Bates Motel
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4,6
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Ricardo L.
Ricardo L.

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Crítica da 5 temporada
4,5
Enviada em 7 de junho de 2017
Temporada show! Atuações fantásticas de todo o elenco, roteiro um pouco confuso, mas é bom, fotografia linda, trilha sonora inesquecível, digna do clássico Psicose, uma serie de terror que finaliza com chave de ouro.
Ricardo L.
Ricardo L.

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Crítica da 1 temporada
4,0
Enviada em 25 de janeiro de 2015
Uma 1° Temporada de caur o queixo! uma série completa, que assusta e tras sencações de interminaveis seções de tortura ao telespectador, claro no sentido de não sair de frente da tela até o final! estrelando a estupenda Vera Farmiga! Uma serie TOP!!!!!
Sidney  M.
Sidney M.

29.813 seguidores 1.082 críticas Seguir usuário

Crítica da 1 temporada
4,0
Enviada em 6 de julho de 2016
Bem envolvente, bons atores e uma trama bem trabalhada. O clima de suspense é muito bem construído. Recomendo!
Sidney  M.
Sidney M.

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Crítica da 2 temporada
4,0
Enviada em 6 de julho de 2016
O grande destaque é o elenco, muito bom. A história é cheia de mistério, e intrigante. Melhor que o primeiro que já é bom por sinal.
Sidney  M.
Sidney M.

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Crítica da 3 temporada
4,5
Enviada em 6 de julho de 2016
Essa temporada tenta não foca muito só no Norman, e desenvolve os outros personagens. Eu gosto de bates motel, por que a história não se enrola, parte para ação e o mistério sempre é bem trabalhado. E o xerife romero é muito fodão, ele mata mesmo, sem dó. Recomendo!
Luis R.
Luis R.

24.052 seguidores 759 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,0
Enviada em 30 de outubro de 2018
Série é muito boa em suas cinco temporadas, Norma e Norman são personagens interessantes e bem trabalhados, a trama é bem desenvolvida com surpresas e reviravoltas que conseguem entreter, os personagens secundários contribuem muito bem para o enredo da trama, o ritmo da série agrada assim como o seu final.
Jackson A L
Jackson A L

13.703 seguidores 1.242 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,0
Enviada em 8 de setembro de 2017
Bates Motel é aquela série que vc quer dar uma espiada pra conhecer a trama e acaba participando ativamente junto com Norman. Não tem nada fascinante no enredo, mas mesmo assim te prende a cada episódio e te faz querer ir até o desfecho.

A última temporada deixou a desejar, esperava mais. Mas, em um todo valeu a pena. Vera Farmiga e Freddie Higmore com atuações incríveis.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

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Crítica da 1 temporada
3,5
Enviada em 6 de outubro de 2019
Prelúdio da história do filme Psicose, com a relaçao do filho com a mãe, muitos assassinatos, mentes loucas, mistério e assuntos do motel. Gostei, envolvente e boa atuação da Vera Farmiga. Até que para o começo mataram bastante gente.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

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Crítica da 2 temporada
3,5
Enviada em 3 de fevereiro de 2020
Continuação da vida turbulenta da família Bates em White Pine Bay, com mais crimes, mortes, brigas de gangues e revelações. Norman está doidão.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

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Crítica da 3 temporada
3,5
Enviada em 15 de abril de 2020
Temporada onde o clima fica mais tenso, Norman se torna mais psicopata, Norma mais doida e Dylan aumenta sua responsabilidade no mundo das drogas. Mais foco nas histórias pessoais. Continua tudo bom e interessante, como sempre. Cuidado com o Norman/Norma.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

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Crítica da série
5,0
Enviada em 13 de setembro de 2020
Série maluca sobre Norman Bates e sua mãe, e toda a história que precede o famoso filme Psicose. Misteriosa, envolvente, assassinatos, problemas mentais, amor excessivo e taxidermia. Muito legal e doido. Adorei.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

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Crítica da 4 temporada
3,0
Enviada em 1 de maio de 2020
Talvez a temporada mais introspectiva, Norman e Norma se separam devido a sua internação e vivem suas vidas independentes. Temporada decisiva para a conclusão da história de Psicose. Continua bem legal e com muito suspense.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

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Crítica da 5 temporada
4,0
Enviada em 13 de setembro de 2020
Temporada final da traumática histórica de Norman Bates. Com a famosa cena histórica do chuveiro, um fim se aproxima. Bem legal, diferente, maluco, atuações bem boas, estética bem feita, enfim, tudo muito bom. História fecha com chave de ouro. Adorei.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 478 críticas Seguir usuário

Crítica da 1 temporada
4,0
Enviada em 7 de setembro de 2023
TEM SPOILERS!

