A 3ª temporada de A Casa do Dragão encontra seu desfecho dramático neste domingo (9). Ao longo de oito semanas, a repercussão do público e da crítica dividiu-se entre àqueles que acreditam que o spin-off de Game of Thrones perdeu o espírito do começo e os que se sentiram redimidos após uma segunda temporada fraca. Eu já assisti e sinto que estou mais próxima do segundo grupo.
Em junho, logo antes da estreia da temporada, publiquei um texto afirmando que a Batalha da Goela e seus desdobramentos quase que imediatos me deixaram otimista sobre o ritmo que o restante dela iria assumir. Meses depois, acredito que o season finale teve o papel de arauto do apocalipse, não com promessas de uma guerra que nunca estourava de fato, mas sim com o cumprimento tardio delas.
A 3ª temporada de House of the Dragon começa e termina com batalhas impactantes
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No que tange à ação, o oitavo e último episódio da terceira temporada entrega momentos marcantes. Confesso que prendi o fôlego quando os dragões Pretos realmente brigam entre si com unhas, dentes e fogo, mesmo sabendo desde o início que a Dança dos Dragões extingue as criaturas quase totalmente.
Por sua vez, a tão antecipada Batalha de Tumbleton aproveita muito bem seus cenários e os recursos já clássicos em Game of Thrones. Nela, tomadas mais amplas da cidade com as. jornadas individuais de personagens específicos, sejam eles protagonistas ou não, para conferir um caráter mais pessoal ao cenário caótico. O único ponto de vista que senti falta foi o de Hugh Hammer (Kieran Bew), um arco que vinha sendo construído gradualmente mas não teve destaque no corte final.
3ª temporada de A Casa do Dragão terminará com o episódio mais longo da série – reserve bastante tempo!Os Verdes roubam a cena em A Casa do Dragão e isso é um mau sinal
Algo que me incomodou é que eu fui gradativamente perdendo o interesse em acompanhar os Pretos, apesar de concordar que Rhaenyra (Emma D'Arcy) é a herdeira legítima. Senti que as interações entre os personagens do núcleo que, no momento, ocupa a Forteleza Vermelha foram repetitivas.
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Mesmo que haja o esforço em retratar a virada da rainha de ultracautelosa à impulsiva e paranoica, a sensação que fica é a monotonia. Atribuo isso ao cansaço de ver as personagens femininas de Game of Thrones sendo jogadas nesse mesmo padrão de comportamento. Da mesma forma, a atenção conferida às histórias de Baela (Bethany Antonia) e Rhaena (Phoebe Campbell) não passou da superfície, mesmo com tanto potencial.
Do outro lado da moeda, me peguei torcendo para que o foco voltasse para o "time Verde". Em especial, considero que acompanhar as visões de Helaena (Phia Saban) e o suplício pós-queimadura de Aegon (Tom Glynn-Carney) foi o melhor da terceira temporada graças às nuances das performances dos atores e a evolução que vimos nos dois. Confesso que ambos me deixaram à beira das lágrimas. Infelizmente, não posso dizer o mesmo de Aemond (Ewan Mitchell), que acabou caindo no limbo de Harenhaal, mas de uma forma menos extenuante que a saga de Daemon no castelo condenado.
O consenso que não escapa nem aos gregos e nem aos troianos — ou Verdes e Negros — é que House of the Dragon não é a mesma série que assistimos em 2022 e nem em 2024. No fim das contas, sentir o peso dessas diferenças contribui para o fator choque proposto pelo season finale desta noite.
A 4ª e última temporada de A Casa do Dragão está prevista para estrear em 2028.