spin off dessa série) e também inicia uma nova mini-jornada para todos eles. Como não adorar essa série?

Boa parte desse feito se deve, claro, aos atores, que já conquistaram um merecido espaço em suas personas fictícias e que têm a chance de expandi-las. E a série se preocupa em nunca trair o que esses personagens já são na série anterior. Ninguém realmente muda nesse universo. Exceto um certo pacato professor de química de Albuquerque.
cinetenisverde
cinetenisverde

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Crítica da 1 temporada
5,0
Enviada em 17 de janeiro de 2017
A primeira temporada de Better Call Saul, spin-off do personagem Saul Goodman da série Breaking Bad, realiza um arco tão lendário quando o Walter White da série original. Esse arco é mais simples, previsível em sua própria estrutura, mas simplório jamais. Oscilando entre o cômico e o dramático, ganha mais o espectador que encara tudo aquilo como um drama tão intenso que consegue soar às vezes caricato, mas no final acaba se transformando em um tema digno de reflexão: como pode um sujeito ser esmagado de tantas formas diferentes e, ainda assim, continuar resistindo?
cinetenisverde
cinetenisverde

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Crítica da 2 temporada
5,0
Enviada em 17 de janeiro de 2017
A segunda temporada de Better Call Saul consegue repetir a façanha da primeira, em apresentar personagens fascinante com praticamente só imagens; aqui, porém, Saul tem que dividir as atenções com duas figuras cada vez mais presentes: o bom e velho Mike Ehrmantraut (Jonathan Banks) e a madura e persistente Kim Wexler (Rhea Seehorn). Ambos são caracteres que passa a valer a pena acompanhar e torcer junto, pois eles são, de uma maneira torta, lados da mesma moeda: a consistência e o caráter.
cinetenisverde
cinetenisverde

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Crítica da 3 temporada
4,0
Enviada em 3 de julho de 2017
O espírito de Better Call Saul é o mesmo de Breaking Bad. A moral de seus personagens frequentemente oscila entre o aceitável e o criminoso. Porém, enquanto em Breaking Bad as ações de Walter White paulatinamente caminhariam em direção a atos que, sem sombra de dúvida, o deveria colocar por detrás das grades, este spin-off com o advogado da série original como protagonista nunca chega nesse nível, preferindo trabalhar a ambiguidade e a forma torta da justiça na vida real, onde às vezes – ou quase sempre? – as decisões dependem mais da narrativa e menos dos fatos.
apenasumr
apenasumr

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Crítica da série
3,5
Enviada em 8 de abril de 2015
Eu poderia mostrar tantas maneiras de falar como foi esses dois primeiros episodios,excepcional,Fantástico,Inigualável estes dois episodios me fez voltas a amar breaking bad,As pessoas falam que the walking dead ou supernatural são melhores que braking bad,Mas não,the walking dead teve vários episodios,Temporadas fracas,Supernatural também mas breaking bad não,Eu nunca vi um episodio ruim de breaking bad,E better call saul é tão boa quanto eu espero de verdade que a série continue assim,Mas não tem com oque se preocupar esta em boas mãos
Vitor Araujo
Vitor Araujo

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Crítica da série
3,5
Enviada em 28 de janeiro de 2018
Advogado. Origens. James. Envolvente. Tentativas. Traficantes. Sabonete. Divertido. Esperteza. Breaking Bad.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

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Crítica da 5 temporada
3,5
Enviada em 22 de junho de 2020
A jornada para Breaking Bad de Saul Goodman continua. Sua influência aumenta, assim como sua popularidade. Kim Wexler com seus dilemas de Mesa Verde, o cartel com suas complicações entre Gus e os Salamanca. Temporada decisiva para o início de Saul Goodman como conhecemos. Bem reflexiva, bem introspectiva. Me deixou ansioso nas partes finais. Aguardo o desfecho. Bem legal.
Adriano Silva
Adriano Silva

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Crítica da 2 temporada
4,5
Enviada em 7 de setembro de 2024
 ⚠ TEM SPOILERS ⚠ 

Better Call Saul (2ª Temporada) 2016

A segunda temporada de "Better Call Saul" estreou em 15 de fevereiro de 2016 e concluiu em 18 de abril de 2016. A temporada continuou sendo exibida com os dez episódios e continuou sendo transmitida nas noites de segunda-feira nos Estados Unidos pela AMC.