Bates Motel (1ª Temporada) 2013

"Bates Motel" foi criado por Anthony Cipriano e desenvolvido por Jeff Wadlow (diretor de "Quebrando Regras", de 2008), Carlton Cuse (produtor da série "Jack Ryan"), Kerry Ehrin (roteirista da série "The Morning Show"), e é produzido pela Universal Television e American Genre para a rede de TV a cabo A&E. A primeira temporada foi ao ar em 18 de março de 2013 com 10 episódios.

A série é vista como uma "prequela contemporânea" do clássico "Psicose", de Alfred Hitchcock, de 1960 (baseado no romance homônimo de Robert Bloch, de 1959), que retrata a vida de Norman Bates (Freddie Highmore) e sua mãe Norma (Vera Farmiga) antes dos eventos retratados no filme, embora em uma cidade fictícia diferente (White Pine Bay, Oregon, em oposição a Fairvale, Califórnia) e em um cenário moderno.

Após a misteriosa morte de seu marido, Norma Bates decidiu começar uma nova vida longe do Arizona, na pequena cidade de White Pine Bay, e leva o filho Norman, de 17 anos, com ela. Ela comprou um velho motel abandonado e a mansão ao lado.

Estre ano eu finalmente consegui realizar um antigo desejo, que era ler a obra-prima de Robert Bloch, rever o clássico do mestre Hitchcock e assistir todos os filmes subsequentes da franquia "Psicose". Posso dizer que foi uma experiência incrível, uma das maiores experiências que eu já vivi em toda a minha vida literária e bibliófila. O livro é magnífico, excelente, uma verdadeira obra-prima da literatura sombria e um dos melhores livros que eu já li na vida. Já o clássico de 1960 fala por si só, simplesmente por ser um dos maiores suspense de toda a história do cinema, que foi conduzido justamente pelo mestre do suspense. Os filmes subsequentes não estão no mesmo nível, não estão na mesma prateleira do livro e do clássico. Eles seguem histórias próprias, paralelas e até continuações dentro do universo de "Psicose". O que pode até ser interessante, ou simplesmente horroroso, como é o caso do remake de 1998. E logo após ter lido o livro e assistido todos os filmes da franquia "Psicose", chegou a vez de conferir a série "Bates Motel", que também faz parte do universo e nos conta uma história sobre o início de tudo. Algo parecido com o que foi feito no filme "Psicose 4: O Começo", de 1990.

A série é bem intrigante e ao mesmo tempo interessante, pois obviamente ela constrói toda uma abordagem sobre o universo de "Psicose" servindo justamente como um prelúdio do clássico ao nos mergulhar naquela trama que futuramente irá nos nos contar sobre todo desenvolvimento de Norman Bates. Ou seja, a trama nos levará ao lado sombrio e psicótico entre a infância e a adolescência de Norman, explicando como o amor incontrolável de sua mãe ajudou a moldar um dos maiores maníacos e psicopatas da história do cinema.

O primeiro episódio já inicia de modo surpreendente com uma pessoa morta. Esta pessoa é simplesmente o pai de Norman, que está ali morto na garagem de forma bastante misteriosa (ou não, como vemos mais à frente na temporada). Logo após este início já temos um salto no tempo de 6 meses e chegamos até a cena da Norma chegando em seu mais novo Motel. O seu novo empreendimento antes tinha o nome de Seafarer's Motel, e em uma cena bem interessante vemos a troca do letreiro para Bates Motel. Por sinal a réplica que foi construída do Motel e da casa ficou excelente, com uma fidelidade ao clássico incrível. Este primeiro episódio já é um dos melhores da temporada por já nos confrontar com aquela sequência que vai desde a chegada do ex-proprietário do Motel (Keith Summers, interpretado por W. Earl Brown), passando pela invasão na casa, o estupro na Norma e a sua morte. Onde aconteceu em um momento de fúria incontrolável de Norma quando o esfaqueou brutalmente até a morte (por sinal, uma excelente cena). O episódio termina de forma intrigante ao revelar uma certa garota aprisionada.

