Uma das coisas mais valorizadas pelos fãs do cinema de guerra é o realismo do filme, o espectador quer mergulhar de cabeça na história contada. Cada um terá o seu favorito pessoal, mas agora vamos analisar o título que o historiador militar Dave Hogan coloca acima de todos os outros.
Hogan trabalhou durante 37 anos no Centro de História Militar do Exército dos Estados Unidos, por isso é evidente que ele conhece muito bem os filmes de guerra. E o que ocupou a primeira posição em sua lista dos cinco mais realistas foi Falcão Negro em Perigo, o inesquecível longa-metragem de 2001 dirigido por Ridley Scott.
Por que é o filme de guerra mais realista
Falcão Negro em Perigo conta a história real que aconteceu na Somália em 1993 durante uma missão americana de pacificação organizada pelas Nações Unidas. Tudo se complica quando dois helicópteros Black Hawk são abatidos, e salvar os soldados feridos se torna a prioridade absoluta da missão.
Columbia Pictures
O filme conta com uma multidão de rostos conhecidos como Ewan McGregor, Josh Hartnett, Eric Bana, Orlando Bloom, Jason Isaacs, Tom Sizemore, Hugh Dancy e Tom Hardy, mas isso não foi o que impressionou Hogan. O que o deixou boquiaberto foi o realismo com que o filme retratava operações de combate em ambiente urbano: "Tudo parecia autêntico. A sensação de isolamento ao tentar trabalhar em conjunto naquele ambiente. Nem sempre você vê o inimigo que está atirando em você, ou a multidão que rodeia o helicóptero que vai direto para o inferno."
O bom trabalho de Falcão Negro em Perigo foi reconhecido com dois prêmios Oscar, mas nas bilheterias foi uma leve decepção. É verdade que uma arrecadação mundial de 172 milhões não foi ruim, mas seu elevado custo de 92 milhões complica muito as contas em termos de rentabilidade.
Da minha parte, não sei se Falcão Negro em Perigo parece o mais realista, mas é um longa imprescindível ao cinema de guerra. No Brasil, o filme está disponível para streaming e no Prime Video e na HBO Max.