Antes de se tornar a estrela que é hoje, Brad Pitt acumulou papéis menores em romances dramáticos adocicados, como O Príncipe das Sombras (1988) e Namorados por Acaso (1989). Aos poucos, porém, o ator passou a integrar produções maiores, como Thelma & Louise de Ridley Scott (1991) e, sobretudo, Nada É Para Sempre de Robert Redford, onde interpretou seu primeiro grande papel no cinema (assim como Joseph Gordon-Levitt). Foi um papel que alavancou sua carreira, mesmo que Brad Pitt sinta que não esteve à altura.
Brad Pitt lamenta sua atuação em Nada É Para Sempre
Em 1992, Brad Pitt conquistou o papel principal nesta cinebiografia adaptada do livro autobiográfico do escritor Norman Maclean. O filme narra a história de dois irmãos, Norman, vivido por Craig Sheffer, e Paul Maclean, interpretado por Brad Pitt, que crescem em Montana no início do século 20 sob a autoridade rígida do pai, um pastor presbiteriano bastante severo. Embora ambos fossem apaixonados pela pesca com mosca, eles seguiram rumos completamente distintos: Norman tornou-se professor, enquanto Paul, mais rebelde, afundou no jogo e no álcool.
Columbia Pictures
Nas páginas da revista Entertainment Weekly, Brad Pitt relembrou esse papel complexo e revelou não ter orgulho do seu desempenho na tela: "Não acho que estive à altura", declarou ele, antes de completar: "Eu certamente poderia ter feito melhor". Deve-se levar em conta que, na época, Brad Pitt tinha apenas 29 anos e nunca havia participado de uma produção de tamanha relevância.
Para ele, o Brad Pitt daquele momento ainda sofria com a falta de autoconfiança: "Talvez tenha sido a pressão do papel, o fato de interpretar uma pessoa real (cuja família às vezes estava presente nas gravações) e o receio de decepcionar Redford". Ainda assim, o ator destacou que não revê o longa há muito tempo e que sua opinião poderia ser diferente nos dias de hoje: "Eu era muito mais autocrítico naquela época".
O ator se identificava com a história
Se o ator cobrou tanto de si mesmo, talvez seja porque o enredo conversava de maneira muito íntima com ele. Na mesma entrevista, Brad Pitt confessou: "Cresci vendo os filmes de Redford, Newman e Clint Eastwood, além de muitos faroestes. Era uma história magnífica, que eu entendia perfeitamente por conta da minha criação".
Columbia Pictures
Apesar de não aprovar o próprio trabalho, Brad Pitt não deixa de reconhecer o valor do filme: "Robert Redford realizou uma produção de muita qualidade". Aliás, no longa, o ator surge como um sósia praticamente perfeito do diretor.