Após dedicar-se aos dramas históricos de proporções épicas, como Gladiador II e Napoleão, Ridley Scott revisita a ficção científica em Ponto Sem Retorno. Além de retornar ao gênero de alguns de seus melhores filmes, como Alien e Perdido em Marte, o diretor acredita que acertou em cheio ao reduzir a escala de produção em seu novo longa.
The Dog Stars foi feito com um orçamento estimado em 110 milhões de dólares, o que represeta cerca de um terço do que Ridley usou para produzir e divulgar a sequência de Gladiador (310 milhões de dólares). Ainda assim, o resultado da adaptação do romance de Peter Heller impressionou o cineasta, ocupando o posto de melhor filme feito por ele mesmo na última década:
"É provavelmente o melhor filme que fiz desde Perdido em Marte [em 2015]. Esse cara, Jacob Elordi, que está no filme, vai ser uma grande estrela. Ele é um rapaz do campo da Austrália, então nos demos muito bem. O filme aborda as possibilidades emocionais, aconteça o que acontecer, você precisa de pessoas. Se o mundo acabar, como você lida com isso?", afirmou Scott em entrevista ao site de enologia The Buyer.
20th Century Studios
A estima do diretor coloca Ponto Sem Retorno em um patamar bastante elevado, uma vez que Perdido em Marte é o maior sucesso comercial de sua carreira, tendo arrecadado mais de 630 milhões de dólares em bilheteria. O sci-fi estrelado por Matt Damon também foi indicado a sete categorias no Oscar 2016, incluindo Melhor Filme.
No novo longa do diretor, Jacob Elordi interpreta Higs, um piloto viúvo que vive isolado em um hangar de aviões no Colorado. Ele passa seus dias protegendo o abrigo ao lado do ex-fuzileiro naval Bangley (Josh Brolin) e de seu cão de estimação, até que uma transmissão de rádio misteriosa faz com que ele saia do esconderijo à procura da origem do sinal e de melhores chances de sobrevivência.
Ponto Sem Retorno estreia nesta quinta-feira, 27 de agosto, nos cinemas brasileiros.