Magnum e O Cavaleiro dos Sete Reinos nos deixam uma lição muito importante em meio à saturação de franquias: Menos é mais
Iris Dias
Amante dos filmes de fantasia e da Beyonce. Está sempre disposta a trocar tudo por uma sitcom ou uma maratona de Game Of Thrones.

Ambas as séries, do Universo Cinematográfico Marvel e da saga Game of Thrones, conseguiram se encaixar em um cenário saturado.

Houve um tempo em que as séries podiam simplesmente ser séries, e não extensões obrigatórias de um universo infinito nem peças de um quebra-cabeça corporativo que exigiam que você fizesse a lição de casa antes. As séries funcionavam por si só e contavam boas histórias sem exigir que o espectador tivesse assistido a dez filmes e lido três quadrinhos para entendê-las.

É por isso que acho que hoje, em uma era de hiperconectividade narrativa, é revigorante ter duas séries que vão na contramão e nos lembram que existem outras maneiras de manter uma franquia viva. Estou falando de Magnum e O Cavaleiro dos Sete Reinos. Ambas pertencem a universos tão grandes quanto o da Marvel ou o de Game of Thrones, mas sua maior força reside no fato de não tentarem carregar o peso de nenhum deles.

Pequenas histórias e mundos gigantescos

Tanto Magnum quanto O Cavaleiro dos Sete Reinos partem de premissas mais intimistas. Em vez de redefinir o cânone ou preparar o terreno para o próximo grande evento, eles se concentram em personagens específicos e aventuras independentes. Temos duas duplas improváveis ​​cujas jornadas não visam mudar o destino do universo, mas sim construir relacionamentos e contar histórias humanas.

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E essa é precisamente a sua força! Magnum não tenta competir com megaproduções como Vingadores, nem este novo spin-off de Westeros busca replicar a escala política e militar de Game of Thrones ou House of the Dragon. Em vez disso, opta pela leveza, pelo humor e por uma abordagem ponderada no desenvolvimento dos personagens. E num cenário saturado de épicos forçados, isso me surpreende e é muito revigorante.

O charme das histórias independentes dentro de grandes universos

O problema de muitas franquias atuais não é a ambição, mas a obrigação constante de fazer avançar a trama principal. Quando cada episódio parece uma mera formalidade rumo ao próximo grande crossover, algo tão essencial quanto a capacidade de apreciar uma história por si só se perde. E essas duas séries provam que nem tudo precisa ser um evento sísmico para ser importante.

Marvel / HBO Max

Em última análise, são lembretes do porquê nos apaixonamos por esses universos em primeiro lugar. Mais do que dragões ou portais interdimensionais, o que sustenta qualquer saga são seus personagens.

Assistir a dois amigos discutindo no meio de um torneio ou a um aspirante a herói lutando para encontrar seu lugar pode ser tão emocionante quanto a batalha mais espetacular. Talvez Hollywood devesse prestar atenção nisso.

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