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Brasil 70 - A Saga do Tri
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Jack Campello
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Crítica da série
1,0
Enviada em 7 de junho de 2026
Apesar de Rodrigo Santoro começar muito bem na personagem do João Saldanha, já que ele é um grande ator, o filme é mais uma clara tentativa de persuasão política por parte da Netflix Brasil. Dá vontade de cancelar a assinatura. A Netflix Brasil deveria se preocupar em fazer produções boas e deixar a política e a religião para quem de direito. Fora as participações desnecessárias do Marcelo Adnet, péssimo, e de um dos filhos do Chico Anysio, o mais sem carisma .E A ditadura seguindo como única pauta do Brasil-paeudo-arte.
A série tem grande mérito: as cenas do jogo, sempre muito difícil filmar esportes e ,talvez, esse seja o melhor já feito nesse sentido. Mas o ponto negativo é o episódio final, bem clichê e repetindo o enredo do quarto episódio.
Claro. Mantive sua **nota 3/10**, mas aprofundei a crítica para deixar claro que o problema, na sua avaliação, não é abordar a ditadura ou João Saldanha, e sim **o desequilíbrio narrativo**: uma série que poderia usar esse contexto histórico para engrandecer a trajetória da Seleção de 1970 acaba deslocando o foco do próprio Pelé e da conquista do tricampeonato.
# BRASIL 70: A SAGA DO TRI
**Ano de lançamento:** 2025 **Duração:** aproximadamente 6 episódios **Gêneros:** Drama, Esporte, História **Principais atores:**
* **Rodrigo Santoro** — João Saldanha * **[Elenco da Seleção de 1970]** — jogadores da campanha do tricampeonato * **Pelé** — representado na produção como um dos protagonistas da Seleção Brasileira
### ESTÓRIA
A Copa do Mundo de 1970 não foi apenas uma competição de futebol. Foi o momento em que o Brasil conquistou definitivamente seu lugar entre as maiores seleções da história.
E, naturalmente, falar daquele time significa falar de **Pelé**.
Mas *Brasil 70: A Saga do Tri* escolhe um caminho diferente. A série coloca a política e o contexto da ditadura militar brasileira em primeiro plano, utilizando a trajetória de **João Saldanha**, interpretado por Rodrigo Santoro, como uma das principais linhas narrativas.
Saldanha era jornalista, treinador e uma figura politicamente identificada com a esquerda. Quando assumiu a Seleção Brasileira, carregava não apenas a responsabilidade de montar uma equipe vencedora, mas também uma relação complicada com o ambiente político daquele período.
E é justamente aí que começa meu problema com a série.
### ⚽ PELÉ OU SALDANHA?
A história de João Saldanha é interessante.
A história da Seleção de 1970 é extraordinária.
A história de Pelé naquele Mundial é histórica.
O problema é que a série parece ter escolhido uma delas e deixado as outras em segundo plano.
A produção poderia utilizar Saldanha como uma peça importante para mostrar o contexto político e esportivo daquela época. Porém, em vários momentos, tenho a sensação de que **Saldanha se torna mais importante do que a própria Seleção**.
E quando o título promete *A Saga do Tri*, eu esperava sentir muito mais o cheiro, a tensão e a magia daquela Copa.
Esperava ver mais Pelé.
Mais futebol.
Mais bastidores da Seleção.
Mais Zagallo.
Mais dos jogadores que formaram aquela máquina de jogar futebol.
### SALDANHA, ZAGALLO E A SELEÇÃO
A saída de Saldanha do comando da Seleção é um dos pontos centrais.
Com a mudança no comando, **Zagallo assume a equipe** e conduz o Brasil rumo ao tricampeonato.
E aqui existe uma história cinematográfica gigantesca.
Uma Seleção que reunia Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivellino, Carlos Alberto e tantos outros.
Um time que até hoje é lembrado como uma das maiores equipes da história do futebol.