A segunda temporada se passa principalmente em 2002, como havia acontecido na temporada anterior. O grande Bob Odenkirk retorna com seu incrível Jimmy McGill, onde ele constrói uma rixa ainda maior com seu irmão Chuck (Michael McKean). Também temos o retorno de Kim Wexler (Rhea Seehorn), a advogada da Hamlin, Hamlin & McGill (HHM) que é amante (ou namorada, é difícil entender esta relação) de Jimmy e ex-colega de trabalho da sala de correspondência. Durante a temporada Kim deixa a prática da advocacia na HHM para começar um escritório solo que ela divide com Jimmy. Jonathan Banks também está de volta com seu colossal Mike Ehrmantraut; dessa vez ele se envolve em um conflito com o cartel de drogas mexicano após uma confusão com o emblemático Tuco Salamanca (Raymond Cruz), que foi planejada por Nacho Varga (Michael Mando ). Isso resulta em Mike colidindo e se tornando o principal alvo do icônico tio Salamanca, o tio do Tuco, Hector (o inesquecível Mark Margolis).
Durante a temporada Jimmy começa a trabalhar na D&M, mas desiste depois de ser repreendido pelos métodos de divulgação de seus clientes. Kim é rebaixada por causa das ações de Jimmy. Para recuperar seu status, ela garante o Mesa Verde Bank como cliente da HHM, mas Howard (Patrick Fabian) nega seu crédito.

Esta segunda temporada de "Better Call Saul" me chamou muito mais a atenção em relação a primeira, isso se deu pelo fato de eu começar a observar uma certa mudança de estrutura e contexto dentro da série. Eu quero dizer que esta temporada começa a se assemelhar muito mais com a série "Breaking Bad" (2008), já que é nessa temporada que o cartel mexicano entra com força na série e protagoniza grande parte dos eventos com os Salamancas no encalço do Mike. Eu acredito que esta foi uma decisão proposital da produção da série, começar com a primeira temporada fugindo um pouco de "Breaking Bad" e da segunda em diante se aproximar cada vez mais. Tanto que é nessa temporada que começamos a ter os retornos de personalidades importantes da série principal, o que obviamente vai ocasionar em uma espécie de universo compartilhado entre as duas séries. E já adianto que eu achei esta decisão fenomenal!

Novamente esta temporada já se inicia com outra cena futura em preto e branco, com o Saul Goodman na sua fábrica de rocamboles, onde ele fica preso no local de descarte de lixos e deixa uma curiosa mensagem na parede: "SG esteve aqui". De volta ao dia atual da segunda temporada, Jimmy por sua vez recusa trabalhar em uma empresa que poderia alavancar a sua carreira na advocacia e te dar muito dinheiro, para ficar aplicando pequenos golpes ao lado da Kim. Mike continua com seu plano de levantar cada vez mais dinheiro para deixar para sua neta em sua aposentadoria, onde ele aceita um trabalho muito suspeito de ser um guarda-costas em um esquema de compra de drogas diretamente do cartel mexicano. Dentro desse contexto Jimmy entra na jogada com sua figura de advogado para tentar amenizar toda a situação.