O segundo episódio é muito revelador e diferente, eu diria. Simplesmente por acrescentar na trama a presença de Dylan Massett (Max Thieriot), o filho mais velho de Norma e meio-irmão de Norman. Pelo o que me consta, tanto pelo livro quanto pelo clássico sessentista, o Norman não tinha um meio-irmão assim dessa forma como foi abordado na série. Bem, achei interessante esse contexto trazido para a série. O episódio segue com os dramas e as aflições de Norman ao tentar se introduzir na nova cidade e conhecer novas pessoas. Como é justamente o caso do seu primeiro interesse - a jovem Bradley Martin (a belíssima Nicola Peltz). Aqui também fica claro que Norman tem muitos ciúmes da mãe e da forma como as pessoas se referem à ela. Até por isso vemos os constantes conflitos de Norman com Dylan.

O terceiro episódio segue mergulhado no mistério e no suspense pelo fato da polícia está no encalço da Norma pelo suspeita referente ao desaparecimento de Keith Summers. Aqui já temos vários envolvimentos na história; como é o caso do antigo dono do Motel parecer ter ligações com as garotas chinesas desaparecidas que está sendo investigada pela Emma Decody (Olivia Cooke). Logo essa ligação com o desaparecimento das garota cai sobre o policial Zach (Mike Vogel), pelo fato do Norman ter invadido sua casa procurando pelo cinto de Keith Summers, e ter sido confrontado com a garota oriental presa em seu porão.

A partir do quarto episódio temos cada vez mais revelações e acontecimentos surpreendentes. Norma está envolvida em uma verdadeira bola de neve, ao estar envolvida com o policial Zach como uma forma de se safar das investigações sobre a morte de Keith Summers. Por outro lado ela se recusa a acreditar em Norman sobre a possível garota presa no porão da casa de Zach. O que a leva a entrar em transe e levantar suspeitas sobre o estado mental e a sanidade de Norman com esta descoberta bizarra. Temos aqui a primeira transa de Norman, que aconteceu com a Bradley, e a prisão de Norma pelo assassinato de Keith Summers.

A história segue em uma verdadeira teia de aranha com cada vez mais confrontos: a garota oriental que era mantida como escrava sexual de Zach é encontrada e levada para o Motel. Zach por sua vez encontra a garota em um dos quartos do Motel e corre atrás dela pela floresta (não foi revelado, mas ao que tudo indica ele matou a garota). Logo após temos mais uma ótima sequência de cenas, que é todo confronto de Zach com a Norma e o Dylan na casa. O que termina brutalmente com um tiro no olho de Zach disparado por Dylan.

O desfecho do assassinato de Zach proposto pelo Xerife Alex Romero (Nestor Carbonell) é tudo muito suspeito. Por fim temos a aparição de um hóspede misterioso no Bates Motel, que parece saber demais. Já o Norman passa a enfrentar as complicadas garotas populares e o descaso da Bradley com ele. Essa é um situação bem complicada: a Emma é apaixonada pelo Norman e vive correndo atrás dele, já ele se rasteja pela Bradley e ela passa a desprezá-lo. Sem falar que é tudo muito estranho essa repentina aproximação da Bradley com o Dylan.

No oitavo episódio é onde o Norman desperta o interesse pela taxidermia (animais empalhados), com o pai da Emma. No filme clássico temos toda a dimensão desse amor que ele tem por essa arte. Norma está mais preocupada com a possível construção da nova estrada principal, o que vai mudar o trajeto das pessoas que passariam pelo seu Motel. A relação de Norma e Dylan parece melhorar. O episódio termina com aquele cadáver do Zach na cama da Norma.

O nono e o décimo episódio é a construção (e ligação) do fechamento dessa temporada. Norma sofre com as constantes ameaças de Jake Abernathy (Jere Burns), o hóspede misterioso. Norma decide que quer vender o Motel e recomeçar a vida novamente no Havaí, mas o Norman não quer ir. Norman por sua vez está cada vez mais apegado na cadela empalhada. E temos aquela cena onde a Norma vai ao encontro de Jake e é surpreendida pelo Xerife Alex confrontando justamente o Jake. Que termina com o Xerife dando um tiro em Jake.

Sobre o elenco:
Vera Farmiga (atualmente em cartaz nos cinemas em "A Freira 2") é sensacional, é sem dúvida a principal e mais destacável da série. É realmente impressionante como a Vera escolhe bem as suas personagens e sempre eleva o nível em cada trabalho apresentado. Em "Bates Motel" ela se encaixa como um luva na pele da Norma Louise Bates mais jovem. Ela traz esse lado mais jovial da mãe do Norman, que pretende recomeçar sua vida após os recentes acontecimentos, que mantém os seus dramas e os seus conflitos íntimos, justamente ao confrontar os seus traumas em relação à criação do jovem Norman.

