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    Transparent
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    Tathianna Cinema
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    Crítica da série
    4,0
    Enviada em 9 de outubro de 2021
    Transparent

    Série, Amazon Prime

    EUA, 2014-2019

    A pauta trans é a premissa que impulsiona essa espetacular história, mas não é a única. Trata-se também, de uma série complicada e saborosa sobre desconstrução, no seu sentido mais amplo. Com direito a plot twists, reviravoltas e recordações do passado, comoventes, esclarecedoras e desconcertantes.
    Em Transparent as questões de gênero são abordadas com sinceridade e cuidado e as letrinhas da sigla LGBTQIA+ discutidas com maestria e inteligência.
    Traz informações didáticas preciosas, para quem não está tão familiarizado com esse universo.Todas tratadas com pertinência e perfeitamente integradas à trama.
    O patriarca da família judia, Mort Pfefferman, decide finalmente libertar-se das convenções e amarras sociais, que o privou, durante quase setenta anos, de ser quem ele realmente queria: Maura.
    A saída do armário, parece no princípio, ser bem aceita por todos da família. A exceção de Bryna, irmã de Maura, que explicita sua desaprovação; por algum tempo.
    Na verdade essa revelação é o gatilho para trazer à tona, segredos dos Pfefferman há muito guardados, mas não resolvidos nem esclarecidos. Por isso quando emergem trazem dores profundas e conflitos, porém, quase sempre, resolvidos com graça, choro, exagero, passionalidade e o onipresente, amor.
    Trata-se de uma família disfuncional, confusa, egocêntrica, atraente, controversa e traumatizada.
    É impossivel, no entanto, passar por eles incólume, sem se apaixonar.
    Os três filhos são mimados, imaturos, inconsequentes e deslimitados.
    A partir da revelação do pai, aproveitam para revisitar o passado, buscar respostas e descobrir quem realmente são e o que querem.
    A matriarca Shelly, um show à parte: histérica, vulnerável, excessiva, carente,
    monopolizadora, carismática e, também, querendo encontrar-se.
    O elenco coadjuvante, perfeitamente sintonizado com o pricipal, brilha.
    Maura, transita entre a família biológica e sua família escolhida, a trans: que a acolhe e ajuda nessa adequação complexa, doída e repleta de novos desafios e descobertas, nunca imaginadas nem sonhadas por nossa heroína.
    Maura precisa despir-se de seu antigo eu, não só fisicamente e esteticamente, mas, também do egoísmo, vaidade, pretensas verdades e machismo nunca detectados e observados, enquanto era Mort.
    É essa a parte mais difícil e desafiadora da sua transição.
    Conforme os capítulos avançam e o passado se descortina com mais clareza, os porquês dessa família ambígua são melhores compreedidos e fazem todo sentido para o espectador.
    A jornada existencial, sexual, espiritual e reflexiva de cada um deles, nos levanta interesse, compaixão, empatia, sororidade e solidariedade.
    Um desfecho corajoso, inusitado, afetivo e inesperado. E que não deixa dúvidas sobre as temporadas: adoráveis de maratonar, satisfatórias e merecidamente premiadas pela crítica especializada.
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