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    Marvel 10 anos: Da falência a potência, o ressurgimento da gigante dos quadrinhos
    Por Rodrigo Torres — 11 de abr. de 2018 às 21:21

    Conheça os 10 anos mais importantes da Marvel: de 99 a 2009.

    O mercado de quadrinhos agonizava. Quando a Marvel faliu, ele quase morreu. "A Marvel acabou arrastando a indústria toda com sua estratégia tosca", declara Sean Howe, autor do livro Marvel Comics - A História Secreta, vencedor do Prêmio Eisner 2013. E em suas próprias páginas, a empresa lambia suas feridas. Famosa por afundar seus super-heróis em dramas da vida real (assim representando o seu público), a editora usaria uma edição de Spiderman Sem Limites para admitir e expurgar seus pecados.

    O imbróglio

    "Eu nunca abriria o capital do Clarim", responde J. Jonah Jameson ao ser aconselhado por um empresário corrupto. "Sei que a integridade do jornal acabaria sendo vítima de executivos espertalhões como você, que ficam inventando esqueminhas ridículos só para cumprir metas de curto prazo", responde o excêntrico editor do Clarim Diário, assim representando os anseios de todo um segmento, mandando um recado aos empregados remanescentes da Marvel e, o mais importante: anunciando publicamente a mentalidade de uma nova diretoria que mudaria os rumos da empresa.

    Com uma jogada de risco, Ike Perlmutter salvou a Marvel.

    Após intensa disputa judicial com Ron Perelman e Carl Icahn (dois desse tipo de investidores espertos), Isaac "Ike" Perlmutter e seu braço direito Avi Arad assumem o controle da Marvel ao realizar sua fusão com a Toy Biz e tirá-la do limbo. Nasce assim a Marvel Enterprises. Com uma dívida de US$ 250 milhões a ser retornada em 5 anos e uma posição muito vulnerável em Wall Street: 11 milhões de ações preferenciais no mercado. Foi então que Ike Perlmutter escalou um homem conhecido no mundo dos negócios por tirar grandes multinacionais da lama: Peter Cuneo.

    Resiliência e estratégia

    Uma nova filosofia estava criada a partir desse momento. A primeira regra seria a máxima consciência e eficiência econômica, o que rendia piadas não-tão-longe-da-realidade de que a Marvel fazia um relatório mensal do consumo de clipes de papel. Os cerca de 250 funcionários restantes trabalhariam em tempo integral, tendo como contrapartida bônus baseados em resultados. Ou seja: eles fariam seu próprio dinheiro em fazendo o dinheiro da Marvel. Como? Levando os super-heróis da Casa das Ideias para o mundo todo.

    Peter Cuneo, o chefe estratégico que expandiu a Marvel por várias mídias e pelo mundo.

    "Adotamos um modelo de licenciamento para todas as formas de mídia, como filmes e séries de televisão, e para o consumo de produtos, como roupas e suprimentos escolares. Essa era também uma forma de maximizar a exposição de nossas marcas no mundo inteiro em um curto espaço de tempo", explica Peter Cuneo em entrevista à Forbes. Ainda sobre sua cautela econômica, ele conta: "Focamos nos personagens que eram conhecidos do público: Homem-Aranha, Hulk, Capitão América... É mais fácil revitalizar propriedade intelectual que fora sucesso do que assumir o alto risco de se criar novo conteúdo."

    A Marvel se estabilizou rapidamente. Seus produtos licenciados, de bonecos a games e todo tipo de conteúdo vendável na cultura pop, invadiam as lojas. Em quatro anos, suas dívidas estavam quitadas e as ações preferenciais se tornaram comuns. Para crescer efetivamente, Peter Cuneo sabia que a empresa dependia de uma divisão importante: Marvel Studios, então liderado por Avi Arad. Como mal tinha dinheiro para se manter nos primeiros dias, o setor não tinha dinheiro para investir em seus próprios filmes. Solução: entregar seus super-heróis aos estúdios de Hollywood.

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    Comentários
    • Jor Ge
      Ótima matéria,a gente fica com gostinho de quero mais!!
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