Já o Freddie Highmore ("The Good Doctor") é outro que também se encaixa como uma luva na pele da versão adolescente do lendário Norman Bates. Caracteristicamente falando, o Freddie traz uma versão impecável do Norman jovem, que está se descobrindo, que está se conhecendo, que está conhecendo o mundo ao seu redor e as pessoas (e principalmente as garotas) ao seu redor. O Norman de Freddie pode soar como inocente, inexperiente, indefeso, tímido, ao mesmo tempo também soa como misterioso, enigmático, introspectivo e principalmente letal - como vimos na cena final do décimo episódio com aquele assassinato brutal da Srta. Watson (Keegan Connor Tracy).

Max Thieriot ("SEAL Team") começa em um ritmo mais morno em seu personagem Dylan, até pela forma como ele entra na série. Porém, com o passar dos episódios vamos nos afeiçoando à ele, vamos conhecendo ele melhor, vamos entendendo melhor os seus dramas e seus traumas. No fim da temporada ele já passa a ser um personagem que nos importamos.
Nicola Peltz ("Transformers: A Era da Extinção") traz uma personagem que faz o caminho inverso do Dylan. A Bradley Martin é uma personagem que eu até simpatizei no início, que eu acreditava no seu drama em relação a terrível morte de seu pai, porém com o tempo eu fui começando a questionar as suas atitudes com o Norman e principalmente a sua aproximação com o Dylan. No fim ela não passou de uma patricinha mimada que usou o Norman no momento em que ela estava frágil e vulnerável.
Olivia Cooke ("Jogador Nº1") com sua personagem Emma Decody me fez vê-la ao inverso da Bradley. Justamente por ela se apegar verdadeiramente ao Norman, por ela realmente criar um amor verdadeiro por ele, que realmente se importava com ele e não queria só usá-lo. Por fim ela vivia correndo atrás do Norman na intenção dele notar a presença dela, e ele não tirava a Bradley da cabeça. O que uma transa não faz!

"Bates Motel" acerta muito bem no suspense, no mistério, no enigmático e na construção do drama. Acredito que em si a história é sobre o amor incondicional de uma mãe por seu filho. Temos um relacionamento que é explorado através da premissa de que o jovem é excessivamente temperamental e ambos estão cercados por um ambiente com problemas, que os conduz ao extremo. No caso, cada um ali presente tinha os seus medos, os seus traumas, os seus conflitos e os seus dramas. Principalmente no caso da Norma e do Norman, que ora pareciam muito próximos e apegados, ora pareciam distantes e completamente diferentes.

Porém, tem alguns pontos dentro dessa temporada que me incomodou bastante: como o fato da história ser modernizada para a atualidade e se passar em um cenário moderno, onde temos os avanços tecnológicos como o uso constantes de notebooks e afins. Eu até entendo esse avanço na modernização da série, até para se encaixar com o público atual, mas particularmente eu não consegui engolir e me adaptar com essa proposta dentro do universo de "Psicose" (algo parecido com o que me aconteceu com a versão modernizada do filme "Carrie - A Estranha", de 2013).
Outro ponto que me incomodou (aqui eu já acho uma falha mesmo da série), é o fato de cada história ser mal desenvolvida, mal planejada, vaga, rasa, pobre, sem um aprofundamento que pudéssemos sentir o peso de cada acontecimento de cada personagem envolvido. Por exemplo: temos três personagens com histórias distintas que começou e terminou nessa temporada, e de forma totalmente rasa e aleatória. Que é o caso da personagem Jiao (Diana Bang), a garota presa no porão, o Zack Shelby e o Jake Abernathy. Sinceramente eu não sei o que os roteirista pretendiam, mas acredito que eles queria impactar, queriam nos surpreender com mortes repentinas quando não estivéssemos esperando, com de fato aconteceu. Eu entendo o fato de não quererem construir uma temporada ou mais elaborando subtramas e desenvolvendo histórias paralelas com a trama central, mas você não pode simplesmente jogar vários personagens em uma série, tentar construir uma história diferente pra cada um, onde você desperta o interesse do espectador, e simplesmente decidir matar o personagem assim do nada, só pra gerar impacto sem a mínima coerência. Eu achei um erro grotesco do roteiro da série.

