Raul Seixas: Eu Sou
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3,9
68 notas

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Maycol Z.
Maycol Z.

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Crítica da série
2,0
Enviada em 3 de julho de 2025
Como fã de Raul Seixas desde os meus 7 anos e colecionador e pesquisador, eu gostaria de estar aqui escrevendo um grande elogio para essa série. Sonhei a vida toda em ver uma obra audiovisual que fizesse jus à complexidade e à grandiosidade de Raul Seixas. Mas, infelizmente, essa produção ficou muito aquém do que o artista merece.

Desde o primeiro episódio, fica claro que “Raul Seixas: Eu Sou” tem problemas sérios de pesquisa histórica, direção e construção de personagem. A começar pelos erros de cronologia, como a cena em que Raul canta Let Me Sing, Let Me Sing no Festival Internacional da Canção de 1972, com Rita Lee de noiva, algo que nunca aconteceu naquela ocasião. Também no show do Phono 73, a plateia aparece fazendo o gesto de “chifres” com as mãos, popularizado apenas anos depois no rock e heavy metal, demonstrando falta de cuidado com detalhes culturais da época. Outro exemplo é a sessão de gravação de Mosca na Sopa, mostrada como se Raul estivesse se apresentando ao vivo, totalmente desconexa da realidade de estúdio daquele período.

A direção de Paulo Morelli e Pedro Morelli entrega um Raul Seixas raso, reduzido a um homem obcecado por sucesso, egocêntrico e invejoso, sem explorar suas dimensões mais profundas, filosóficas e espirituais. Quem conhece a trajetória do artista sabe que Raul era um homem de muitas camadas, leitor de Aleister Crowley e outros pensadores célebres que teve influências que moldaram sua visão de mundo e sua música. Infelizmente, a série trata esses estudos apenas como “excentricidades”, sem conexão real com o conceito de Sociedade Alternativa ou sua filosofia de vida.

Os diálogos soam artificiais, muitas vezes didáticos demais, aproximando-se do tom de novela, o que torna a narrativa arrastada, especialmente no segundo episódio. As interpretações não ajudam na imersão e, embora isso não seja culpa exclusiva dos atores, fica claro que o roteiro não oferece suporte para performances mais profundas.

A caracterização de Paulo Coelho, por exemplo, reforça estereótipos místicos, ignorando seu papel essencial como parceiro criativo. Outros parceiros igualmente importantes na história de Raul, como Claudio Roberto, Marcelo Nova, Rick Ferreira, Miguel Cidras, Leno Azevedo e Tony Osanah, foram ignorados ou tiveram participações mínimas. Até Dalva Borges, que cuidou de Raul nos momentos mais difíceis, foi totalmente deixada de lado.

Quando chega o rompimento com Paulo Coelho, a série acelera bruscamente, pulando álbuns, períodos e fatos importantes. A sensação é de que houve pressa em encerrar a história, deixando de fora pessoas, músicas e fases que marcaram a vida e a carreira de Raul Seixas.

A escolha de Supla para interpretar Elvis Presley é discutível, assim como a qualidade das capas de discos mostradas. Soma-se a isso a frustração de muitos fãs que esperavam ouvir as gravações originais das músicas em momentos-chave, mas receberam apenas trechos.

Por fim, a morte de Raul é retratada de forma diferente da realidade, optando por um caminho ficcional que não traz o impacto emocional que sua trajetória merece.

“Raul Seixas: Eu Sou” é uma série que tinha potencial para ser definitiva, mas se tornou uma oportunidade desperdiçada. Falta profundidade na abordagem, precisão histórica, cuidado com detalhes culturais e, acima de tudo, respeito pela complexidade humana e artística de Raul Seixas. Como fã, lamento que, mais uma vez, Raul tenha sido retratado apenas como um personagem caricato, quando ele era, na verdade, um dos artistas mais profundos, contraditórios e geniais que o Brasil já teve.
Taluan G.
Taluan G.

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Crítica da série
1,0
Enviada em 28 de junho de 2025
A cinematografia é terrível e brega, o conceito de direção de arte é uma tragédia. Cada escolha parece que foi pensada de forma errada!
Ricardo L.
Ricardo L.

63.309 seguidores 3.232 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,5
Enviada em 8 de setembro de 2025
Uma das melhores que ocorreu em 2025 quando faiamos em série! Roteiro em torno do genial Raul numa história cheia de sucesso e melancolia em meio a tantas canções maravilhosas.
André Calazans
André Calazans

1 crítica Seguir usuário

Crítica da série
2,5
Enviada em 29 de junho de 2025
O protagonista no papel de Raul e seu parceiro Paulo Coelho Infelizmente não convencem. Falta naturalidade e profundidade aos dois, além de certa dose de emoção visceral de quem viveu aquela época criando composições inesquecíveis. Inevitável a comparação com o filme do Ney, que transmite de fato o clima da época e com um ator que mergulhou na alma do personagem sem caricatura ou clichê. Porém, o problema não são só os atores da série, que com raras exceções, como as mulheres de Raul, atuam de forma distante da realidade ou do que guardamos da época. A direção e o roteiro parecem artificiais em boa parte do tempo, com características mais novelescas do que de série. Faltou tesão, autenticidade e realidade. Mas assisti até o fim, porque Raul é Raul, a trilha sonora é ótima e sua biografia e sua época são retratadas, ainda que de forma limitada.
Danila
Danila

3 críticas Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 26 de julho de 2025
Série muito bem feita! Ótimos atores, mostra a vida de Raul Seixas com cenas inesquecíveis. Vale a pena assistir.
Raquel Cunha
Raquel Cunha

2 críticas Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 1 de julho de 2025
Gostei demais! Tinha algumas coisas da vida dele que não sabia. Grande artista, grandes sucessos... era "maluco" mas sofreu muito pra ser ele mesmo. spoiler: Perdeu grandes mulheres e filhas na tentativa de "ser livre" a todo custo...
Valmor Alves
Valmor Alves

11 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,5
Enviada em 27 de outubro de 2025
A série acerta ao não se limitar a repetir os grandes hits e a persona pública de Raul Seixas, mas ao mergulhar na intimidade e nas contradições de um artista que foi muito além da imagem de “maluco beleza”. Mostrar que ele era tímido, que tinha momentos de reflexão, que buscava liberdade e também sofria com os próprios demônios. Muito boa!
Marcos Géa
Marcos Géa

2 críticas Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 31 de agosto de 2025
Excelente série. Interpretação primorosa de Ravel Andrade. João Pedro Zapa também Paulo Coelho. Os fantasmas da droga, bebida, as composições detalhadas de uma forma muito inteligente.
Ótimos atores, ótima direção, excelente série.
Prepare-se para maratonas.
Bruno Vezula Pirovani
Bruno Vezula Pirovani

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Crítica da série
4,5
Enviada em 13 de agosto de 2025
A série foge da cronologia linear tradicional e adota uma narrativa fragmentada, surreal e onírica. Elementos simbólicos — como encontros imaginários com Dom Quixote, Elvis, e metáforas visuais caleidoscópicas — refletem de forma criativa o universo mental e artístico de Raul.
Angelo Marcio
Angelo Marcio

1 crítica Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 12 de agosto de 2025
Simplesmente excelente! Já assisti a série vezes e estou indo para a 4a vez. Não consigo enjoar! Recomendo para os fãs e os não fãns.