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    The Walking Dead: Confira nossa crítica da sexta temporada
    Por Lucas Salgado — 4 de abr. de 2016 às 08:45

    Cuidado: o texto conta com SPOILERS.

    Ao lado de Game of Thrones, The Walking Dead é a série que mais "maltrata" seu espectador. A produção não tem medo de fazer seu público sofrer, seja matando personagens importantes, seja colocando-os sob ameaça constante. Nos cinco primeiros anos, o espectador se acostumou a perder figuras queridas como Hershel, Lori, Andrea, Shane, Beth e companhia. E todas as mortes faziam a série andar para frente.

    Agora, no sexto ano, a série parece ter errado um pouco a mão. Não há problema em querer brincar com o público, mas há muito problema em criar reviravoltas absurdas e mistérios sem sentido ou tomar atitudes covardes, como acontece no episódio final.

    A sexta temporada é, de longe, a mais enrolada de toda a série. Possui pelo menos dois episódios em que nada acontece e muitos outros em que só nos satisfazemos com uma ou outra cena de impacto. O ano começou com Rick e sua turma tendo que lidar com a morte de Reg e Pete e com o futuro de Alexandria. Eles decidem atrair para longe do local uma horda de zumbis.

    Enquanto, Rick, Daryl, Glenn, Abraham e cia estão afastados, Alexandria acaba sofrendo um ataque dos Wolves. Morgan e, principalmente, Carol ajudam a proteger o local. Ao mesmo tempo, Glenn é cercado por zumbis e "morto". É claro que você já sabe que ele não morreu e pouca gente caiu no golpe da série. Mas TWD tratou de retratar Glenn caído no chão, cercado por centenas de criaturas e tendo as tripas retiradas. Sim, ele sobreviveu.

    A "morte de Glenn" já era o indicativo do quão covarde seria a série nesta sexta temporada. Não só fingiram matar o personagem, como tiraram o nome do ator dos créditos e levaram três episódios para revelar o que de fato tinha acontecido. Quando chegou o episódio, ninguém mais esperava que ele estivesse morto.

    Por sinal, a série atingiu o fundo do poço justamente no episódio pós-acontecimento com Glenn. Oferecendo um capítulo inteiro de flashback para Morgan. 

    A segunda metade da temporada surgiu com a promessa de uma nova ameaça: Negan. Um dos principais vilões dos quadrinhos, o personagem é vivido por Jeffrey Dean Morgan e só aparece no último episódio. Este suspense funcionou. O espectador foi recebendo, aos poucos, referências a um tal de Negan. E em determinado momento não sabe se é um lugar, uma pessoa ou uma espécie de religião. De certa forma, é tudo isso. 

    TWD continuou com um ótimo trabalho de desenvolvimento de personagem, em especial no que diz respeito a Carol, Morgan, Daryl e Abraham. Dois dos favoritos do público, Rick e Michonne meio que ficaram no mesmo ponto. E foram colocados em um relacionamento que ainda não disse a que veio.

    Como lembrado acima, a série sempre matou personagens importantes. Ao longo da sexta temporada, no entanto, o que vimos foram várias mortes, mas sempre de figuras em segundo plano. Alguém ficou triste pela perda de Jessie? Ou de Denise (na cena mais "olha como eu vou morrer" de toda série)? Acho que não.

    Ah, mas pode esperar que o último episódio vai chegar e o Negan vai matar alguém importante! Pois bem, chegou. E o público foi mais uma vez enganado. Usando uma técnica covarde de colocar a câmera subjetiva na vítima sem revelar quem ela é, a série mais uma vez irritou seu espectador. E o fará ficar meses sem saber quem morreu. Pode ser Daryl. Mas também pode ser Aaron (quem?).

    A verdade é que The Walking Dead segue sendo uma série legal e divertida, afinal tem zumbis! Mas é muito menos que os fãs mais fanáticos gostam de acreditar. Possui momentos incríveis. Mas decepciona na mesma medida. O pior é saber que a sétima temporada chega em outubro e que não é nada difícil a série investir em um episódio focado em Morgan e Carol ou outro flashback apenas para guardar seu mistério barato por mais alguns capítulos. É esperar...

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