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    Dumbo: Diretor de efeitos visuais revela pedidos de Tim Burton para a criação do elefantinho (Entrevista Exclusiva)
    Por Amanda Brandão — 6 de abr. de 2019 às 08:23
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    Richard Stammers é o responsável pelos olhos encantadores do protagonista.

    O elefantinho voador dono do coração de muita gente voltou aos cinemas, desta vez no live-action de Tim Burton, em Dumbo. Com lançamento no dia 28 de março, o filme superou Capitã Marvel no Brasil levando 609 mil espectadores às salas no final de semana de estreia.

    Na trama, após ser separado de sua mãe, Dumbo tem como companhia Holt Farrier (Colin Farrell), um cavaleiro que voltou da guerra, e seus dois filhos Milly Farrier (Nico Parker) e Joe Farrier (Finley Hobbins). Por sua vez, o bichinho se torna alvo das ambições do empresário V.A. Vandevere (Michael Keaton) e da trapezista Colette Marchant (Eva Green). Por fim, Danny DeVito surge como Max Medici, dono do circo Medici Bros. que é manipulado pelo vilão, ao sofrer problemas financeiros.

    Logo no primeiro vislumbre do protagonista, é impossível não se encantar com seus olhos marcantes e, claro, suas orelhas que o deixam atrapalhado. Por isso, é impossível não se questionar como tal perfeição foi feita a partir do uso de computadorização gráfica.

    Em entrevista exclusiva ao AdoroCinema, Richard Stammers, diretor de efeitos visuais de Dumbo, contou quais foram os principais desafios para a criação do personagem e comentou sobre o futuro do CGI nos cinemas.

    Para ele, que já trabalhou em filmes como Harry Potter e o Cálice de Fogo, O Código Da VinciAs Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian a maior dificuldade de Dumbo foi trazer os personagens à vida e reimaginar o elefante clássico usando as tecnologias de hoje em dia. Confira a entrevista na íntegra a seguir:

    Getty Images

    Qual foi a parte mais difícil de criar o Dumbo?

    Richard Stammers: Do ponto de vista ético, tivemos dificuldades com o design, de como fazer imagens reais, como se ele estivesse voando, essa foi a parte mais desafiadora. Foi um processo meticuloso de design para tentarmos achar o formato do personagem onde ele fosse muito fofo mas que também possuísse os problemas práticos de ter orelhas gigantes. Fazer ele parecer o mais real possível foi um grande desafio e também fazer que seus olhos fossem expressivos, passassem emoção mesmo tendo uma animação facial muito simples.

    O Dumbo tem alguns aspectos que não parecem reais, deixando clara a animação. Isso foi intencional?

    RS: Sim, com certeza. Tim Burton queria fazer um personagem realístico, mas Dumbo é um personagem bem característico, então preferimos fazer uma coisa mais expressiva que realística, onde Dumbo fosse um pouco desproporcional, mas real. Então, tudo o que aplicamos nele refletia o que queríamos atingir, os olhos, a iluminação, queríamos que Dumbo fosse um personagem fora do comum, sem que ficasse deslocado. Esse era um dos objetivos principais de Tim [Burton]: criar uma realidade escondida sem esconder a realidade.

    Qual foi o pedido mais difícil do Tim Burton, no que diz respeito a criação do Dumbo?

    RS: Com Burton tivemos um processo exótico para enxergar ele como um personagem. Do ponto de vista da animação, fazer a mágica dos vôos, do momento que ele sai do chão foi desafiador. Foi um dos trabalhos mais difíceis para a equipe pelo fato de termos que criar um mundo em que ele vivia, o plano de fundo e todas as interações físicas.

    Tem algum aspecto da animação original que você trouxe para esse filme agora?

    RS: Sim, quando Dumbo é separado da sua mãe e eles se reúnem. Foi muito especial recriar esse momento no filme, que é muito triste e é um momento maravilhoso. É um momento real, mesmo que seja animado, acho que conseguimos pegar o sentimento da realidade e manter fiel ao desenho original.

    Quanto tempo durou a pós-produção?

    RS: Dois anos e meio, sem mencionar as partes anteriores. Um ano e meio para o filme e um ano e meio para a pós-produção. Os efeitos especiais estão em 93 minutos do longa, são muitas cenas e nós precisamos de tempo para fazer a animação.

    Como você enxerga o futuro do CGI nas animações? 

    RS: Acredito que estamos naquele ponto de não saber o que é real e o que é animação. O mais difícil é criar humanos digitais, mas quanto aos personagens acho que cada vez mais temos feito bons trabalhos, sempre evoluindo o que fizemos antes. Ainda é muito caro, mas a tecnologia vai tornar as coisas mais fáceis, quanto mais fazemos melhor vai ficar.

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    Comentários
    • Diário Gay do Diego
      Achei o personagem realista e fofo, na medida certa... Pra mim ficou faltando ele falar, nem que fosse com o rato ou as crianças, mesmo que na animação ele fale bem pouco...
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