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    Chadwick Boseman e outros atores que morreram muito jovens
    Por Renato Hermsdorff — 25 de jun. de 2016 às 14:53
    Atualizado 5 de ago. de 2021 às 19:12

    Atores como Chadwick Boseman e Heath Ledger deixaram suas marcas no mundo, e partiram cedo demais.

    Bruce Lee (27 de novembro de 1940/ 20 de julho de 1973)


    Para alguém que se tornou praticamente um “gênero” cinematográfico, é de se espantar que Bruce Lee tenha morrido tão jovem, aos 32 anos. O ator, diretor, instrutor de artes marciais e filósofo (sim!) mudou a maneira como o mundo enxergava os orientais e foi convertido em um ícone do mundo pop. O Dragão Chinês (1971), A Fúria do Dragão (1972), O Vôo do Dragão (1972) e Operação Dragão (1973) estão entre as obras que o imortalizaram.

    A morte de Bruce é envolta em mistérios. O laudo oficial dá conta de que o artista teve um edema cerebral como reação a remédios que havia tomado para dor de cabeça. Como era jovem e transbordava saúde, começou-se a especular uma série de “teorias da conspiração”. Uma delas implica que Lee teria sido envenenado pelas Tríades (uma organização criminosa chinesa), teoricamente, por ter revelado muitos segredos das artes marciais aos não-orientais; outra fala de uma “maldição” familiar, uma vez que, vinte anos mais tarde, seu filho, Brandon, também morreria de forma trágica.

    Leila Diniz (25 de março de 1945/ 14 de junho de 1972)


    “Toda mulher quer ser amada/ Toda mulher quer ser feliz/ Toda mulher se faz de coitada/ Toda mulher é meio Leila Diniz”, já cantava Rita Lee. Não à toa. A atriz ficou marcada por quebrar tabus. Em plena época de repressão da ditadura militar, surgiu e biquíni grávida na praia, defendia o amor livre e chegou a declarar que transava “de manhã, de tarde e de noite” – um acinte para a época. Leila foi casada com os cineastas Domingos Oliveira e Ruy Guerra.

    Atou em filmes como Todas as Mulheres do Mundo (1967); O Homem Nu (1968); Corisco, o Diabo Loiro (1969); e morreu em um acidente aéreo aos 27 anos quando voltava de uma viagem à Austrália, no auge da carreira.

    Marilyn Monroe (01 de junho de 1926/ 5 de agosto de 1962)


    Um dos maiores ícones pop de todos os tempos, Marilyn Monroe ficou mundialmente famosa como sex symbol, a “loira burra”. Mas era também sensível e insegura, como atesta o diretor-executivo da casa de leilão Julien's Auctions – e profundo conhecedor da vida da atriz –, em entrevista à agência Efe: “Por isso, para conseguir a fama, criou essa personalidade de mulher explosiva, voluptuosa e sexual. Ergueu sua própria empresa e fez seus próprios filmes. No final, queria escapar de tudo o que tinha alcançado, mas era grande demais”.

    A atriz vencedora do Globo de Ouro por Quanto Mais Quente Melhor (1959) – ela ainda recebeu outras duas estatuetas da instituição, como “personalidade feminina” dos anos de 1954 e 1962 – morreu aos 36 anos, em casa, vítima de uma overdose de calmantes. Como “bom” ícone pop que se preze, é claro que não faltam teorias conspiratórias a respeito da morte de Marilyn, inclusive sobre homicídio.

    Sharon Tate (24 de janeiro de 1943/ 09 de agosto de 1969)


    Considerada uma das mulheres mais bonitas dos anos 1960, Sharon Tate estava no ápice em 1969. Depois de estrelar uma série de campanhas publicitárias como modelo, e de fazer pequenas participações como atriz na TV, como em O Agente da UNCLE e A Família Buscapé, ela finalmente via sua carreira no cinema deslanchar, com papéis de destaque em produções como O Vale das Bonecas (1967), que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro, e o hilário A Dança dos Vampiros (67), de Roman Polanski, com quem estava casada e grávida de oito meses.

    A vida da modelo e atriz foi abreviada aos 26 anos em um caso que comoveu os Estados Unidos e o mundo: ela foi assassinada em uma seita comandada pelo macabro Charles Manson e seguidores – a menos de duas semanas de dar à luz.

    James Dean (08 de Fevereiro de 1931/ 30 de Setembro de 1955)


    Qual jovem em sã (in)consciência não queria ser como James Dean na década de 1950? O jeans surrado, a jaqueta de couro e o total domínio das motos que caracterizaram o ator eram o símbolo da juventude e rebeldia. Mas não se tratava de apenas um rostinho bonito. Depois de receber um prêmio Tony pelo papel de um gay na peça “O Imoralista”, marcou época por sua atuação em Juventude Transviada (1955) e recebeu duas indicações ao Oscar – ambas póstumas e consecutivas –, por seus papéis em Vidas Amargas (1955) e Assim Caminha a Humanidade (1956).

    James Dean morreu aos 24 anos em um acidente de carro, quando se dirigia para uma corrida, também entrando para a eternidade como ícone pop.
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