O interessante dessa temporada é justamente a parte onde o Nacho pede uma espécie de ajuda ao Mike para eliminar o Tuco da jogada do cartel de drogas, onde inicialmente o Mike recusa a proposta mas pela grana ele topa o trabalho. Porém com uma condição; que ao invés do Mike matar o Tuco ele faz com que ele vá preso pelo porte ilegal de arma. É justamente nesse quinto episódio que entra em cena o inigualável Hector Salamanca. Eu achei sensacional poder ver o Tio Salamanca atuando antes de ficar vegetando em uma cadeira de rodas em "Breaking Bad". Aqui podemos observar todo o seu poder e respeito adquirido dentro do cartel, que logo ele põe em prática ao enfrentar o Mike em uma improvável negociação da arma apreendida pela polícia para limpar a barra do Tuco.

A negociação entre o tio e o Mike não funciona, pois o Mike recusa a proposta, e logo ele passa a ser emboscado em sua casa pelos enviados do tio, onde logo ele envia ninguém mais ninguém menos que os gêmeos Salamanca para ameaçar o Mike. Esses gêmeos são fenomenais, que para quem assistiu "Breaking Bad" vai entender do que estou falando. A trama da temporada envolta do Mike cresce absurdamente quando ele planeja matar o Hector Salamanca por ter ameaçado a sua neta, é aí que o Mike passa a perseguir os passos do Hector e fazer emboscadas para chamar a sua atenção. O Mike até tenta uma emboscada no deserto para matar o Hector com uma sniper, mas acaba não dando certo.

Voltando para a trama principal da série, Jimmy é demitido da empresa de advocacia onde ele é convencido pela Kim, que também estava em baixa profissionalmente, a montarem juntos um próprio escritório de advocacia. Mas ela deixa bem claro que eles iriam apenas trabalharem juntos e não seriam sócios. Dentro de todo esse contexto temos uma cena inicial no sétimo episódio bem interessante na formação de caráter do Jimmy; que é a cena onde nos mostra o Jimmy criança na mercado do pai enfrentando uma situação curiosa com um sujeito que adentrou o estabelecimento unicamente com a intenção de aplicar um golpe no pai do Jimmy. Nessa cena este sujeito fala para o Jimmy a frase de como ser um lobo ou um ovelha, e ali já vimos o charlatão que o Jimmy viria a se tornar ainda criança.

A partir desse momento a série muda a chave na temporada e nos mostra o embate entre o Chuck com o Jimmy. Chuck decide sair em busca de atrapalhar os planos do novo escritório de advocacia do Jimmy e da Kim, e nessa busca ele acaba entrando em contato com várias eletricidades todas ao mesmo tempo, o que logo ocasiona em um grave ataque (Chuck sofre de uma espécie de hipersensitividade eletromagnética, uma alergia a eletricidade). O fim da temporada no décimo episódio ocorre justamente quando o Jimmy vai até a casa do irmão preocupado com a crise que ele teve por sua causa, chegando lá o Jimmy observa que o irmão ficou cada vez mais obcecado em se proteger da eletricidade, colocando papel alumínio em praticamente toda a casa. O Jimmy por sua vez tem um peso na consciência por tudo que ele causou ao irmão, e acaba confessando para o Chuck que foi realmente ele quem alterou os endereços dos formulários, só que o Jimmy não contava que o Chuck também era muito esperto e estava gravando escondido toda a confissão do Jimmy. E por fim a segunda temporada de "Better Call Saul" se encerra.

Sobre o elenco da série:
Bob Odenkirk continua fantástico no personagem, é impressionante como o personagem lhe caiu como uma luva. O interessante do seu personagem nessa temporada é justamente todos os seus arcos pessoais que lhe ocorre constantemente. Em várias oportunidades o Jimmy acaba entrando em uma crise emocional, tanto pelo seu relacionamento conturbado com o irmão, quanto pelo seu relacionamento com a Kim, e tudo acaba lhe afetando profissionalmente. Mais um excelente trabalho de Bob Odenkirk.

