Sete anos após o fim de The Big Bang Theory e depois de um par de spin-offs ambientados no passado, acaba de estrear uma nova série derivada, mas desta vez sem o formato de pré-sequência. Chega Stuart Não Consegue Salvar o Universo e, logo na largada, a produção implora para que você faça uma coisa.
Ou melhor: para que não faça. Assim que o cold open termina e a vinheta começa, a própria sequência de créditos iniciais pede ao espectador que não clique no botão "Pular abertura" da HBO Max. Eles podem não ser os primeiros a fazer esse pedido, mas certamente são os que o integraram de forma mais orgânica.
HBO Max
Stuart não consegue pular a abertura
Ajustando-se à sua premissa e ao fato de que cada episódio nos transporta para um mundo alternativo, a série apresenta uma abertura mutante. A estrutura permanece a mesma, é verdade, mas traz mudanças no que é exibido e dito a cada capítulo. Basicamente, a vinheta conversa diretamente com o público na esperança de que entremos na brincadeira.
Dessa forma, encontramos não apenas mensagens diferentes, referências a mundos já visitados e a Stuart e sua turma tentando escapar ou cumprir (não fica claro) seu destino, mas também arranjos exclusivos da mesma música tema, criados pelo próprio Danny Elfman. O lendário compositor desempenhou um papel fundamental ao realizar essas pequenas modificações.
A ideia partiu de Chuck Lorre, cocriador da série ao lado de Bill Prady e Zak Penn. Para Lorre, os profissionais criam sequências de créditos brilhantes, mas, na era do streaming, a maioria das pessoas só as assiste uma única vez. Como ele explicou em entrevista ao Deadline:
"E então você aperta o botão que diz 'Pular abertura' e isso é um desperdício terrível de tempo, dinheiro e criatividade... Então pensei: e se fizéssemos uma sequência de créditos que você poderia pular, mas não deveria? Isso significa que cada sequência de abertura precisa ser diferente."
O recurso não é totalmente inédito no meio. É bastante comum que aberturas façam pequenas modificações de um episódio para o outro. O exemplo mais icônico é, sem dúvida, Os Simpsons, com a piada do sofá (e a célebre frase na lousa). Outra produção famosa por essa dinâmica foi Game of Thrones, cujo mapa na vinheta variava conforme os locais que seriam visitados no episódio. E esses são apenas dois exemplos.