Mulheres dirigiram apenas 8% dos filmes mais lucrativos de 2018

Novo estudo aponta: representatividade em baixa.

Apesar da força de movimentos como o #MeToo e o Time's Up, caiu em 2018 o número de diretoras a cargo dos filmes no top 250 dos mais lucrativos do ano. Os dados são de um relatório do Centro de Estudoo sobre Mulheres em Televisão e Filmes da Universidade de San Diego (via IndieWire).

Em 2017, diretoras haviam comandado 11% dos filmes no top 250 das bilheterias, mas o número caiu para 8% em 2018. O estudo aponta também que somente 1% dos filmes produzidos no ano chegaram a contratar mais de 10 mulheres em funções-chave de bastidores. No entanto, 74% das produções empregaram 10 ou mais homens para os mesmos cargos. 

Ainda assim, há um saldo levemente positivo: em 2018 as mulheres ocuparam 20% dos cargos de diretoras, roteiristas, produtoras, diretoras executivas, editoras e fotógrafas dentre os primeiros 250 nas bilheterias. O número é 2% mais alto que o alcançado em 2017.

"O estudo não dá evidência de que a indústria cinematográfica mainstream tenha sofrido o impacto positivo que havia sido previsto por especialistas no último ano", apontou a autora do relatório, Dra. Martha Lauren. "Esta subrepresentação radical dificilmente será remediada por esforços voluntários de alguns indivíduos em um ou outro estúdio. Sem um esforço em larga escala, não veremos mudanças significativas."

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