Ao longo das 27 temporadas de Malhação, vimos muitos talentos surgirem enquanto outros acabaram desaparecendo das telinhas, incluindo protagonistas queridos que não seguiram na profissão. É o caso da estrela da sétima temporada da novela, exibida em 2000, que hoje tem um novo ofício e trava uma luta contra uma doença delicada.
A artista em questão é Ludmila Dayer, a eterna Joana, que vivia um romance com Marcelo, interpretado por Fábio Azevedo, que também se afastou da TV e atualmente tem ligação com a Marvel. Na trama, o casal era constantemente ameaçado pelas armações de Bia, vivida por Fernanda Nobre, prima da moça e igualmente apaixonada pelo rapaz.
O sucesso como a protagonista Joana abriu portas para Ludmila em outras produções importantes da TV Globo. Anos depois, porém, ela decidiu deixar o Brasil e tentar a vida no exterior, onde passou a investir na carreira de empresária.
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De mocinha a dona de produtora
Em 1995, Ludmila Dayer fez sua estreia na TV com uma participação na primeira temporada de Malhação. Um ano depois, integrou o elenco de Xica da Silva, da extinta Rede Manchete, e, de volta à Globo, atuou na novela Corpo Dourado (1998). Mas foi em 2000 que ela alcançou maior projeção nacional ao protagonizar Malhação – Múltipla Escolha.
"Comecei a trabalhar com 10 anos e sempre coloquei meu coração em todos os meus trabalhos. Em Malhação, aquilo era minha vida, não estávamos preocupados com o sucesso, nós éramos uma família, acabava as gravações e continuávamos juntos, então foi muito sincero. Por isso, as amizades que construí ali duram até hoje", contou ela em entrevista ao Gshow.
Há 20 anos, esta atriz brilhou como vilã em Malhação: Tempos depois, desapareceu da TV e leva um estilo de vida bem diferenteNos anos seguintes, ela ainda emendou alguns trabalhos de destaque, incluindo Senhora do Destino (2004), em que interpretou a personagem Danielle, namorada do bicheiro Giovanni Improtta (José Wilker), que a chamava de "ninfa-bebê".
Em 2006, Ludmila decidiu se mudar para Los Angeles, nos Estados Unidos, em busca de uma grande transformação pessoal. Lá, deu os primeiros passos de sua carreira internacional, mas os pilotos que gravou para a HBO não foram aprovados. Mais tarde, abriu sua própria produtora de cinema, que também conta com uma subsidiária no Brasil.
Diagnóstico e planos para o futuro
Infelizmente, a atriz foi diagnosticada com esclerose múltipla em 2021 e, três anos depois, lançou o documentário Eu (disponível no Globoplay), no qual falou abertamente sobre a condição e também revelou sua luta contra a síndrome do pânico.
"Eu estava fazendo um filme na época e não conseguiu mais trabalhar. Tinha perda de memória, perda de reflexos, queda de cabelo, problemas de visão. Isso tudo desenvolveu uma crise de pânico e eu não conseguia mais sair de casa sozinha e nem dirigir", disse ao Extra.
Hoje, aos 42 anos, Ludmila é casada com um empresário britânico desde 2016 e, por se dedicar à vida de empresária do audiovisual, quase não tem mais tempo para atuar. A última aparição da atriz na televisão brasileira foi em uma participação da série Louco por Elas (2013), da Globo. No entanto, ela não descarta a possibilidade de voltar ao Brasil para novos trabalhos.
"Por causa do meu trabalho aqui como produtora, tive que abrir mão de muita coisa no Brasil. Mas sempre estive e estou aberta a trabalhar lá se o projeto e a ocasião forem favoráveis. Inclusive, estou produzindo meus próprios projetos no Brasil também. Minha intenção é estreitar as relações do país com os Estados Unidos, dentro do mercado audiovisual", afirmou.