A Rhea Seehorn cresce notavelmente nessa temporada, ela passa a ser cada vez mais importante e relevante para todo o núcleo do contexto com o Jimmy. É muito interessante observar que ela ganha mais tempo de tela e mais espaço para construir o arco da sua personagem.
Michael McKean também tem um certo crescimento na série, ele passa a ser cada vez mais influente na série, tanto diretamente quanto indiretamente. Ele faz aquele típico personagem que nos dá raiva quase que o tempo todo. Ele me remete a incrível Skyler White (Anna Gunn).
Patrick Fabian tem uma participação mais modesta nessa temporada, mas ele não deixa de ser importante.
Michael Mando é outro que manda muito bem na temporada, seu personagem tem muito mais relevância e ele atua muito bem.
Raymond Cruz é soberbo no personagem, é incrível como o Tuco é uma criação perfeita destinada para ele.
Já o saudoso Mark Margolis dispensa comentários. Chega ser emocionante ver ele atuar na pele do lendário Hector Salamanca. Mark que infelizmente nos deixou no dia 03 de agosto do ano passado.

Agora precisamos falar do inigualável Jonathan Banks:
Quando eu decidi começar a assistir a série "Better Call Saul", eu sabia da presença do grande Mike Ehrmantraut, mas eu não imaginava que ele tomaria a proporção que ele vem tomando dentro da série. Nessa segunda temporada eu afirmo tranquilamente que o Mike é de longe o melhor personagem, o mais bem desenvolvido, o que mais impressiona, o que mais se destaca, o que definitivamente rouba a cena. Temos aqui uma espécie de background do velho Mike, onde ele sempre age com inteligência, frieza, sendo letal, imponente, enfrentando o cartel mexicano e principalmente o Hector Salamanca. O Bob Odenkirk é o protagonista da série e tem um ótimo contexto dentro dela, mas não posso deixar de destacar o absurdo que é a trama secundária do Jonathan Banks, que na minha opinião soa muito mais atrativa e prazerosa de se acompanhar.

Novamente a temporada se destaca em suas qualidades técnicas e artística. Assim como na temporada anterior, aqui temos um alto nível técnico no quesito de direção de arte, fotografia, trilha sonora, montagem, edição, figurinos, e principalmente na direção de cada episódio. Tecnicamente falando, não tem como "Better Call Saul" dar errado, pois a qualidade é a mesma encontrada em "Breaking Bad".

A segunda temporada de "Better Call Saul" recebeu elogios da crítica, com elogios às suas atuações e cinematografia, e seis indicações ao 68º Primetime Emmy Awards naquele ano, incluindo Melhor Série Dramática.

No Rotten Tomatoes, a segunda temporada tem uma pontuação de 97%, com base em 182 avaliações, com uma classificação média de 8,7/10. Já no Metacritic, a segunda temporada tem uma pontuação de 85 de 100, com base em 18 críticos.

Encerro afirmando que a segunda temporada de "Better Call Saul" sobe ainda mais no meu conceito crítico, e muito por alavancar um destaque maior em personagens fundamentais para o desenrolar de toda a história, que foi uma decisão acertadíssima por parte da produção. Esta segunda temporada está um passo a frente da primeira, por construir uma trama muito bem calçada, melhor trabalhada, melhor desenvolvida, acertando em pontos cruciais, que nos permite entrar em um novo mundo de complexidade ao aprofundar em temas da série principal - "Breaking Bad".

- 07/09/2024
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 478 críticas Seguir usuário

Crítica da 4 temporada
4,0
Enviada em 16 de fevereiro de 2025
 ⚠ TEM SPOILERS ⚠ 

Better Call Saul (4ª Temporada) 2018

A quarta temporada de "Better Call Saul" estreou em 6 de agosto de 2018 e concluiu em 8 de outubro de 2018. A temporada continua no padrão dos dez episódios e foi transmitida pela AMC.