Tecnicamente a série é muito boa!
Acredito que a direção de arte é o principal destaque aqui, e muito por construir cenários fiéis com o clássico e encaixá-los com harmonia na forma moderna adotada pela série. A fotografia é bem destacada, bem organizada, muito bem projetada em cada cena. Assim como a trilha sonora, que acompanha bem a série em sua versão modernizada.

"Bates Motel" é a série dramática com roteiro original de maior duração na história do canal A&E. Os atores principais da série, Vera Farmiga e Freddie Highmore, receberam elogios especiais por suas atuações na série, com a Vera recebendo uma indicação ao Primetime Emmy Award e ganhando o Saturn Award de Melhor Atriz de Televisão. A série também ganhou três People's Choice Awards de Drama Favorito de TV a Cabo e de Atriz Favorita de TV a Cabo (Vera Farmiga) e Ator (Freddie Highmore).

A primeira temporada recebeu críticas positivas dos críticos: no Metacritic, a temporada detém uma pontuação de 66 em 100, com base em 34 críticos, indicando "críticas geralmente favoráveis". No agregador de resenhas Rotten Tomatoes, a temporada tem uma classificação de 84% "fresco certificado" com uma pontuação média de 7,11/10, com base em 43 resenhas. O consenso crítico do site diz: "Bates Motel utiliza manipulação mental e táticas de medo de suspense, além de um trabalho de personagem consistentemente nítido e relacionamentos familiares maravilhosamente desconfortáveis".

A primeira temporada de "Bates Motel" é muito boa, muito bem apresentada, com um início bastante cativante, onde conta com um ótimo elenco e ótimas apresentações. Acredito que a temporada deixa muito a desejar no quesito roteiro, por querer contar várias histórias todas ao mesmo tempo e no fim não desenvolver e não finalizar nenhuma com coerência e relevância. Porém, ainda assim eu acredito que a série tem potencial para desenvolver melhor os roteiros das próximas temporadas e entregar uma série que no fim honre o nome de uma das maiores franquias de suspense de todos os tempos - "Psicose". [03/09/2023]
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 478 críticas Seguir usuário

Crítica da 2 temporada
4,0
Enviada em 26 de setembro de 2023
TEM SPOILERS!

Bates Motel (2ª Temporada) 2014

A segunda temporada de "Bates Motel" teve novamente 10 episódios e estreou na TV a cabo A&E em 3 de março de 2014. A temporada foi ao ar às segundas-feiras às 21h e foi concluída em 5 de maio de 2014.

Em sua segunda temporada, "Bates Motel" continua na mesma linha da temporada passada, porém constrói uma história mais complexa e com várias subtramas. Temos novos conflitos que envolve, dessa vez, duas famílias que controlam as plantações de maconha da cidade de White Pine Bay. Dentro desse contexto, Norma (Vera Farmiga), Norman (Freddie Highmore) e Dylan (Max Thieriot) se encontram em situações delicadas.

A segunda temporada gira em torno de situações distintas: Norman fica obcecado em uma espécie de trauma pessoal referente à morte da professora Blaire Watson (Keegan Connor Tracy), que aconteceu no final da temporada passada. O passado sombrio de Norma se volta contra ela com o aparecimento de seu misterioso irmão. Bradley Martin (Nicola Peltz) está obcecada na busca pelo verdadeiro assassino de seu pai. Emma Decody (Olivia Cooke) vive seu drama pessoal ao se sentir excluída da família Bates, e logo se envolve em um novo interesse amoroso. Já o Xerife Alex Romero (Nestor Carbonell) se vê ameaçado ao ser perseguido e descoberto em suas investigações.

O primeiro episódio é muito bom e já se destaca relevando alguns segredos que até então estavam guardados:
Norman não se conforma com a morte da Sra. Watson e não consegue se desprender desse acontecimento, passando a visitar seu túmulo no cemitério constantemente. Isso, claro, incomoda muito a Norma. No enterro da Sra. Watson o Norman chora copiosamente, talvez por culpa ou por remorso. Assim como o cinto do Keith Summers, Norman também guarda o colar da Sra. Watson. Bradley está totalmente descontrolada e transtornada pela morte do pai, o que a leva a tentar um suicídio ao se jogar de uma ponte, principalmente pelo fato dela ter descoberto que o seu pai estava tendo um caso com a Sra. Watson. Nesse ponto é interessante nos atentarmos que Bradley havia encontrado algumas cartas de amor que seu pai estava trocando com uma mulher que se identificava apenas como "B" (Blaire Watson). Norman está cada vez mais se dedicando ao empalhamento de animais no porão de sua casa. Bradley recebe alta do hospital psiquiátrico em que estava internada e quer buscar vingança contra o assassino de seu pai. E aqui temos um final de episódio surpreendente, que é justamente a Bradley indo até a casa de Gil Turner (Vincent Gale) e o matando com um tiro na testa. Ela havia descoberto que ele era o assassino de seu pai.