Mas a série acaba gastando uma quantidade considerável de energia narrativa com o conflito político envolvendo Saldanha.
E isso diminui justamente aquilo que deveria ser o coração da produção: **o futebol**.
### RODRIGO SANTORO
Rodrigo Santoro é um excelente ator e entrega uma interpretação convincente de João Saldanha.
O problema não está em Santoro.
Pelo contrário.
Ele é justamente um dos elementos que funcionam melhor na produção.
A questão é a escolha do roteiro em transformar seu personagem praticamente no eixo principal de uma história que deveria ser sobre o Brasil de 1970.
É como se tivéssemos comprado um ingresso para assistir à final da Copa e, quando percebemos, estivéssemos assistindo principalmente aos bastidores do estádio.
### O TRI QUE MERECIA MAIS
O tricampeonato brasileiro foi gigantesco.
Não apenas pelo título.
Mas pela maneira como aconteceu.
A Seleção de 1970 jogava um futebol ofensivo, técnico e criativo. E no centro daquela equipe estava Pelé, chegando ao seu terceiro título mundial e consolidando definitivamente o apelido que o acompanharia para sempre:
**Rei.**
Essa história por si só já seria suficiente para construir uma série extraordinária.
Não era necessário inventar grandes conflitos.
A realidade já tinha drama suficiente.
### CRÍTICA
O maior problema de *Brasil 70: A Saga do Tri* é justamente sua proposta narrativa.
Não considero errado abordar a ditadura.
Não considero errado mostrar João Saldanha.
Muito pelo contrário: o contexto político faz parte da história daquele período e poderia enriquecer enormemente a produção.
O problema é quando **o contexto passa a ser maior do que o acontecimento que deveria estar no centro da história**.
E aqui senti falta da magia.
Faltou aquela sensação que o futebol de 1970 provoca quando é contado de maneira verdadeiramente apaixonada.
Quando comparo com *Pelé: O Nascimento de uma Lenda* (2016), a diferença fica ainda mais evidente. O filme de 2016 conseguiu construir uma narrativa emocional sobre o menino Dico, sua família, suas dificuldades e sua transformação no Rei Pelé.
Aqui, esperava encontrar algo semelhante em relação ao maior momento da carreira de Pelé.
Mas encontrei uma produção muito mais preocupada com o homem por trás da política do que com o jogador que estava escrevendo a história dentro do campo.
### VEREDITO
*Brasil 70: A Saga do Tri* tinha nas mãos uma história praticamente perfeita para televisão.
**Pelé. A Seleção. Zagallo. Saldanha. A ditadura. A Copa do México. O tricampeonato.**
Era material para uma obra monumental.
Mas, na minha visão, a série perdeu o equilíbrio.
Ao tentar transformar João Saldanha e o contexto político no grande eixo da narrativa, acabou diminuindo a presença daquilo que deveria ser o coração da produção: **Pelé e a Seleção Brasileira de 1970**.
O resultado é uma série que possui bons atores, uma história real extremamente rica e um contexto histórico relevante, mas que não consegue reproduzir a magia daquele time.
**⭐ MINHA NOTA: 3/10**
**A história do Tri merecia ser contada com a mesma grandeza com que aquela Seleção jogava. Aqui, infelizmente, o futebol ficou em segundo plano — e quando se fala de Brasil 1970, isso é um pecado difícil de ignorar.**
A série é muito boa, para quem gosta de futebol certamente vai se emocionar em alguns momentos. Para os chatos politiqueiros de plantão, vão achar algo que não gostaram para avaliarl mal a série.
nossa, a série realmente nos deixa na emoção do jogo, nos faz querer estar ali, uma boa série, com um bom roteiro boa atuação, bom cgi, tirando o pelé, e o joão saldanha, cada episodio contem protagonistas diferentes, isso é muito legal
Uma ótima apresentação do que era assistir e torcer em uma Copa nos anos 70 e que mostra como é difícil e dramático passar por tudo isso. João Saldanha e Zagallo perfeitamente representados. Só não gostei muito da representação do quarto gol da final, considerado o melhor de todos os tempos, pareceu somente uma repetição simplificada do que já vimos no jogo real, poderia ter sido investido muito mais para fechar com chave de ouro.
uma mini-série muito boa mostrando como era o nosso futebol e não essa vergonha que é hoje e os caras eram cobrados e Pelé mais ainda mesmo sendo bi campeáo mundial por ter perdido a copa de 1966 para seleçao de Portugal,uma mini-série muito bem produzida com boas atuações,uma nota 8.