A quarta temporada de "Better Call Saul" ocorre principalmente no ano de 2003, assim como a anterior, porém os últimos quatro episódios ocorrem já no ano de 2004 após um salto no tempo no sétimo episódio. Esta temporada consiste especificamente no fato do Jimmy McGill (Bob Odenkirk) e da Kim Wexler (Rhea Seehorn) estarem lutando pela morte do Chuck McGill (Michael McKean). Howard Hamlin (Patrick Fabian) sofre com uma depressão por acreditar ser ele o responsável pela morte do Chuck, o que acaba por acarretar em seu desligamento do trabalho. Mike Ehrmantraut (Jonathan Banks) começa as inspeções de segurança em Madrigal, desconsiderando o fato de que seu contrato de consultoria deveria ser apenas uma transação de papel. Nacho Varga (Michael Mando) se torna um espião para Gus Fring (Giancarlo Esposito) dentro da organização Salamanca, logo após o próprio Gus desconfiar da sua armação que resultou no derrame do Hector Salamanca (Mark Margolis) na temporada anterior. Gus contrata um engenheiro e uma equipe de construção para começar a construção do "superlaboratório" de metanfetamina sob a lavanderia industrial (o que para nós fãs de "Breaking Bad" já sabemos da importância desse "superlaboratório").

A temporada já inicia em seu primeiro episódio com a já famigerada cena futura em preto e branco, onde temos o Saul no hospital após ter desmaiado em seu trabalho fruto de um ataque de estresse na terceira temporada. Nesse caso o Saul/Jimmy está paranoico com o receio do fato de descobrirem a sua verdadeira identidade de acordo com os eventos que acontecem em "Breaking Bad". Já no presente da temporada temos a chegada da notícia da morte do Chuck no Jimmy e na Kim, onde ambos vão juntos até o local do acidente fatal do Chuck, sua casa. Jimmy está com a sua carteira de advocacia suspensa por um ano e dessa forma ele passa a procurar empregos em outras áreas, mas não deixa de aplicar os seus golpes.

O Mike volta a trabalhar na portaria do estacionamento porém ele está ganhando o dinheiro da Madrigal quando ele passa a assumir o controle de segurança do local. Podemos observar que o Mike usa esse caso como uma espécie de lavagem de dinheiro pelas operações secretas que ele faz para o Gus. Todo aquele envolvimento do Jimmy com os esquemas das vendas frias dos celulares acaba gerando cenas mais fortes quando ele vai cobrar aquela gangue que o roubou. O interessante dessa cena é que a partir daí o Jimmy já começa a usar o pseudônimo de Saul Goodman.

O núcleo que envolve o Gus e o Nacho está cada vez mais interessante nessa temporada, pois após o Gus sacar do seu envolvimento no acontecimento do Hector Salamanca ele mata o parceiro do Nacho e o obriga a trabalhar secretamente para ele. Toda construção bolada pelo Gus para se livrar das exigências do Cartel mexicano acaba gerando uma operação arriscada para o Nacho, que acaba levando a pior e levando alguns tiros e se ferindo até gravemente. O fica ainda mais interessante nessa temporada é justamente este embate que acaba gerando entre o Lado do Gus contra o lado do Hector com o Nacho bem no meio do fogo cruzado. Justamente nesse ponto temos a entrada dos icônicos gêmeos Salamanca (Leonel Salamanca / Daniel Moncada e Marco Salamanca / Luis Moncada) em cena atacando e matando todos da gangue rival.

Outro personagem do universo de "Breaking Bad" que aparece na temporada é o Gale Boetticher (David Costabile), que está ao lado do Mike na busca do engenheiro para a construção do já citado "superlaboratório". Por outro lado temos um Nacho cuidando mais tranquilamente dos seus negócios, até que temos a entrada na série do Lalo Salamanca (Tony Dalton), que é um enviado do Cartel mexicano que chega para começar a administrar o negócio de drogas da família, já que o Hector se encontra naquelas condições. Já a Kim está novamente trabalhando em um caso da empresa Mesa Verde, que logo acaba entrando em conflito com a empresa pelos seus trabalhos fora dela. E novamente temos o casal Jimmy e Kim trabalhando e tramando novos golpes juntos. Todo envolvimento do Mike ao despistar o Lalo do seu encalço acaba gerando uma cena bem pesada na temporada; que é justamente a cena em que o Mike, por ordens do Gus, acaba executando o engenheiro. Esta de fato é uma cena que tem um certo nível de comoção pela parte do próprio Mike, pois este engenheiro de certa forma era um amigo que o Mike considerava dentro de todo o universo de "Breaking Bad", e ter que executá-lo ali a sangue frio foi muito difícil e pesado para o Mike, como observamos no desenrolar da cena.

