Diretor canadense enfrenta onda de protestos após sugerir ingresso mais caro para homens brancos

Para representar a diferença de salários.

Imagine a situação: você é um jovem diretor, querendo lançar seu novo filme nos cinemas. Para refletir o fato que minorias costumam ter menos oportunidades de emprego, você sugere um preço diferenciado para o público... cobrando ingressos mais caros de homens brancos.

Isso aconteceu no Canadá, na última semana. O comediante Shiraz Higgins deveria lançar seu documentário Building the Room, sobre humoristas de stand up comedy. Ele decidiu cobrar 20 dólares canadenses para os homens brancos, e 10 dólares para o resto do público.

O problema é que Higgins fez o anúncio nas redes sociais, antes mesmo de fechar um acordo com o Roxy Theater, de Victoria. Resultado: o cinema se recusou a implementar a distinção nos ingressos, e cancelou a projeção.

Diante das reações negativas, o diretor decidiu mudar as regras, sugerindo o preço de 15 dólares para "homens brancos cisgênero heterossexuais sem deficiências" e 10 dólares para o resto do público. A repercussão foi ainda mais enérgica. 

Desde então, Higgins tem sido alvo de críticas, pedidos de boicote e ameaças de morte. "Eu me sinto mal que esta ideia tenha irritado tantas pessoas e de certo modo ofuscado a mensagem geral que estamos tentando passar aqui", afirmou o cineasta. "Isso não é um golpe de marketing", precisou à mídia canadense.

A estreia de Building the Room foi adiada para 6 de outubro. Desta vez, o público vai pagar "o que quiser" na entrada do Victoria Event Center.

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