Copa do Cinema: O melhor do cinema mexicano
Hoje tem Brasil x México na Copa do Mundo! Por mais que sejam nossos adversários na busca por uma vaga às oitavas-de-final, os mexicanos têm uma filmografia robusta, repleta de destaques no cinema mundial. Confira!

Este conto de fadas gótico elevou Guillermo del Toro ao status de um dos diretores mais cultuados da atualidade. Ganhou três Oscar, nas categorias de fotografia, maquiagem e direção de arte, e recebeu ainda outras três indicações.

Antes de dirigir Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban e Gravidade, Alfonso Cuarón despontou com o envolvente e corajoso E Sua Mãe Também. Estrelado por Gael García Bernal, Diego Luna e Maribel Verdú, o filme recebeu uma indicação ao Oscar de melhor roteiro original.

Alejandro González-Iñárritu é outro diretor da nova leva do cinema mexicano que tem se destacado nos últimos anos. Seu filme de estreia foi o tenso Amores Brutos, que acompanha a vida de três pessoas que se envolveram em um acidente automobilístico. Recebeu uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Heli

Do filme Heli

Brutal e pesado, Heli retrata a violência existente no interior do México, além de denunciar a sexualidade precoce das jovens da região. Ganhou o prêmio de melhor diretor (Amat Escalante) no Festival de Cannes.

Dirigido por Carlos Reygadas, outro expoente do novo cinema mexicano, o ainda inédito nos cinemas brasileiros Luz Depois das Trevas aposta firme no lado experimental e, muito por causa disto, ganhou o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes 2012.

Antes de migrar para o cinema americano, Robert Rodriguez realizou uma proeza em seu país-natal: rodar um longa-metragem com apenas US$ 7.725. O Mariachi foi depois revendido para a Columbia por US$ 100 mil, que ainda investiu US$ 1 milhão na campanha publicitária. Seguido por A Balada do Pistoleiro e Era uma Vez no México.

O diretor Michel Franco ganhou destaque internacional ao trazer a história drástica de uma jovem que sofre bullying dos colegas de escola e tenta, a todo custo, esconder a situação do próprio pai. Ganhou o prêmio de melhor filme na mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes 2012.

Por mais que tenha nascido na Espaha, Luis Buñuel teve uma fase importante de sua filmografia rodada no México. Os Esquecidos foi um símbolo deste período, trazendo a saga de um grupo de delinquentes que passa os dias cometendo pequenos roubos.

O consagrado livro de Laura Esquivel ganhou os cinemas através desta adaptação dirigida por Alfonso Arau, que explora com competência o típico realismo fantástico latino-americano.

Baseado no livro homônimo de Eça de Queiroz, O Crime do Padre Amaro traz a história de um padre recém-ordenado que se envolve com uma jovem devota e acaba descobrindo a hipocrisia por trás da igreja católica. O filme gerou muita polêmica no México, com diversos grupos de apoio à igreja tentando impedir que fosse rodado.

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