O segundo episódio mostra a Norma preocupada com aquela obsessão doentia de Norman pela morte da Sra. Watson, o que a leva a convencê-lo a participar de uma peça musical na cidade. Após ter matado o assassino de seu pai, Bradley se vê desesperada e busca a ajuda de Norman, que a esconde no porão de sua casa. Ela quer a ajuda de Norman para fugir da cidade, e com isso o Dylan, atendendo um pedido de Norman, ajuda ela a fugir. Com a morte de Gil a cidade fica bastante impactada, já que Zane Morgan (Michael Eklund), o chefe de Dylan, acredita que tem uma outra família no ramo das drogas, liderada por Nick Ford (Michael O'Neill), que está envolvida com o ocorrido, o que gera uma guerra de drogas na cidade.

A temporada segue nos mostrando o empenho da Norma na luta contra a construção da nova estrada. E podemos notar que finalmente o Bates Motel está prosperando, ao começar a receber hóspedes (mesmo aqueles hóspedes estranhos). Norma toma uma atitude de certa forma até precipitada, ao tomar conhecimento que o conselho da cidade fará uma reunião sobre o tema, e ela decidir confrontar os superiores expondo o seu descontentamento com a construção da estrada. De certa forma podemos até entender esta postura da Norma, já que realmente aquela nova estrada interferiria diretamente no movimento do seu Motel. Porém, a forma como ela contesta em seu discurso acaba sendo confrontada pelo pelo vereador Lee Berman (Robert Moloney), onde logo ela perde o controle da situação e acaba expondo as atividades ilegais que existem na cidade (o império da maconha).

Nos episódios seguintes temos uma revelação enigmática, que é justamente o aparecimento do irmão da Norma, Caleb Calhoun (Kenny Johnson). E este aparecimento revive lembranças traumáticas para Norma, o que a leva a revelar um segredo do seu passado. Em contrapartida Caleb tenta se aproximar de Dylan, que o leva até a casa da Norma, causando uma trágica situação com a própria Norma quando chega e dá de cara com seu irmão dentro de sua casa. Norma fica transtornada ao ver o irmão e o expulsa da sua casa. Em uma discursão Norma revela que ela era estuprada pelo seu irmão quando tinha 13 anos. Logo após ela revela que ele é o pai de Dylan. Na sequência temos outra cena impactante, que é justamente o momento em que Norma revela para Dylan que Caleb é o seu pai.

Temos outra revelação traumática para Norman, que acontece justamente quando Emma leva para ele a notícia de que Bradley havia se suicidado e deixado um bilhete junto com suas roupas na margem da praia (este foi um acordo que Bradley havia feito com Dylan antes dela fugir da cidade). Norman fica visivelmente transtornado com esta notícia referente a Bradley. A partir daí Norman começa uma amizade com Cody Brennan (Paloma Kwiatkowski). Cody conhece Norman em um mercado, quando ele estava fazendo compras para preparar um disfarce para a fuga de Bradley. Logo esta amizade toma um outro rumo, quando Norman transa com Cody, o que faz com que os dois se aproximem e Norman começa a tomar conhecimento da complicada vida de Cody, mas como ela é uma jovem rebelde, Norma não quer que o filho conviva com ela.

Cody tem uma importante participação na temporada ao colaborar (de forma negativa) no despertar dos "apagões" de Norman (um espécie de estado traumático, um transe psicótico). E justamente a Cody convence Norman a ir até o motel que Caleb estava hospedado e confrontá-lo (após Norman ter revelado este segredo para ela). A intenção de Cody era que Norman desse um susto em Caleb na intenção que ele se afastasse de Norma, porém Norman acaba desistindo da ideia no meio do caminho, onde logo após ele tem o seu primeiro apagão. Depois Norman volta até lá e confronta Caleb. Incrível que logo vemos como Norman entra em transe e passa a se identificar com as memórias da mãe diante de Caleb, que sofreu os abusos, como se ele fosse a Norma em um estado psicótico. Nesse mesmo episódio temos um final que revela que em meio a todas as questões investigativas que o Xerife Romero passou, ele acaba tendo a sua casa incendiada e ele precisa passar um tempo morando em um dos quartos do Motel Bates.

