A série de ficção científica de 8 temporadas que fez a Netflix tomar uma decisão histórica
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Esta antologia continua ocupando um lugar único: o de uma série que não precisa de um vilão fixo, pois quase sempre encontra o inimigo bem na frente da tela.

Hoje, a Netflix é quase sinônimo de seus grandes fenômenos globais. Stranger Things se tornou a franquia nostálgica que colocou metade do mundo para falar sobre o Mundo Invertido, Wandinha transformou Jenna Ortega no rosto definitivo da plataforma, e Round 6 provou que uma série sul-coreana poderia romper qualquer barreira de idioma, país e algoritmo. Cada uma, à sua maneira, virou parte da identidade moderna do streaming.

Porém, a Netflix também tem uma produção mais incômoda, bizarra e bem menos fácil de digerir. Uma série que nem sempre busca agradar, que muda de história a cada episódio e que, muitas vezes, deixa o espectador com vontade de desligar o celular, tampar a câmera do notebook e desconfiar de qualquer avanço tecnológico bonito demais. Agora, essa mesma série acaba de ser alvo de uma decisão pouco comum dentro da plataforma.

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Netflix renova uma de suas séries mais inquietantes

A série em questão é Black Mirror, a antologia de ficção científica criada por Charlie Brooker que retornará para uma 8ª temporada. O anúncio confirma que a Netflix ainda tem muita confiança em uma de suas produções mais queridas, temidas e debatidas, mesmo após mais de uma década de histórias sobre tecnologia, poder, desejo, vigilância, entretenimento e a humanidade à beira do colapso.

A renovação marca um momento histórico, pois Black Mirror se consolida como a série de ficção científica mais longeva da Netflix. É um dado impressionante quando pensamos no catálogo da plataforma, onde até títulos gigantes como Stranger Things tiveram trajetórias mais curtas em número de temporadas. A diferença está no formato: Black Mirror pode se reinventar repetidamente porque não depende dos mesmos personagens nem de uma única trama central.

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A antologia que transformou a tecnologia em um pesadelo cotidiano

Black Mirror nasceu no Reino Unido em 2011, antes de se tornar uma das aquisições mais importantes da Netflix. Sua fórmula era simples: contar histórias independentes sobre o impacto da tecnologia na vida humana. Mas o soco no estômago nunca esteve apenas nos aparelhos, nas telas ou nos sistemas futuristas; estava no que essas invenções revelavam sobre nós mesmos.

Episódios como The Entire History of You surgiram, onde as memórias podiam ser reproduzidas em vídeo. Outro episódio impactante foi Nosedive, que retratava uma sociedade obcecada em avaliar cada interação social. E San Junipero transformou a tecnologia em uma história de amor inesperada. A série podia ser brutal, terna, satírica ou deprimente, e às vezes tudo ao mesmo tempo .

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O espelho preto ainda tem bateria

A 8ª temporada ainda não tem data de estreia, elenco confirmado ou detalhes sobre as novas tramas. No entanto, essa falta de informações combina perfeitamente com a produção. Parte do charme de Black Mirror está justamente em não saber de onde virá o próximo golpe.

Black Mirror
Black Mirror
Data de lançamento 2011-12-04
Séries : Black Mirror
Com Awkwafina, Peter Capaldi, Emma Corrin
Usuários
4,6
Assista na Netflix com Claro tv+

A Netflix poderia ter dado um descanso para a marca depois de tantos anos, mas decidiu seguir em frente. A plataforma já cancelou séries com fandoms enormes, projetos aclamados pela crítica e produções que pareciam ter muito futuro pela frente. Com Black Mirror, o streaming tomou outro rumo inteligente e garantiu a ela mais uma temporada de vida.

Giovanni Rodrigues
Giovanni Rodrigues
-Redação
Já fui aspirante a x-men, caça-vampiros e paleontólogo. Contudo, me contentei em seguir como jornalista. É o misto perfeito entre saber de tudo um pouquinho e falar sobre sua obsessão por nichos que aparentemente ninguém liga (ligam sim).
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