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Leo290385
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Crítica da 2 temporada
3,0
Enviada em 8 de setembro de 2018
Comecei a assistir a 2ª temporada cheio de expectativas depois da ótima 1ª temporada, mas não demorou muito p/que começasse a desconfiar que a impressão final não seria a mesma da anterior.
Logo de cara, surgem alguns pontos altos: A aparição da poderosa bruxa Condessa Marburg com a premissa de um grande confronto com Mary Sibley, que me deixou com grandes expectativas e Anne, com sua firmeza e delicadeza, começando a ter que lidar com seus poderes recém descobertos com a finalidade de usá-los para o bem. Ainda dá p/ mencionar o personagem Hathorne, que embora não seja nem um pouco cativante, prometia funcionar bem como algum tipo de oposição ao domínio de Mary em Salém e como uma ameaça à jovem Anne.
Em contrapartida, outros pontos pareceram não se encaixar naturalmente na história. Primeiro John Alden com sua motivação exagerada de acabar com as bruxas (havia terminado a primeira temporada spoiler: esperando Mary p/ fugirem juntos e abandonarem toda a loucura de Salém ), que virou um "super-caçador de bruxas" mas que na prática é um verdadeiro fiasco (spoiler: só mata o coitado do Petrus e um outro bruxo que foi inserido na série só pra ser morto mesmo ), e PRINCIPALMENTE o surgimento do Dr. Samuel Wainwright, que na tem a premissa de combater a praga, mas que na verdade só é usado na série p/ proporcionar uma espécie de "50 Tons de Cinza de época" com a Mary Sibley (algo que pra mim descaracterizou um ponto fundamental na personagem, que era o da "garota apaixonada" escondida dentro da "mulher sofrida").
Também vale mencionar a promessa da "Guerra das Bruxas", envolvendo Mercy Lewis, mas que spoiler: não demorou nem um episódio para evaporar e deixar a mesma jogada às traças, sem uma participação relevante até o final da série.
De qualquer forma tudo seguia razoavelmente bem, sem que os pontos mais fracos tirassem o interesse pela série, ATÉ QUE se revela que spoiler: Anne é filha da Condessa Marburg . Daí em diante parece que toda a essência construída da personagem até então é descartada e jogada fora, e embora o final possa ser considerado surpreendente, a série começa a dar pistas de que está se perdendo no roteiro. Nem tudo funciona bem como antes e muitas motivações já não pareciam tão naturais. Aos poucos a série vai se afastando da proposta original da premissa da "Caça às Bruxas" e por isso, na minha opinião, aqui começou o declínio da série, que resultaria numa fraquíssima e desnecessária terceira temporada.
Série interessante (pensando do lado terror), eu como bruxo gargalho com essa visão satanista da wicca, enfim...o show tem que continuar, mesmo que com alguns erros na construção do argumento. Mas o que mais chamou minha atenção a esta série é que Salem pode ser comparada a muitas cidades pequenas que ainda mantém a mesma política (poucas famílias ricas dominam o resto dos moradores, ditando regras, julgando e condenando aqueles que se rebelam contra suas ordens). Posso dizer que eu moro numa Salem, e mesmo me declarando bruxo (ainda) não fui enforcado.
Curti muito a série, a ambientação hsitórica e religiosa tratada na série ficou excelente, o grande problema é a tentativa exagerada de criar um romance entre os protagonistas, não está funcionando. A série diverte bastante, porém não se desenvolve com fluidez.
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