A temporada tem um salto no tempo de um ano, quando temos a cena em que o Jimmy vai fazer a entrevista para tentar recuperar a sua licença para novamente exercer a advocacia, o que acaba não saindo como ele planejava e ele acaba não conseguindo a licença. Também temos todas as cenas da recuperação do Hector Salamanca após o seu ocorrido. Temos aquela cena onde o Hector começa a aprender a se comunicar com os toques do dedo no sininho de sua cadeira de rodas. É justamente dessa forma que conhecemos ele em "Breaking Bad", quando ele usa aquele sininho para tentar se comunicar, que por sinal são cenas com um alto grau de tensão. Para provar a sua inocência, ou parte dela, o Jimmy usa aquela carta do testamento que seu irmão Chuck deixou para ele para assim recuperar a sua licença de advocacia. Aliás, diga-se de passagem é uma cena fantástica o discurso emocionante que o Jimmy faz. Já por outro lado ficamos extremante surpresos quando a Kim aparece no local e descobrimos que todo aquele discurso não passava de uma encenação do Jimmy para conseguir na sua lábia o seu objetivo de retomar a advocacia. E pasmem, é exatamente nesse ponto que definitivamente nasceu o emblemático Saul Goodman que conhecemos em "Breaking Bad". E assim se encerra o décimo e último episódio da quarta temporada de "Better Call Saul".

Falar do elenco da série é sempre chover no molhado, pois definitivamente o núcleo principal é sempre impecável em seus respectivos personagens. Portanto eu nem preciso me alongar aqui pontuando a atuação de cada um. Já o elenco recorrente de apoio se destaca muito bem em cada personagem; como é o caso do saudoso Mark Margolis com o seu imensurável Hector Salamanca. Daniel Moncada e Luis Moncada, que fazem os gêmeos Salamanca, estão sempre formidáveis. O próprio David Costabile que foi muito bem em sua apresentação. E finalizando como Tony Dalton, que teve uma entrada explosiva e muito intrigante na série.

A parte técnica da temporada novamente é um show à parte, pois o nível técnico e artístico é um absurdo. A trilha sonora acompanha perfeitamente os acontecimentos de cada episódio. A fotografia é muito bem destacada, assim como a direção de arte, a montagem, edição, cenografia, tudo muito bem ajustado para proporcionar o verdadeiro espetáculo que presenciamos ao longo dos dez episódios.

A quarta temporada de "Better Call Saul" recebeu aclamação da crítica, principalmente por seu ritmo e desenvolvimento de personagens, e seis indicações ao 71º Primetime Emmy Awards, incluindo Melhor Série Dramática. No Metacritic, a temporada tem uma pontuação de 87 em 100 com base em 16 críticos. No Rotten Tomatoes, a temporada tem uma taxa de aprovação de 99% com uma pontuação média de 8,9 em 10 com base em 185 avaliações.

Por fim, esta quarta temporada de "Better Call Saul" serve como um verdadeiro divisor de águas dentro de toda a série, já que é justamente aqui que a série assumi o seu lado cada vez mais sombrio. Sem falar que esta é a temporada onde claramente podemos observar que a morte do Chuck serve principalmente como um catalisador para a transformação de Jimmy McGill no que conhecemos em "Breaking Bad"; aquele advogado trapaceiro, persuasivo, manipulador, maquiavélico e letal. Senhoras e senhores, este é o icônico Saul Goodman.

- 14/02/2025