Norma se torna amiga de Christine Heldens (Rebecca Creskoff), a ex-diretora daquela peça musical que ela levou o Norman, e até comparece a uma festa na casa dela. A partir dessa amizade Christine leva Norma para a vida social de White Pine Bay. É interessante que a partir dessa amizade com Cristine, Norma conhece o misterioso Nick Ford, que também se mostra contra a construção da nova estrada. Norma acaba se envolvendo com Nick Ford sem saber que ele é o chefe da outra família de drogas, rival daquela para quem Dylan trabalha. Norma acaba entrando em uma teia de aranha com este envolvimento, ao aceitar a ajuda de Nick Ford onde rapidamente a construção da estrada é paralisada. O maior problema para Norma é que Nick Ford acaba cobrando a ajuda que ele deu para ela, e isso traz um problema seríssimo para Norma.

O quinto episódio nos mostra como Dylan precisa lutar por sua vida na guerra iniciada por Zane. Como o Xerife Romero foi se hospedar no Motel Bates, com o contato diário a sua relação com Norma vai aos poucos melhorando. Logo temos mais uma nova personagem chegando na série, trata-se da misteriosa Jodi Morgan (Kathleen Robertson), a irmã de Zane, que já se auto intitula como a verdadeira chefe de Dylan. Norma está cada vez mais se envolvendo com a política da cidade, o que lhe traz sérios problemas. Os constantes apagões de Norman acaba preocupando à todos, principalmente a Norma, que sabe os reais motivos desses apagões mas se recusa a contar a verdade para ele. O sexto episódio termina justamente em uma discursão entre Norman e Cody, quando o pai da Cody aparece e entra na discursão, e na sequência Norman acaba o empurrando da escada, matando o pai da Cody.

O sétimo episódio nos revela que Norman foi considerado inocente pela a morte do pai da Cody, que foi considerado como um acidente (e na real não foi). Cody rompe a amizade com Norman e vai morar com a tia em outra cidade. Por fim é confirmado, através de um exame, que o sêmen no útero da Sra. Watson é de Norman Bates, o que prova que foi ele mesmo quem a matou. E logo após temos a cena que revela que Norman fez sexo com a Sra. Watson naquela noite e depois cortou sua garganta com um canivete. Já no último episódio da temporada temos aquela já famosa matança descontrolada, que é justamente o Nick Ford sendo morto pelo Dylan. E logo após temos o resgate do Norman do cativeiro em que ele estava preso. No fim vemos que Norman está sempre com sua mãe dentro da sua mente, como se ela o controlasse o tempo todo, o fazendo negar até o seu assassinato da Sra. Watson. Gostei muito desse final de temporada.

Porém: a segunda temporada de "Bates Motel" continua insistindo nos mesmos erros da temporada anterior, que é justamente no desenvolvimento do roteiro, por novamente querer contar várias histórias todas ao mesmo tempo e no fim não desenvolver bem nenhuma. Por exemplo: em cada temporada aparece uma figura para ser o grande vilão do final de temporada (o que pode ser normal). Na primeira temporada foi o Jake Abernathy (Jere Burns) e nessa temporada é o Nick Ford. Me parece mais uma tentativa forçada de querer sempre por obrigação implantar um grande vilão, o manda-chuva, o big boss, sempre com aquele ar de poderoso, de superior, e no fim terminar como um morto qualquer sem nenhum sentido. No fim o grande vilão de temporada não passa de um personagem raso, falho e sem nenhuma relevância para o contexto da temporada e principalmente da série.

Outro ponto: criam histórias na primeira temporada e não tem uma relevância na próxima; como no caso do assassinato de Keith Summers, que foi completamente esquecido. A história da morte do pai da Bradley até deram uma certa continuidade nessa segunda temporada, mas depois esqueceram, e muito pelo fato da própria Bradley ter fugido da cidade (mas acredito que ela voltará na próxima temporada). Parecem que querem contar tantas histórias ao mesmo tempo que se perdem em diversas vezes e não dão continuidades e nem finalizam nenhuma, todas ficam como pontas soltas. Várias histórias paralelas que tiram o foco da série, como essa briga das gangues de maconha. Todo esse envolvimento da Norma com o Nick Ford na tentativa de ajudá-la com a estrada nova, o que resultou em todo esses arcos de histórias paralelas, rasas, falhas e sem sentido. Tudo isso só para integrar cada vez mais personagens na série, o que fatalmente mascara a história principal e faz com que toda essa inserção de novos personagens faz com que os protagonistas apareçam menos.

