Transexual: "Que ou aquele que se submeteu a tratamento com hormônios (estrogênio ou testosterona) e procedimento cirúrgico, a fim de adquirir características do sexo oposto". Essa é a descrição de uma pessoa trans no Michaelis, um dos dicionários mais usados do Brasil. Mas, será que isso é suficiente para entender sobre o assunto? Ou só intensifica a excentricidade que essa minoria levanta ao focar na transformação física? Tentando fugir desse ponto de vista, a série documental Liberdade de Gênero chega ao GNT.
Produzida pelo próprio canal, a série com 10 episódios usa o afeto como condução para contar a história real de 14 pessoas trans de diferentes estados brasileiros. Para isso, além da fala dos personagens sobre a descoberta da não identificação com gênero do nascimento, familiares e amigos contam sobre o aprendizado dessa relação e como é lidar com a transexualidade.
“A série traz um outro olhar sobre as pessoas trans, colocando eles e elas dentro do contexto comum, com laços de família e uma vida normal. Foi surpreendente estar tão próximo destas questões, ver a luta e a força necessária para uma pessoa trans existir plenamente da forma como se reconhecem foi emocionante”, conta João Jardim (Getúlio), diretor da série.
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Se você ficou curioso, segue um pouco da história de uma das entrevistadas. Psicanalista e escritora, Letícia Lanz nasceu como Geraldo. Casada com uma mulher há 40 anos, ela se assumiu após um infarto e realizou a transição de gênero quando já possuía 30 anos de casada. “Eu não sou homem nem mulher, sou uma construção de mim mesma. Não nasci com o gênero errado, nasci na sociedade errada”, afirma Letícia sobre o modo como se sentia.
Liberdade de Gênero vai ao ar às 21h30 no GNT. Após a exibição, os episódios estarão disponíveis a qualquer hora para assinantes da plataforma de streaming Globosat Play.