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    Vivi Viravento: Primeiras impressões da série infantil criada por Alê Abreu, de O Menino e o Mundo
    Por Bruno Carmelo — 2 de dez. de 2017 às 08:45

    Uma viagem encantadora por diversos países.

    Neste sábado, 2 de dezembro, estreia no Discovery Kids a série infantil Vivi Viravento, criada por Alê Abreu (O Menino e o Mundo) e dirigida por Priscila Kellen.

    A história apresenta uma garota aventureira que percorre diversas cidades do mundo enquanto busca a fictícia Viravento, lugar onde tudo é possível. Ela viaja em companhia do amigo Mochilão, uma mochila imaginada como bicho-preguiça, e Lanterninha, objeto transformado, pela imaginação da garota, em esquilo.

    O AdoroCinema teve a oportunidade de ver os dois primeiros episódios, um deles passado nas savanas do Quênia, e o segundo em Tóquio, no Japão. O resultado é bastante promissor, primeiramente, pelos aspectos técnicos da animação. Alê Abreu já tinha impressionado com a expressividade dos traços simples de O Menino e o Mundo, e repete a dose na série de TV. 

    As imagens combinam o desenho simples dos personagens animados com rabiscos, colagens, dobraduras, recortes e fotos. O efeito é excelente e sugere a impressão de algo acessível, uma arte que as crianças também poderiam fazer por si próprias em casa, com desenhos e montagens. Ou seja, além de gerar cenas bastante criativas, estimula a criatividade dos espectadores.

    Além disso, a mistura da geografia real com a geografia imaginária merece destaque. Para não saturar os pequenos com informações, distribuídas em doses homeopáticas, Vivi Viravento equilibra a narrativa com o funcionamento mágico da cidade procurada. Paralelamente, cada objeto (um pente, uma meia, um rolo de papel) abre portas para um novo mundo, permitindo ler pensamentos ou ver à distância.

    Na época em que tantas crianças recorrem a brinquedos digitais e eletrônicos, o estímulo da imaginação analógica com pinturas, desenhos e ressignificação de elementos cotidianos, presentes em famílias de quaisquer classes sociais, é bastante saudável. Vivi Viravento começa muitíssimo bem, aliando a poesia das formas com uma preocupação pedagógica lúdica, que jamais soa pesada demais.

     

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