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    A Bela e a Fera: Cinemas na Rússia e nos Estados Unidos querem banir filme por causa de personagem gay
    Por Vitória Pratini — 6 de mar. de 2017 às 17:25

    Legislador russo acredita que o filme está "vendendo propaganda gay".

    A Bela e a Fera trará o primeiro personagem homossexual da Disney: LeFou (Josh Gad), que ficará confuso sobre seus sentimentos em relação ao vilão Gaston (Luke Evans) e, supostamente, dançará com outro homem em uma das músicas. Só que a notícia não foi bem recebida em todos os lugares do mundo.

    Na Rússia, um legislador está clamando para o país banir o live-action de A Bela e a Fera por "vender propaganda gay".

    "Nesta situação, a sociedade não pode olhar silenciosamente para o que os distribuidores de filmes estão oferecendo sob o disfarce de um conto infantil – a propaganda óbvia, despreocupada e sem escrúpulos do pecado e das relações sexuais pervertidas", escreveu Vitaly Milonov em uma carta ao ministro da cultura, Vladimir Medinsky.

    Milonov também afirmou ter recebido cartas de pais preocupados. "Estou convencido de que a principal tarefa do Estado em relação às crianças é proteger a infância e a juventude da sujeira do mundo, preservar a pureza das crianças, bloquear nossos filhos de fenômenos nocivos e perigosos. E neste caso, nossa tarefa compartilhada é não permitir o lançamento deste musical na tela sob qualquer disfarce", disse ele.

    A homossexualidade foi descriminalizada na Rússia em 1993, entretanto, desde 2013, tem sido ilegal dar informações aos menores sobre a homossexualidade. A legislação assinada pelo presidente russo Vladimir Putin descreve a homossexualidade como "relações sexuais não-tradicionais" e, na época, irritou ativistas de direitos humanos e a comunidade LGBTQ ao redor do mundo.


    O dono de um cinema drive-in em Henagar, no Alabama, Estados Unidos, compartilha a opinião do legislador russo. Ele afirmou que não vai exibir a nova versão de A Bela e a Fera em seu cinema, justamente porque tem um personagem homossexual. "Não vamos comprometer o que a Bíblia ensina. Você pode se sentir livre para vir assistir filmes saudáveis sem se preocupar com sexo, nudez, homossexualidade e linguagem suja", escreveu ele na página do Facebook do cinema.

    Ainda não sabe se a Disney pretendia exibir o filme em Henagar – cuja população é de 2344 pessoas – ou se o drive-in estava agindo preventivamente.

    É inconcebível que ações do tipo existam no mundo de hoje. Algumas pessoas parecem não perceber que representatividade importa e que, ao mostrar alguém diferente de você nas telas, não o tornará igual àquela pessoa. Recentemente, a organização GLAAD (Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação) fez uma campanha exigindo maior representatividade LGBTQ nas produções da Disney, e parece que A Bela e a Fera é o primeiro filme a atender ao pedido.

    Estrelado por Emma Watson e Dan Stevens, o live-action tem estreia marcada para o dia 16 de março.
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