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    Javier Bardem defende Woody Allen e se diz chocado com tratamento dado ao cineasta

    Ator diz que só se afastaria de Allen caso as acusações de assédio sexual contra ele fossem comprovadas.

    Todos são inocentes até que se prove o contrário. Essa é a máxima de Javier Bardem, que se posicionou em defesa do cineasta Woody Allen, acusado de ter abusado sexualmente a filha adotiva, Dylan Farrow. As acusações contra Allen foram feitas pela própria filha em 1992, mas o caso voltou à tona quando Farrow detalhou sua experiência em uma carta divulgada no New York Times em 2014.

    Em entrevista à Paris Match, Bardem disse que “realmente não se sentia envergonhado" de ter trabalhado com ele anteriormente. O ator foi dirigido por Allen no premiado Vicky Cristina Barcelona (2008), onde atuou ao lado da esposa, Penélope Cruz, Rebecca Hall e também de Scarlett Johansson, que em janeiro discursou na Marcha das Mulheres contra o abuso sexual no mundo.

    “Se houvesse evidência de que Woody era culpado, eu, com certeza, teria pensado duas vezes antes de trabalhar com ele, mas eu duvido disso. Estou chocado com o tratamento dado a ele agora. Julgamentos nos estados de Nova Iorque e de Connecticut deram Woody Allen como inocente”, frisou, referindo-se ao posicionamento de alguns atores, que preferiram se afastar do diretor. Ellen PageMichael Caine e Greta Gerwig, por exemplo, disseram que nunca mais voltariam a trabalhar ele. Rebecca Hall, que está no trabalho mais recente de Allen, A Rainy Day in New York, doou seu salário do filme para a fundação Time's Up, que arrecada fundos para ajudar vítimas de abuso sexual.

    Bardem se prepara para exibir seu novo trabalho, Todos lo Saben, na abertura do Festival de Cannes 2018. A Rainy Day in New York ainda não possui data de estreia.

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