Olha galera, pra quem curte futebol, vai gostar. Quem conhece algumas histórias sobre sobre esse título, tipo eu, vai curtir. Produção muito boa, efeitos bom para os dias de hj fazendo me sentir dentro da área em alguns gols, me arrepiando nos gols da final, os QUASE gols do Pelé com meus sentimentos querendo que fosse gols, mesmo sabendo que NÃO foram. Achei muito legal. Só nao curtir querer meter política com futebol, numa história que nao cola para os nossos dias atuais cara. QUEM CURTI FUTEBOL, NÃO VAI QUERER SABER DAS BOSTAS DA POLÍTICA DO PASSADO. Quem vai curtir isso é quem só quer falar das bostas da polica de hoje. Nada a ver.
Muito fraco, detalhes falhos, retratando em boa parte dos episódios um Pelé inseguro, no episódio 3 uma "lacração" incrível, aquela selecaera formada em grande parte por homens fortes mentalmente, sem dúvida a melhor atuação ficou com Rodrigo Santoro, quanto ao restante do elenco me pareceu que muitos seriam dignos do seriado Malhando. Resumindo, tema ótimo, resolução péssima. PS. Muitas expressões usadas hoje mas que naquela época nao existiam, comemorações e falas do século XXI atribuídas a uma história de 1970, gritos da torcida, falas e comemorações dos torcedores, etc. Pena
Fazer um filme ou série sobre futebol, sem colocar o "entorno" que envolve todo o contexto, é como nadar numa piscina sem água. E, queiram os chatos de galocha ou não, o aspecto político daquela época deve, sim, ser retratado. Como não? Enquanto a seleção jogava, vencia e encantava na Copa, pessoas eram mortas pela sangrenta ditadura militar. Precisava ser exposto o tema e foi muito bem mostrada na séria, aliás, como deve ser. Quanto à série em si, embora sejam apontados exageros dramáticos, ela não é um documentário, é uma obra de ficção e, por isso, os tais exageros ou cenas diferentes da realidade podem ser usadas. Se chama "licença poética", pra quem não sabe. Faz parte.
A série é entre o mediocre e o ruim,se sustenta nas encenações dos jogos, e decepciona em todo o resto. Os dialogos parecem todos infantis e sem profundidade, típicos de novelas, os personagens são fracos e pouco marcantes. Pelé parece uma criança ingênua, totalmene manipulável, única atuação mais marcante é de Rodrigo Santoro (João Saldanha), escolhido a dedo para ter um papel de destaque devido única e exclusivamente a sua posição política. A série claramente tem um víes de político e não deixou passar uma oportunidade de critica o governo militar, e perdeu tempo com eventos e dialógos que nunca aconteceram para enxer linguiça, e criar narrativas. Mais uma excelente história que a Netflix consegue transformar em algo clichê
Conseguiram transformar João Saldanha no herói do tri, o técnico narcisista que quase deixou Pelé fora da copa. Impressionante como a paixão política é capaz de deturpar a realidade. Péssimo seriado, tudo é ruim. As cenas do jogo de futebol são ridículas, são piores que as do desenho capitão Tsubasa. O seriado pinta um time nacional dividido, cheio de intrigas, com medo de todos os adversários, um Pelé acovardado, um Zagalo apenas supersticioso, em resumo, tirando o resultado final da copa, uma obra de pura ficção e mal gosto!
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