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    Festival de Cannes 2019: Tarantino se recusa a responder pergunta sobre “poucas falas” de Margot Robbie em Era uma Vez em... Hollywood
    Por Renato Hermsdorff — 22 de mai. de 2019 às 09:14

    Climão na coletiva de imprensa.

    A coletiva de imprensa de Era uma Vez em... Hollywood, no Festival de Cannes, já estava para acabar quando a repórter do The New York Times fez uma pergunta sobre as “poucas falas” dedicadas à personagem de Margot Robbie, que interpreta a atriz Sharon Tate no filme.

    Depois de elogiar a Robbie, relembrando papéis da atriz em filmes como O Lobo de Wall Street e Eu, Tonya, a jornalista se direcionou especificamente ao diretor e a ela com a dúvida, no que Tarantino, visivelmente incomodado, se limitou a responder: “Eu não concordo [que a personagem tenha poucas falas]”.

    Getty Images

    Coube a Margot se alongar um pouco mais: “Eu acho que o tempo que eu tive de tela foi suficiente para homenageá-la”. Na “vida real”, Sharon, grávida de oito meses do diretor Roman Polanski, foi assassinada por uma seita comandada por Charles Manson. “Mostrar o lado maravilhoso dela é algo que a gente poderia ter feito sem falas. Eu realmente tive a impressão de que tive muito tempo para explorar o personagem [mesmo] sem diálogo, o que é interessante”, completou a atriz, que, mais cedo no evento, tinha dito que a função de seu personagem era trazer “luz” para o filme.

    Mesmo que a crítica não proceda, a observação é válida. De fato, a Sharon Tate de Tarantino (e Robbie) passa a maior parte do tempo saltitante, fazendo dancinhas, fetichizada, enfim - o que não é necessariamente “ruim”, mas uma escolha, uma vez que Hollywood, e principalmente a Hollywood do fim dos anos 1960, quando o filme se passa, é personagem e homenageada no filme.

    De uma forma geral, Once Upon a Time in Hollywood vem recebendo avaliações positivas, ainda que não exatamente entusiasmadas.

    “Aos fãs, restará o prazer evidente de presenciar atores consagrados ridicularizando a si próprios, além do aceno a atores e filmes reais dos anos 1950 e 1960 (o roteiro se esforça para incluir o máximo de referências possível). Em paralelo, a conclusão decide finalmente fornecer uma possibilidade de catarse, um encerramento às linhas narrativas que corriam sem direção precisa”, aponta o texto (completo aqui) do AdoroCinema.

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