Sobre o elenco:
Vera Farmiga (atualmente em cartaz nos cinemas em "A Freira 2") é novamente o grande destaque da temporada. Dessa vez ainda mais atuante nos comportamentos e atitudes de Norman, o que começa a trazer cada vez mais problemas para ele. Mais uma excelente atuação de Vera Farmiga.
Freddie Highmore ("The Good Doctor"), assim como a Vera, é também mais um belíssimo destaque da temporada. Nessa temporada o Norman começa a lidar com os seus constantes apagões, o que logo resulta em seus transes psicóticos. Ele passa a reviver e conviver cada vez mais com as memórias de sua mãe, ou seja, praticamente se transformando nela. Aquela cena no final da temporada, com ele esboçando aquele olhar e aquele sorriso, é sensacional. Nos mostra o grandioso talento que Freddie Highmore tem.
Max Thieriot ("SEAL Team") está melhor nessa temporada e muito mais participativo. Ele tem participações cruciais em vários pontos importantes dentro da história. Nicola Peltz ("Transformers: A Era da Extinção") tem uma transformação gigantesca nessa temporada. Ela deixa de ser aquela patricinha mimada da primeira temporada e passa a ser uma personagem muito importante dentro do contexto da série. Aquelas cenas em que ela aparece descontrolada no carro e logo após se jogando da ponte, é genial. Sem falar na cena em que ela vai toda sedutora e vestida para matar - maravilhosa!
Olivia Cooke ("Jogador Nº1") novamente tem sua importância dentro da temporada (assim como na anterior), mas eu confesso que esperava mais da sua personagem. Sinceramente, eu queria ver a Emma mais participativa nos pontos cruciais da história, que ela fosse mais fundamental (como no início da temporada passada, nas investigações sobre a garota asiática). Mas aqui me parece que ela tem seus momentos de destaques, tem novamente a sua paixão, mas no fim ela se sente excluída e passa a ser escanteada.
Nestor Carbonell ("The Morning Show") tem uma participação muito mais relevante nessa temporada. O Xerife Romero tem participações mais fundamentais na história e sua aproximação com a Norma pode resultar em novas subtramas nas próximas temporadas. Não posso deixar de destacar a excelente participação de Paloma Kwiatkowski, que trouxe uma personagem muito importante para o desenrolar da temporada.

A segunda temporada de "Bates Motel" recebeu críticas positivas de críticos de televisão, e o episódio de estreia atraiu um total de 3,07 milhões de espectadores. A série foi renovada para uma terceira temporada depois que cinco episódios da segunda temporada foram ao ar. Por sua atuação, Vera Farmiga recebeu indicações para o Critics' Choice Television Award de Melhor Atriz em Série Dramática e o Saturn Award de 2014 para Melhor Atriz na Televisão.

A segunda temporada de "Bates Motel" recebeu uma pontuação de 67 em 100 no Metacritic, a partir de 11 comentários. O Rotten Tomatoes relatou uma classificação de 86% a partir de 12 comentários para a segunda temporada.

Apesar das falhas de roteiro e do desenvolvimento das histórias paralelas serem vagas e rasas, esta temporada continua em um bom nível de suspense, de mistério, conseguindo um bom aprofundamento no drama e na construção do terror psicológico. É interessante notar esse relacionamento que soa tóxico e doentio entre mãe e filho, o que logo nos leva a perceber que esse estado de possessão controladora da Norma é o principal fio condutor para o desenvolvimento dos comportamentos psicóticos do Norman. É também a partir dessa temporada que começamos a notar as principais diferenças comportamentais do Norman, o que logo resultará na sua transformação em um dos maiores maníacos e psicopatas da história do cinema.

Por fim, "Bates Motel" consegue novamente nos entregar uma boa temporada (por mais que persista no mesmos erros da anterior), com uma boa história central que começa a tomar o principal rumo da série, e uma boa construção em elementos que poderá ser melhor utilizados nas próximas temporadas. [24/09/2023]